O Velho Oeste sempre apareceu de forma sensacional em diversas mídias, de livros a filmes, por exemplo. Games também não deixaram de explorá-lo, de formas geralmente magníficas, e West of Dead é o mais recente “capítulo” desta saga infindável de bons expoentes.

O jogo, lançado no último dia 18 de Junho, para PC e Xbox One (também via Xbox Game Pass – inclusive para PC), chegará também para Nintendo Switch e PlayStation 4, em Agosto.

West of Dead

Em West of Dead (site oficial), estamos mortos. Simples assim. Acordamos no purgatório sem memória de quem éramos em vida, e obviamente, sem saber nada a respeito de nossos atos passados.

O tal morto em questão, em vida chamado William Mason, conta com a fenomenal dublagem de Ron Perlman (Sons of Anarchy, Hellboy), a qual empresta um ar verdadeiramente soturno e magistral à aventura.

West of Dead

O título da Upstream Arcade possui personalidade bastante forte, e apesar de ser um roguelike, gênero, digamos, já um tanto quanto saturado, ele consegue se sobressair. E muito.

Sobre West of Dead

O título conta com perspectiva isométrica, e cada nova aventura, cada nova partida, cada “run”, é sempre uma experiência única, uma vez que cada “masmorra”, digamos, é gerada sempre de forma procedural.

West of Dead

Temos sempre novos corredores, novas configurações do mapa, caminhos diferentes a percorrer e posicionamentos diferentes no que diz respeito aos inimigos encontrados pela frente.

West of Dead

O jogo também é um Twin-Stick Shooter. Entretanto, e ao contrário da sugestão da própria publisher, a Raw Fury, me senti mais à vontade jogando-o através do bom e velho conjunto teclado + mouse.

West of Dead

É muito mais fácil mirar nos inimigos, desta forma, e tenha em mente que a ação, muitas vezes, será bastante frenética, com tiros vindo de diversas direções, enquanto você se movimenta rapidamente em busca de cobertura.

West of Dead é um jogo e tanto, e eu confesso que fico verdadeiramente abismado ao perceber como a Raw Fury consegue publicar/distribuir jogos tão diferentes, tão únicos, tão, digamos, fora do comum.

Jogos eletrônicos que fogem daquela mesmice à qual muitas vezes a indústria se prende, transformando muitas vezes os próprios jogadores em “escravos”, consumindo títulos “pasteurizados” sem nem sequer se darem conta.

West of Dead

História

Na pele de alguém que, supostamente, em vida, foi um pistoleiro (William Mason), não nos lembramos de nosso passado nem tampouco dos motivos que fizeram com que fôssemos parar ali, no purgatório.

Cada nova partida começa sempre em um bar, e é verdadeiramente notável observar os comentários do protagonista, através da sensacional voz de Ron Perlman, a respeito de bares e bebidas, por exemplo. Sem contar com sua própria morte, claro.

West of Dead

Há uma bruxa, também, a qual pode ser encontrada algumas vezes ao longo da narrativa, e que é capaz de conferir algumas habilidades especiais ao protagonista, mediante o devido pagamento em pecados.

Pecados estes, aliás, que você coleta quando elimina inimigos. Almas perturbadas, pistoleiros mortos, como você, aberrações, zumbis, também, de vez em quando.

West of Dead

Existem também chefões, alguns deles na forma de Wendigos. Os mapas de West of Dead utilizam bastante o contraste entre sombras e luzes, e em determinados momentos, o jogador é capaz de acender espécies de lamparinas.

Tais objetos proporcionam uma iluminação temporária, a qual se esgota rapidamente porém permite que mais detalhes a respeito dos arredores sejam enxergados.

Mason tem de enfrentar inimigos os mais diversos, durante sua jornada através dos tenebrosos submundos, e para tanto, ele também pode realizar upgrades e equipar novas armas.

Jogando West of Dead

Não podemos nos esquecer de que West of Dead é um Twin-Stick Shooter. Entretanto, e por incrível que pareça, achei mais fácil jogá-lo através do teclado e do mouse, utilizando o mouse, obviamente, para mirar com maior precisão.

Os sombrios recônditos do purgatório criado pela Upstream Arcade contam com diversos elementos que podem ser utilizados para cobertura, incluindo velhas criptas nas quais podemos observar corpos inertes, de vez em quando.

West of Dead

Cada partida é uma nova experiência, e o jogo presta uma grande homenagem ao gênero Western. Até mesmo o barulho de recarregamento das armas é bastante realista: sabe aquele som de “roleta”, de velhos revólveres? Pois bem.

O jogo é difícil, entretanto: não se engane. Permadeath é uma constante: ao morrer em ação, você terá de recomeçar sua jornada desde o início, valendo também a pena lembrar que todos os upgrades e armas adquiridos são perdidos no processo.

Isto pode, é claro, afugentar muitos jogadores, mas com certeza há espaço para títulos assim no mercado, principalmente com presenças tão marcantes e uma personalidade tão forte e impressionante.

Temos aqui, também, um jogo com ação bastante frenética. Com muita frequência você terá de se desviar (rolando) de projéteis ao mesmo tempo em que tenta observar os arredores em busca de cobertura.

“Paradas” aqui e ali para alguns disparos, sob cobertura ou não, também são sempre possíveis, mas é preciso ficarmos atentos às ações dos inimigos, pois a inteligência artificial do game não perdoa nenhum deslize.

West of Dead

Qualquer deslize, por mínimo que seja, pode levar você novamente para o início da jornada, onde tudo começou, ao velho e carcomido bar no qual a voz de Ron Perlman sempre tece comentários pertinentes.

Gráficos e trilha sonora

Dizer que os gráficos do título são fenomenais é pouco. Eles são estilosos demais. Bonitos demais, seguindo uma estética que pende bastante para tons avermelhados e alaranjados, com toques aqui e ali de branco e marrom.

West of Dead conta com gráficos em um estilo que verdadeiramente faz jus à proposta do título: imersão em ambientes obscuros, opressivos e até mesmo assustadores.

Se os gráficos do jogo são fantásticos, o mesmo podemos dizer do dublador de William Mason e da trilha sonora: temos aqui músicas que verdadeiramente remetem aos velhos filmes de faroeste.

West of Dead

Temos também belíssimas aparições de blues, em diversos momentos, o que faz com que tudo fique ainda mais impressionante. Verdadeiramente, trata-se de um jogo com uma proposta fantástica, que não falha em momento algum em entregar ao jogador aquilo a que se propõe.

Finalizando

O Velho Oeste no purgatório representado pelo roguelike West of Dead é verdadeiramente sensacional. O jogo é um verdadeiro must have para quem aprecia jogos com temáticas similares e com elementos roguelike.

Além disso, estamos falando de um título com a presença de um ator de peso. Isto sem contar com a excelente direção de arte, a qual torna o gameplay ainda mais entusiasmante e divertido.

Claro: aguarde por muitos, muitos desafios. Não se esqueça: o jogo é verdadeiramente difícil. Mas eu recomendo bastante!

Ficha técnica

Título: West of Dead

Gênero: Ação, Aventura, Roguelike, Tiro

Desenvolvedora: Upstream Arcade

Publisher: Raw Fury

Lançado em: 18 de Junho de 2020

Plataformas: PC, Xbox One

Versão analisada: PC

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