Valheim, o survival que não para mais de “aparecer” aqui no XboxPlus (e eu digo isto com muita felicidade), bateu um novo recorde: mais de quatro milhões de unidades foram vendidas, e isto em apenas três semanas desde que ele foi lançado em Early Access, no Steam.

O título da Iron Gate Studio também atingiu um pico de jogadores impressionante na plataforma da Valve: mais de 500 mil, simultaneamente.

Além disso, no Twitch, “Valheim manteve um fluxo constante de fãs, alcançando um novo pico de audiência simultânea de 188.000 em 22 de fevereiro. Desde o lançamento, os fãs passaram mais de 28 milhões de horas assistindo ao jogo Valheim, e mais de 10.000 anos jogando“.

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A parte frontal de meu novo lar em Valheim…

Mas vamos por partes. Como tenho feito desde que iniciei minha vida como um viking no purgatório gerado de forma procedural do jogo publicado pela Coffee Stain Publishing, narrarei a seguir algumas de minhas aventuras no mesmo.

E, não: não estou cometendo o mesmo erro infeliz que cometi em Conan Exiles (o qual fez com que eu parasse de jogá-lo, inclusive). Incluí a devida pasta em minha rotina de backups, para ter também localmente e em meu serviço de armazenamento em nuvem um save sempre atualizado do título de sobrevivência (e recomendo que você faça o mesmo, caso esteja jogando Valheim).

Obs: a saber, ainda não sei bem ao certo se a desenvolvedora já corrigiu ou não o tal “world-destroyer bug”.

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O interior de minha nova casa…

Uma noite aterrorizante em Valheim

Realizei algumas curtas explorações visando obter recursos para aprimoramentos em minha humilde residência no mundo do jogo, além de melhorias em armas e equipamentos diversos.

Após a derrota do boss Vegvisir Eikthyr, fui capaz de construir uma picareta, ferramenta esta que agora, por exemplo, me permite obter pedras de forma muito mais simples e rápida.

Posteriormente, sei que tal ferramenta também poderá ser utilizada para a obtenção de vários minérios, como cobre, por exemplo.

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A necessária paliçada…

Marquei também, em meu mapa, diversos pontos propícios para a caça de veados e javalis (para obter pele e troféus, além de carne). E descobri também que é possível, em determinado momento, domesticar javalis (espero dar início a tal empreitada tão logo retorne de uma grande expedição que estou planejando).

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Bem, mas voltando ao assunto, retornei de uma determinada curta viagem de exploração quando resolvi então transformar minha casa, de apenas 1 andar, em uma residência mais “incrementada”, digamos, com 2 andares.

Mediante o uso de madeira armazenada em meu inventário e também em meus baús, e após a demolição de uma das laterais da casa, bem como do teto e da parte traseira da mesma, construí, então, um segundo andar e uma escada para acesso ao mesmo.

O problema é que, por motivos óbvios, e lembrando mais uma vez, fui obrigado a demolir também todo o teto de meu pobre lar. E no meio deste processo todo, uma chuva torrencial resolveu cair dos céus.

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Eu fiquei em parte embevecido, devido à beleza do cenário ao meu redor, e em parte aterrorizado, devido aos fatores que explicarei a seguir.

Acontece que em Valheim, a bancada de trabalho, ou workbench, não funciona sem um teto sobre ela. E não adianta construir um mero piso logo acima (como aquele que já havia sido construído): é preciso construir um teto, mesmo, de verdade, nem que seja de palha (o meu caso).

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Assim sendo, meu terror foi também enorme ao me deparar com o fato de que uma parte de minhas ferramentas estava quase desgastada, e estas só poderiam ser consertadas na tal bancada, localizada agora no andar térreo.

Outro problema: avisos de cansaço do personagem começaram a aparecer em tela, e a cama funciona de forma um tanto quanto análoga à bancada, ou seja, sob um teto propriamente dito.

Eu estava, então, em meio a um grande problema, apesar do cenário fascinante, dos relâmpagos riscando o céu, da chuva que molhava o corpo de meu personagem, Nyhone Maulerant!

Para piorar ainda mais as coisas, enquanto eu tentava terminar a construção, a madeira “resolveu acabar”: ora, lá fui eu então em direção à floresta, molhado, sob chuva ferrenha, em meio a uma noite escura e sem poder acender sequer uma simples tocha (até mesmo meu fogão foi apagado pela chuva que caia sem medo algum dentro de minha casa).

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Tudo foi se ajustando aos poucos, obviamente, e eu acabei finalizando minha “nova casa” mediante grande esforço. Acabei conseguindo a madeira que faltava, e terminei então o “trabalhoso processo”.

Confesso, entretanto, que o resultado está bem aquém do desejado (sou um péssimo construtor em jogos de sobrevivência e similares), mas por enquanto está “dando para o gasto”.

Ataques e criaturas aterrorizantes

Após ter construído meu novo lar em Valheim, descobri também que, sim, a fumaça é capaz de matar os aspirantes a engenheiros que errarem a mão no projeto.

Meu personagem, devido à ausência de uma lareira apropriada (minha fogueira fica no andar térreo), começou a sufocar, em dado momento, e eu sei que morreria rapidamente caso não saísse de casa.

Saí, então, e demoli uma parte do muro lateral superior, o que me permitiu uma certa folga e espaço para a posterior construção de uma abertura, no teto, bem como de uma espécie de lareira rudimentar. Foi por pouco. Ufa!

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Uma noite verdadeiramente alucinante…

Mas na próxima noite, também ao retornar para casa, sofri um ataque inusitado: um grupo de anões, seguido por uma criatura enorme, resolveu me cercar e me atacar. Um grupo que eu nunca havia visto antes!

Sei que agora estou em vias de iniciar as buscas pelo próximo chefe do jogo, The Elder. E sei que tais criaturas são servas do mesmo, o que me leva, aliás, à conclusão de que terei de iniciar muito em breve uma expedição rumo ao bioma Floresta Negra.

Em tais biomas podemos obter vários minérios, necessários para a fabricação de armas e equipamentos mais robustos, digamos. Isto sem falar em algumas criptas que são destravadas em tais locais.

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Em meio à tormenta…

Bem, devo dizer que sobrevivi ao ataque supracitado por pouco: na verdade, quando vi que estava levando a pior, corri o mais rápido que pude de volta para casa. Fechei a porta e aguardei lá dentro, sobressaltado.

Meu terror foi maior ainda quando percebi que as criaturas desferiam golpes contra minhas paredes de madeira: e na verdade, chegaram a destruir parcialmente uma das tábuas, a qual substituí assim que pude, tão logo cessou o ataque (felizmente – mas devo confessar que o medo de uma invasão foi grande).

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Buracos no teto…

Mas tal ataque também me fez ver que a construção de defesas era algo necessário, e assim foi que cerquei minha casa com uma paliçada de madeira. Simples, porém até agora eficaz.

E assim, cada vez mais, Valheim vai me surpreendendo, me embevecendo, capturando meu tempo e minhas energias, no campo dos jogos eletrônicos.

Deixo você aqui, agora, com as humildes palavras de Richard Svensson, CEO da Iron Gate Studio, a respeito do sucesso recente de Valheim:

Eu não acho que eu realmente tive tempo para contemplar isso. Sei que os jogadores gostam muito do jogo, mas ao mesmo tempo acho que posso fazer algo ainda melhor no futuro.

Estou ansioso para adicionar mais conteúdo ao jogo, especialmente trabalhando nos biomas restantes. Nosso roteiro atual atinge apenas o próximo bioma e esperamos tê-lo concluído até o final do ano, mas pode muito bem demorar mais, dependendo de quão suave será o desenvolvimento.

Realmente não quero estressar o desenvolvimento, isso nunca acaba bem“.

E abaixo você pode conferir o roadmap atualizado do game:

Valheim - Roadmap atualizado

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