Uma pesquisa recente do NPD Group, realizada no Canadá, afirma que 40% dos gamers daquele país declarou ter comprado games por impulso nos últimos 6 meses, apesar da crise pela qual todos passamos. Dentre os fatores determinantes para a compra, se encontram coisas tão “estranhas” quanto embalagens bonitas e outras nem tanto, tais como, como por exemplo, acessibilidade online e os preços mais em conta dos jogos usados.

Compradores

Segundo Matthew Tattle, do NPD Group, “é claro que os hardcore gamers vão encontrar uma maneira de satisfazer suas necessidades por algo novo, diferente e agradável“. Isto mostra que, pelo menos para este tipo de jogador, a crise mundial não tem muito peso quando o assunto é abastecer sua biblioteca de jogos.

Tattle ainda continua:

“A embalagem do jogo é a mais influente forma de publicidade para os fabricantes e vendedores de jogos. Especialmente entre os compradores por impulso, a embalagem do jogo é considerada um motivador mais forte do que comerciais de TV, anúncios online ou trailers. Os gráficos e as imagens nas embalagens dos jogos devem ser escolhidos de forma estratégica para garantir que os compradores sejam atraídos pelo jogo”.

Alguns outros detalhes interessantes que a pesquisa aponta:

  • Só 3% das compras reportadas foram realizadas através de pré-ordens;
  • As mulheres são mais propensas a comprar por impulso;
  • 43% dos compradores por impulso pagaram valores entre US$ 10,00 a US$ 20,00 em sua última compra;

Algumas considerações sobre como a coisa “rola” aqui no Brasil

Olha, eu vejo este assunto de uma forma bem clara, e a realidade aqui em nosso país é outra, como sabemos. Lá fora o mercado é totalmente diferente. Paga-se, feitas as devidas conversões, entre R$ 20,00 a R$ 100,00 em média por game, variando entre usados, antigos e/ou lançamentos. Aqui no Brasil, quando existem as tais pré-ordens, ou pré-compras, ou compras antecipadas, ou seja lá como quer que se chamem, são cobrados valores abusivos, oscilando quase sempre entre R$ 250,00 a R$ 300,00 (não que este valor mude muito depois do lançamento oficial de um game nas lojas brasileiras).

Não vejo, também, muitas mulheres gamers aqui no Brasil (eu, por exemplo, não conheço nenhuma), e o percentual que sobra de compradores por impulso vai todo para nós, pobres homens. 🙂

Sobre embalagem e propaganda

Não sei não, mas pra mim esse papo de embalagem bonita não rola. É legal, é claro, termos uma “Game Of The Year Edition”, ou uma “Edição de Colecionador”, etc e tal. Mas não compro um game me baseando em sua embalagem, e sim em seu conteúdo. Você compra? Contrariando a pesquisa, me baseio, sim, em trailers, vídeos que encontro pela internet, reviews, e demos.

O próprio esquema de comprar após ver a demo do game contraria o resultado do estudo, pelo menos aqui em nossa realidade, creio eu. Não estou aqui desmerecendo o estudo nem tampouco seu valor para o mercado onde foi conduzido, mas o cerne da questão é este: “mil monges, mil religiões”, ou seja, um mercado é diferente do outro, e estes resultados com certeza são variáveis dependendo da localidade.

Sobre compras por impulso

Agora, chegamos a um ponto chave: você já comprou alguma vez algum game por impulso? Eu já. Aliás, tenho alguns que ainda vou jogar, futuramente, após terminar minha lista atual. Comprei por impulso? Sim. O que me motivou? Não sei, talvez uma fusão de diversos fatores: preço (costumo importar), leitura de reviews, trailers, vídeo reviews, etc. E uma dose de “impulso incontrolável” também rola às vezes, é claro. 🙂

Eu acho bem legal jogar um game sabendo que já existe um (ou mais de um) aguardando na prateleira para ser jogado. É claro que em determinados momentos este é um impulso que tem de ser refreado, senão acaba-se comprando títulos e mais títulos que jamais serão jogados como deveriam ou, na pior das hipóteses, jamais sequer serão jogados.

Sou um comprador por impulso? Em alguns momentos sim, mas vou levando minha vida de gamer sossegadamente. E você, o que pensa disto tudo? 🙂

Via Joystiq

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