Quando a Ubisoft anunciou Tom Clancy’s The Division 2 em Março de 2018, confesso que torci o nariz. Não fazia muito tempo que o primeiro jogo da franquia havia sido lançado (em Março de 2016) e, bem, sabemos muito bem o que pode acontecer quando sequências são lançadas às pressas.

Mas não. Não se trata de um produto lançado às pressas, muito menos de uma “bomba”. Dentro de pouco tempo percebi que The Division 2 é um jogo de peso em diversos sentidos. Um ótimo jogo de tiro em terceira pessoa, um shooter com “S” maiúsculo, capaz de divertir e surpreender muitos jogadores.

Tom Clancy’s The Division 2

Ao contrário do primeiro capítulo da série, desenvolvido pela Massive Entertainment, TD2 contou com a participação de 6 estúdios da Ubisoft em seu desenvolvimento, além da própria Massive: Annecy, Redstorm, Reflections, Bucharest, Shanghai e Sofia.

Trata-se, segundo o Gamereactor, do maior time de desenvolvimento já utilizado em uma produção da desenvolvedora e publisher francesa. Bom para os jogadores, aliás, pois o produto final é de primeiríssima qualidade.

A história acontece em uma Washington DC pós-apocalíptica, sete meses após os eventos que vimos no primeiro jogo, em Nova Iorque. O vírus Veneno Verde, espalhado através das notas de Dólar (conforme vimos no título anterior), também devastou a capital norte-americana, e o jogador, no papel de um agente da Divisão, entra então em cena sob o comando de Manny Ortega, chefe da organização de elite em DC.

O enredo, em The Division 2, é sensacional, e a Washington devastada é realmente espetacular. Há, inclusive, a esperança de uma cura, em algum lugar da cidade (pelo menos é o que crê Alani Kelso, um dos NPCs do jogo, que também fornece missões ao jogador).

Tom Clancy’s The Division 2

Segundo indícios encontrados ao longo da narrativa, é possível que o presidente Ellis tenha sobrevivido à queda do Air Force One, e também que ele seja imprescindível para o acesso à cura, caso ela seja mesmo encontrada, dado seus altos níveis de acesso.

Há um conflito de interesses constante entre Ortega e Kelso, aliás. Enquanto o chefe da Divisão deseja ir à fundo na possibilidade da sobrevivência do presidente, Kelso quer ajudar a população, lutar contra as milícias armadas que aterrorizam os sobreviventes e também restaurar, pouco a pouco, a rede SHD (Strategic Homeland Division), sistema que está no background da comunicação e da tecnologia utilizada pelos Agentes.

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Estes elementos todos, aliados à enorme quantidade de atividades e missões primárias e secundárias, todas liberando um pouco mais do enredo, pouco a pouco, acabam dando à trama várias camadas de drama e complexidade. Algo muito bem vindo em um shooter online, obviamente, principalmente devido ao fato de que tal gênero de jogo geralmente conta com histórias extremamente superficiais.

O jogador entra em contato com algumas facções ao longo do gameplay, as quais contam inclusive com seus próprios chefes e tenentes. Existem os Hyenas, existem os Outcasts, existem os The Sons e também temos os Black Tusks, no end game, valendo lembrar que o nível máximo atualmente é o 30.

Sobreviventes formaram grupos espalhados por toda Washington, tentando sobreviver à qualquer custo, a duras penas, e é assim que temos as Colônias, por exemplo, locais onde o jogador pode se reabastecer, entrar em contato com comerciantes para a compra e a venda de equipamentos, conversar com NPCs para obter missões secundárias, e também recrutar personagens importantes para a Casa Branca, os quais acabam desbloqueando ferramentas e fornecendo seus serviços dentro de tal local.

A Casa Branca, aliás, acaba funcionando como uma Base de Operações para todos os Agentes, é importante ressaltar, e nas colônias, podemos fornecer materiais para o desbloqueio de novos recursos e personagens.

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NPCs recrutados podem dar origem e supervisionar, dentro da Casa Branca, a estandes de tiro onde o jogador pode testar várias armas e suas habilidades no manejo das mesmas, sendo inclusive possível determinar o nível de resistência dos inimigos com base naquilo que encontraremos nas ruas. Tais NPCs também podem ser responsáveis por bancadas de trabalho para a criação de equipamentos os mais diversos e por seções para o desbloqueio de habilidades e vantagens, por exemplo.

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O crafting está presente em The Division 2 de maneira bastante forte e interessante. Através da coleta de material durante as missões (saques, loot), somos capazes de criar inclusive modificações que podem ser instaladas em várias das armas que utilizamos ao longo do gameplay. É assim, por exemplo, que podemos transformar um rifle normal em um rifle de precisão, criando e instalando no mesmo uma mira telescópica.

Também são passíveis de criação coronhas, silenciadores e mais uma série de itens, todos eles capazes de melhorar determinados pontos da arma em questão (e também piorar alguns – todo o cuidado é pouco aqui). Podemos, através do crafting, modificar o armamento de maneira tal a aumentar as chances de dano crítico, reduzir o coice, melhorar a mira, aumentar a estabilidade, etc.

Cada Agente em The Division 2 recebe pontos de habilidade ao completar missões principais, as missões da interessantíssima campanha. Tais pontos servem para o desbloqueio de habilidades que, na verdade, se traduzem em equipamentos que podem ser adquiridos e posteriormente utilizados quando em combate (é possível equipar até 2 ao mesmo tempo, assim como é possível alternar entre os já desbloqueados, a qualquer momento).

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Temos, por exemplo, um drone que pode atacar inimigos automaticamente ou então se focar em alvos determinados pelo jogador, e temos também uma torreta que pode ser lançada bem no meio de grupos de inimigos e disparar contra eles, automaticamente, rajadas de balas verdadeiramente insanas (apesar de que o jogador também pode selecionar alvos manualmente).

Ainda falando a respeito das habilidades, temos a Colmeia, por exemplo, para fins de restauração de HP do jogador e de seus aliados, um escudo (que força, no entanto, o jogador a utilizar apenas sua arma reserva – um revólver ou uma pistola), o lançador químico, que dispara uma nuvem de gás que restaura a proteção balística de todos que estiverem dentro de seu raio de ação (no caso, o jogador e seus aliados), a mina guiada, que rastreia automaticamente os inimigos e explode tão logo deles chegue perto, etc.

Escolher as habilidades certas com base nas informações adquiridas durante o briefing de cada missão é essencial para um bom desempenho na mesma, valendo lembrar que cada uma delas conta com seu respectivo tempo de cooldown.

Sendo assim, você deve tomar bastante cuidado para não ser pego de surpresa, utilizando cada um dos equipamentos nos momentos realmente necessários, geralmente aqueles com maior número de inimigos em tela e/ou com a presença de chefes/inimigos mais poderosos. Particularmente, durante grande parte do jogo até agora, utilizei o conjunto “drone + torreta”.

Também existem vantagens, no jogo, as quais são desbloqueáveis mediante o uso de pontos de tecnologia Shade que ganhamos ao completarmos missões principais e secundárias, ou então através da ida até pontos marcados no mapa.

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As vantagens são passivas, e fornecem uma ampla gama de benefícios ao jogador. Por exemplo: você pode aumentar o espaço em seu inventário de maneira tal a ser capaz de equipar mais uma arma, e também pode equipar mochilas maiores, produzindo assim melhorias impactantes na quantidade de loot que é capaz de transportar.

Também é possível desbloquear vantagens que aumentam o XP dependendo da forma como você elimina os inimigos, e existem aquelas que fornecem modificações para determinados tipos e calibres de armas.

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Através das vantagens, também é possível aumentar o espaço no inventário para carregar mais medkits, mais granadas, etc, sem falar em aprimoramentos no que diz respeito à desmontagem de itens não utilizados, aumentando assim a chance de obter elementos de criação raros.

A evolução do personagem é lenta, a não ser que você se foque bastante em missões secundárias e principais, as quais fornecem uma quantidade bastante grande de XP. Aliás, recomendo firmemente que você se foque em tais missões, pois além de interessantes e divertidas, elas sempre rendem, além dos tais pontos de experiência necessários para a evolução, tecnologia Shade, armas, equipamentos e insígnias.

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No que diz respeito às atividades existentes na Washington devastada pelo vírus, existem várias delas, todas sempre repletas de inimigos sedentos pelo nosso sangue. Existem pontos de controle que devem ser liberados, e também esconderijos que devem ser descobertos, os quais funcionam posteriormente como locais para viagem rápida. Nos pontos de controle, aliás, é possível disparar um sinalizador e chamar civis armados para te ajudar, todos eles, obviamente, controlados pela inteligência artificial do game.

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Enquanto perambulamos pela cidade, também podemos nos deparar com comboios inimigos que podem ser interceptados (dando origem a combates e ao posterior looting, caso haja sucesso), com pontos de transmissão de propaganda inimiga, os quais devem ser tomados pelos jogadores, e também com execuções públicas de civis, as quais devem ser impedidas.

Isto sem falar nas entregas de suprimento, pontos para os quais os Hienas geralmente se dirigem. Chegando aí, você deve ao mesmo tempo dar cabo dos inimigos e reivindicar para si tais suprimentos: afinal de contas, armas, equipamentos e materiais para criação nunca são demais.

Vale lembrar que os pontos de controle, uma vez tomados pelo jogador, acabam se transformando em locais para viagem rápida e também em pontos amigáveis, os quais podemos reabastecer periodicamente com recursos como água, alimentos e equipamentos, de maneira tal a fazer com que os civis ali presentes sejam capazes de resistir às investidas inimigas.

São inúmeras as atividades existentes em The Division 2, e o jogo se torna, paulatinamente, conforme avançamos, mais desafiador e mais divertido, principalmente se jogarmos na companhia de mais alguém. Jogar de forma cooperativa, junto com amigos ou desconhecidos (é possível solicitar ajuda à qualquer momento, através de um comando específico ao abrirmos o mapa – e também podemos responder a pedidos de ajuda de outros Agentes nas redondezas), é muito interessante, principalmente se formos capazes de combinar nossas habilidades de maneira inteligente, visando a máxima eficácia durante o combate.

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Não é preciso se preocupar, aliás, com o nível dos inimigos caso você se encontre na companhia de alguém com nível mais alto que o seu e deseje realizar alguma missão em conjunto. O game aumenta automaticamente seus atributos para aquela sessão em específico, nivelando-os de maneira tal a não te prejudicar. Os pontos de experiência ganhos através de tais atividades, é também importante destacar, são maiores.

The Division 2 foi desenvolvido na engine proprietária Snowdrop, a qual foi criada especificamente para o primeiro Tom Clancy’s The Division (também utilizada em Starlink: Battle for Atlas, dentre outros). O jogo entrega gráficos de altíssima qualidade. Nada que seja extremamente impressionante, vale ressaltar, como por exemplo Kingdom Come: Deliverance (CryEngine), mas ainda assim trata-se de um trabalho de primeiríssima qualidade. Belíssimo.

O jogo também conta com um excelente trabalho no que diz respeito à iluminação e às sombras, além dos efeitos de pós-processamento. É, sem sombra de dúvidas, um jogo da nova geração, e no PC, com “tudo no máximo”, as coisas ficam ainda melhores. E, por incrível que possa parecer, trata-se de um título extremamente bem otimizado, cujos requisitos para PC, aliás, são extremamente amigáveis.

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Contando com ciclos dia/noite completos, além de variações climáticas dinâmicas, é surpreendente observar como a Washington do jogo pode mudar drasticamente de acordo com tais elementos e mudanças. Muitas vezes, chuvas torrenciais caem sobre a cidade, transformando os ambientes de maneira tremenda, tornando tudo ainda mais bonito e impressionante.

Confesso também que me assustei e me maravilhei, ao mesmo tempo, ao me deparar com a névoa que cai sobre a cidade de tempos em tempos. Nestes momentos, é muito difícil enxergar qualquer coisa, e no calor do combate, então, tudo se complica mais ainda.

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Digna de nota, também, é a inteligência artificial de The Division 2. Muito melhor que a do primeiro título da franquia, aliás. Inimigos reagem com extrema violência, quase sempre, e são capazes inclusive de se focarem em seu drone ou em sua turret, tendo em vista eliminá-los e reduzir as chances de baixas entre os seus.

Além disso, você será flanqueado em quase todos os combates. Soldados inimigos tentarão te distrair, atirando contra você à partir de pontos distintos dos locais de combate, ao mesmo tempo em que outros virão por trás ou pelos lados, disparando rajadas de balas mortais caso você não aja rapidamente e busque outro ponto de cobertura. Se movimentar constantemente é essencial.

Granadas serão lançadas contra você, também, tudo para que você seja obrigado a abandonar seu ponto seguro, e atiradores de elite inimigos se posicionam de vez em quando em pontos estratégicos, apenas esperando que você saia da cobertura, para mirar rapidamente e então atirar contra você.

Tom Clancy’s The Division 2

É apenas um tanto quanto triste que tal IA avançada também não tenha sido aplicada aos civis que ajudam o jogador em algumas das missões secundárias e atividades: estes são meio que ineficazes, mas pelo menos servem para distrair os inimigos enquanto você faz o seu (bem feito) trabalho.

O sistema de cobertura também funciona muito bem, e dificilmente coloca o jogador em risco como no primeiro The Division, quando éramos removidos “à força” da cobertura, por exemplo, devido a falhas no sistema, e expostos aos tiros inimigos, momentos perigosos que podiam inclusive resultar em nossa morte.

Somos capazes de nos movimentar rapidamente entre diversos pontos de cobertura (lembre-se, a perspectiva do jogo é em terceira pessoa), com o corpo mais agachado e menos propenso a levar tiros, o jogo sempre indica quais pontos podem ser utilizados para tal finalidade, e é possível inclusive utilizarmos vários ângulos em um mesmo ponto, tendo em vista nos adequarmos às variações nas ameaças adiante.

Aliás, aprender a utilizar corretamente o sistema de cobertura é essencial, principalmente devido à inteligência artificial extremamente avançada dos inimigos. Acredite: é preciso se movimentar bastante durante os embates, alternando entre vários locais, buscando posições mais elevadas, correndo bastante, rolando pelo chão a fim de escapar de granadas, tomando cuidado quando inimigos mais poderosos aparecem em cena, etc.

A Washington de The Division 2, além disso, é verdadeiramente impressionante. Temos aqui, também, uma espécie de jogo pós-apocalíptico. Não nos mesmos moldes de um Metro Exodus, por exemplo, mas temos de nos lembrar que a civilização está em ruína. Os Estados Unidos sofreram um duro golpe, e a cidade pela qual perambulamos é a maior prova disso.

Tom Clancy’s The Division 2

Imagem capturada através do modo fotografia do jogo

Washington está em ruínas. Carros, ônibus, caminhões, tratores e mais uma série de outros veículos encontram-se espalhados pelas ruas, destroçados, tombados, tudo isto enquanto a vegetação lindíssima aparece com enorme força aqui e ali, para retomar aquilo que é seu por direito.

Construções em ruínas ajudam a compor um conjunto triste, melancólico, assustador, mas ainda assim muito bonito de se ver, e é impossível caminhar por DC sem capturar uma tonelada de screenshots (vale ressaltar que o jogo conta com um muitíssimo bem vindo modo fotografia, também).

A Ubisoft se consolidou como criadora (ou reprodutora) de mundos extremamente bonitos, críveis e bem construídos. TD2 é grande prova disso, a cidade foi reconstruída em uma escala 1:1, e existem inclusive monumentos e marcos importantes da cidade que você pode observar com maiores detalhes em alguns momentos (o jogo avisa, quando tais momentos surgem).

A Ubisoft mostra aqui, mais uma vez, sua enorme capacidade e talento na construção de mundos, e Chad Chatterton, um dos artistas da Ubisoft que trabalhou no jogo, disse inclusive que uma das preocupações da empresa durante o desenvolvimento foi justamente recriar o que existe na cidade, verdadeiramente.

Até mesmo a vegetação contou com tal cuidado, e a empresa chegou ao ponto de posicionar árvores e arbustos de forma exata àquilo que é encontrado na vida real. Ponto para a empresa, novamente.

Agora, falando sobre outro “recurso” interessante de The Division 2, temos as Zonas Cegas, ou Dark Zones. São locais extremamente perigosos, isolados do restante do mapa, repletos de inimigos perigosos e loot muitíssimo valioso, por outro lado. Equipamentos aí encontrados, entretanto, precisam ser extraídos através de helicópteros e então passar por um processo de descontaminação antes que possam ser utilizados.

Nas Zonas Cegas, começamos a evoluir novamente, do zero (o progresso aqui é à parte), e elas são um espaço para PvPvE, ou seja, podemos tanto combater inimigos controlados pela IA do jogo quanto inimigos reais, jogadores reais. É possível também, por exemplo, roubar equipamentos de outros jogadores, enquanto eles estão tentando extraí-los.

Existem também alguns “status” que podem ser atingidos nas zonas cegas, e vai de cada jogador decidir se deseja obtê-los ou não (tudo depende, digamos, da ganância). Desde “traidor”, atingido quando roubamos outros jogadores (novidade na franquia), até “Caçada” (você vira alvo para outros Agentes), passando por “Revogado” (quando você elimina outros Agentes – podendo também virar alvo de contratos).

Existe uma outra maneira de participar de atividades PvP no jogo, entretanto. Na Casa Branca, você pode buscar pelos Confrontos, e experimentar partidas rápidas cujos níveis de dificuldade vão aumentando conforme você participa mais e mais.

O título tem lá os seus problemas, obviamente. Inimigos “esponja de bala” continuam presentes, mas até que dá para entender tal problema, pois não estamos aqui lidando com um título da série Arma, por exemplo, e sim com algo que poderia até mesmo ser comparado com uma mescla entre RPG e shooter em terceira pessoa (você jamais irá abater um inimigo instantaneamente com um headshot, por exemplo).

Além disso, em determinados momentos, temos também texturas que demoram um bocado para carregar, problema que já era percebido no primeiro The Division. O matchmaking ao iniciar uma missão principal (supondo-se que o jogador deseje realizá-la na companhia de outros jogadores) também não funciona lá muito bem – eu mesmo cheguei a esperar por mais de 10 minutos sem que ninguém aparecesse.

O jogo ainda conta com problemas relacionados a lags, os quais atrapalham bastante, principalmente quando estamos no meio de um tiroteio intenso (estes não são muito frequentes, entretanto, sou obrigado a dizer). Também nos deparamos com paredes invisíveis, de vez em quando, ou então com inimigos aparentemente vivos e flutuando, pouco acima do chão, sem esboçar reação alguma, mesmo que você neles atire.

Me deparei também umas duas ou três vezes com NPCs que simplesmente desapareciam, no momento de ativar ou devolver uma missão, e com armas que desapareciam das mãos de inimigos ou até mesmo de jogadores no cooperativo, apesar de percebermos claramente que a tal arma estava lá, em uso, disparando tiros normalmente.

Tom Clancy’s The Division 2

De qualquer forma, me surpreendi bastante com The Division 2. O jogo é sólido, conta com ótimas mecânicas, e nos apresenta a um mundo aberto fascinante e envolvente. E além de tudo, trata-se de um shooter online com uma narrativa muito bem construída. A esperança começa a surgir, pouco a pouco, nos corações e mentes de todos, conforme missões vão sendo concluídas e inimigos vão sendo derrotados.

Divertido, bonito, carismático e desafiador na medida certa, o novo jogo da Ubisoft tem tudo para agradar aos fãs da série ou a todos os jogadores que apreciam um bom shooter online em terceira pessoa ambientado em um cenário pós-apocalíptico. Nota 10 para a Ubisoft neste título.

Além disso, a empresa promete muito conteúdo futuro e gratuito para o jogo, indo além do endgame. E ao chegar no nível 30, o jogador pode escolher uma dentre 3 classes de especialização (Sobrevivente, Demolição e Atirador de Elite), além de obter acesso a equipamentos e habilidades que antes estavam bloqueados.

Ótimo jogo! Recomendo com grande ênfase!

Ficha técnica

Título: The Division 2

Gênero: ação, shooter, tiro em terceira pessoa, cooperativo

Desenvolvedora: Ubisoft Massive, Ubisoft Annecy, Ubisoft Redstorm, Ubisoft Reflections, Ubisoft Bucharest, Ubisoft Shanghai, Ubisoft Sofia

Publisher: Ubisoft

Data de lançamento: 15 de Março de 2019

Plataformas: PC, PlayStation 4, Xbox One

Versão analisada: PC

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