Antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que sim, ainda vale a pena adquirir e usar um Nintendo Switch. Assim sendo, vamos a algumas explicações. Como todos sabem, o XboxPlus, apesar do nome, é focado em jogos eletrônicos para PC.

No entanto, quem acompanha o blog de longa data sabe que eu jogo videogames desde meus 7 – 8 anos de idade. Desde o meu saudoso Atari 2600. E em 2019 surgiu a oportunidade de ter em mãos o mais recente console da Nintendo, portanto, gostaria de deixar aqui registradas minhas impressões a respeito dele.

O Nintendo Switch

Não creio que o Nintendo Switch se encaixe naquilo que costumamos chamar de “gerações de consoles”, uma vez que a Nintendo sempre se mantém, de certa forma, alheia a isto tudo.

É até mesmo interessante destacar o fato de que geralmente os consoles da Nintendo são “menos poderosos” que os da concorrência, mas nem por isso deixam de ter seu valor e seu apelo, principalmente para todos aqueles que, como eu, sentem enorme nostalgia ao ouvir falar em videogames, personagens e séries da empresa, como por exemplo SNES, Mario, Luigi, etc.

A Nintendo tem em suas mãos conceitos, franquias e personagens de enorme peso, e sabe muito bem como explorar tudo isto, de forma tal a vender consoles que de maneira alguma brigam com a concorrência em termos de processamento ou gráficos, mas que no entanto possuem enorme apelo, principalmente para os fãs.

Nintendo Switch

Nintendo Switch no modo portátil

O Switch, vale também a pena destacar, surgiu no mercado com a “missão” de colocar a BigN, digamos, “nos trilhos”, novamente, após o fracasso protagonizado por seu antecessor, o Wii U.

Também tenho certeza de que o Switch não deve ser comparado de forma alguma com o PlayStation 4 ou com o Xbox One: estes últimos certamente oferecem experiências diferentes, franquias diferentes e gráficos bastante superiores a tudo aquilo que é proporcionado pelo console da empresa japonesa.

O Nintendo Switch foi lançado no início de 2017, ou seja, lá se vão quase 3 anos. Vale também a pena destacar logo de início que, se o que você busca são gráficos de ponta, efeitos de cair o queixo e coisas do tipo, pode tirar o console da Nintendo de sua lista de compras. Com certeza absoluta.

Agora, se você gosta da Nintendo e de suas franquias, se você gosta de Super Mario, de Zelda, de Pokémon (Pokémon Sword & Shild está aí, vendendo horrores), de Super Smash Bros. e de vários outros títulos e séries exclusivos da gigante japonesa, é bom ficar atento ao console híbrido.

Temos aqui um equipamento desenvolvido pela Nintendo tendo em mente permitir que o jogador leve seus games a qualquer lugar. Um aparelho que é até mesmo difícil de rotular. Ele é, ao mesmo tempo, console de mesa e console portátil, e se sai muito bem nas duas situações.

Aliás, comecei a publicar reviews de jogos para Switch há pouco tempo, como os abaixo, por exemplo:

O Nintendo Switch em modo TV

O console híbrido é extremamente interessante, e o modelo que tenho em mãos é o “HAC-001(-01)”, o qual conta com uma bateria de maior duração.

Segundo a Nintendo, a bateria de tal modelo dura algo em torno de 4,5 a 9 horas (no modo portátil), sendo que durante testes realizados pela própria empresa foi obtida uma duração de 5,5 horas de gameplay de “The Legend of Zelda: Breath of the Wild”.

Nintendo Switch Dock

Dock

Mas… por que “híbrido”? Bem, o Nintendo Switch é um console que pode ser utilizado de diversas maneiras. Ele conta com um dock, no qual então pode ser acoplado e subsequentemente ligado a uma televisão ou a um monitor (via porta HDMI). Este é o modo TV do console.

Neste caso, você pode utilizar os Joy-Cons, os controles do aparelho, inseridos no “comfort grip”, um acessório que acompanha o console e que acaba ajudando a compor um único controle, digamos. Confira na imagem abaixo:

Nintendo Switch - Comfort Grip com Joy-Cons

Joy-Cons inseridos no Comfort Grip

É óbvio que o “controle Frankenstein” acima não é lá muito ergonômico, além de ser um tanto quanto feio. Mas ele dá conta muito bem do recado, valendo a pena destacar que logo abaixo das setas do Joy-Con esquerdo existe um botão (em formato de círculo) totalmente dedicado à captura de pequenos vídeos e de screenshots.

É também possível utilizar cada Joy-Con de forma totalmente separada. Cada um deles, no caso, se comporta como um controle individual, e isto é bastante útil, por exemplo, caso você esteja jogando algum jogo em multiplayer local. No caso de um Mario Kart 8 Deluxe, por exemplo, na companhia da esposa ou de um amigo.

Cada Joy-Con conta com seus respectivos botões analógicos, além de conexão Bluetooth 3.0, acelerômetro, NFC e giroscópio. Quando utilizados na horizontal, é possível, por exemplo, pilotarmos o kart do Mario numa boa, simplesmente movendo-os levemente, de acordo com a direção desejada.

É um fato, entretanto, que estamos aqui falando a respeito de pequenos e delicados controles. Bastante frágeis, eu diria, e um pouquinho desconfortáveis para quem possui mãos grandes.

Nintendo Switch Joy-Cons

Joy-Cons

Os botões analógicos de cada Joy-Con, em minha humilde opinião, são bastante frágeis, e eu fico aqui me perguntando qual/como seria sua durabilidade quando utilizados em games de luta, por exemplo.

Outro problema encontrado nos Joy-Cons é o fato de que eles devem ser recarregados apenas através do próprio console, ou seja, o Nintendo Switch deve estar na base, a qual deve estar energizada, e cada Joy-Con deve ser plugado em suas respectivas laterais. Uma carga completa demora cerca de 3 horas, e daí em diante é possível jogar por mais ou menos 20 horas.

Nintendo Switch Pro Controller

Pro Controller do Nintendo Switch

Outras opções seriam a aquisição de um Pro Controller, o qual custa algo em torno de 350 – 500 Reais e independe do console para ser recarregado, ou então de uma Charging Grip, a qual custa algo em torno de 200 a 250 Reais. Um tanto quanto salgado, não?

O Nintendo Switch portátil

Bem, falamos até agora a respeito da utilização do Nintendo Switch no modo TV, mas ele também pode ser utilizado como um console portátil, e acompanhar você por onde quer que você vá. Basta conectar cada Joy-Con às laterais do pequeno console e levá-lo em sua mochila, em sua bolsa, em uma sacola, etc.

Neste caso estamos falando, isto é verdade, a respeito de um console portátil um tanto quanto grande. Maior que o PlayStation Vita, por exemplo, e também maior que o 3DS.

O Nintendo Switch em modo “tabletop”

Há também um outro modo de uso: o modo “tabletop”. O Switch conta com uma pequena haste em sua parte traseira, a qual, quando erguida, serve de apoio para mantê-lo em uma posição quase vertical. Daí em diante, você pode jogar com Joy-Cons individuais, dependendo do jogo, ou então com os mesmos acoplados à Comfort Grip.

Como deu para perceber, o Nintendo Switch é um console extremamente versátil, capaz de atender tanto a quem busca um console “de mesa” quanto a quem busca algo portátil, que possa ser utilizado durante o horário de almoço no trabalho, por exemplo.

Nintendo Switch - Modo Tabletop

Modo Tabletop

Ah, sim: cada Joy-Con conta com vibração, de acordo com o game em questão e de forma um tanto quanto similar a controles consagrados no mercado, como por exemplo o do Xbox 360 ou o do Xbox One.

Hardware

A Nintendo deu recentemente uma declaração muito interessante. A empresa afirmou que pretende vender seu console híbrido pelo maior tempo possível, e se nos lembrarmos de que a vida útil de um console geralmente oscila entre 5 a 7 anos, mais ou menos, temos muitos motivos para comemorar.

O híbrido ainda vai permanecer no mercado, recebendo jogos de peso, por bastante tempo (lembre-se, ele foi lançado em 2017). No que diz respeito ao hardware do conjunto em si, é mais do que óbvio que não podemos compará-lo aos consoles da Sony e da Microsoft.

O Switch possui uma ou outra queda de desempenho, dependendo do jogo, quando estamos jogando no modo TV, o que já não ocorre no modo portátil. Aliás, vale lembrar que o aparelho conta com uma tela sensível ao toque capacitiva multi-touch de 6,2 polegadas, com resolução de 1280 x 720 pixels.

Tal tela conta com um excelente nível de brilho e exibição de cores, e apesar de ser um tanto quanto reflexiva, principalmente em ambientes muito iluminados, temos algo com uma resolução excelente, bastante adequada às dimensões do equipamento.

Quando plugado em uma TV ou monitor Full HD, o console consegue atingir os 1920 x 1080 pixels e 60 frames por segundo normalmente, vale destacar. O processador do aparelho é um NVIDIA Tegra personalizado, e a GPU é uma GeForce ULP.

O console também conta com armazenamento interno: são apenas 32GB, o que é muito pouco, principalmente se você optar pela comodidade representada pela aquisição de jogos em formato digital.

Mas ele também suporta cartões de memória microSD, vale lembrar, o que permite, portanto, uma certa folga, aqui. Ah, sim, o equipamento conta com 4GB de memória RAM. Temos também uma bateria de íons de Lítio de 4310mAh.

Nintendo Switch

Além de tudo isso, temos também conexões Wi-Fi ac (além do Bluetooth 3.0 acima mencionado), USB tipo C e porta Ethernet para rede cabeada, caso necessário.

O som do Nintendo Switch, mesmo no modo portátil, é estéreo, vale lembrar, e o dispositivo conta com saída para fones de ouvido, para que você possa jogar no metrô, por exemplo, sem incomodar ninguém.

Estou com o aparelho há cerca de 2 meses, e pude constatar que ele esquenta pouquíssimo, mesmo em jogos mais exigentes e/ou durante a utilização no modo portátil. Além disso, o equipamento é extremamente silencioso. O aparelho é pequeno, aliás, vale destacar.

Infelizmente, entretanto, temos de convir que a BigN está c#gando e andando para o Brasil. O aparelho não conta com suporte a pt-BR (interface): ou o utilizamos no “estranho” português de Portugal ou então o deixamos em inglês (fiz esta última opção).

Nintendo Switch Online e eShop

A Nintendo Switch Online seria, digamos, o equivalente à Xbox Live. Para jogar com amigos, online, é preciso ser assinante de tal serviço (US$ 3,99 mensais), o que nos garante também alguns mimos bem interessantes, tais como, por exemplo, acesso a bibliotecas de jogos clássicos do NES e do SNES, além de armazenamento de saves na nuvem (para alguns jogos, apenas – confira sempre na descrição/caixa) e um aplicativo para smartphones que supostamente teria a função de permitir a comunicação entre amigos durante sessões de gameplay.

Infelizmente, entretanto, tal aplicativo suporta, pasme, apenas dois jogos, e é realmente um tanto quanto “pelado”. A Nintendo parece verdadeiramente não entender como a internet funciona, o que é algo bastante estranho nos tempos atuais. Isto fica até mais evidente quando percebemos que não existem, para o console, aplicativos do Youtube, da Netflix e de tantos outros serviços online, os quais viriam muito bem a calhar.

Infelizmente, o mais recente console da BigN carece de funções online verdadeiramente úteis, e muitos usuários acabam recorrendo a alternativas como Discord ou Skype para comunicação durante as partidas online.

Já em relação à loja de games do console, a eShop, eu recomendo firmemente que você, caso decida adquirir um Switch, altere a região de sua conta para os Estados Unidos (US).

Assim, você obterá acesso a mais títulos e também poderá realizar compras através do próprio console. Mas tome cuidado, afinal, estamos em uma infeliz época em que o Dólar ultrapassou a casa dos 4 Reais.

Jogos para Nintendo Switch

Jogos para Nintendo Switch, infelizmente, são caros. Costumo dizer que a Nintendo seria algo como uma “Apple dos Games”. Um jogo como Super Mario Odyssey, por exemplo, pode facilmente ser encontrado por “apenas” R$ 300,00.

O mesmo se aplica ao já acima citado The Legend of Zelda: Breath of the Wild, ou até mesmo ao recente Pokémon Sword & Shield. Algo muito bacana, porém, é que a Nintendo deixou de ser “casa” apenas de jogos mais casuais ou de franquias próprias, e acabou abrigando uma grande variedade de indie games, muitos de excelente qualidade.

Super Mario Odyssey

Além disso, o Nintendo Switch recebeu e continua recebendo jogos de peso, de grandes produtoras, tais como, por exemplo, The Witcher 3, Mortal Kombat 11, Overwatch, NBA 2K20, Sid Meier’s Civilization VI, Starlink: Battle for Atlas (analisado por aqui no PC), Bayonetta, etc. Isto sem falar, é claro, nas já mencionadas franquias próprias da Nintendo, as quais são sempre garantia de sucesso absoluto.

Finalizando

O Nintendo Switch é um grande console. Híbrido, capaz de se adaptar às mais diversas situações de uso, e com uma biblioteca de jogos de qualidade que não para de crescer.

Ele é bastante compacto, e mesmo o conjunto completo, incluindo o dock e os cabos, é extremamente fácil de ser transportado. Na hora da aquisição, apenas fique atento ao modelo: opte pelo novo modelo, com maior capacidade de bateria (modelo HAC-001(-01) ).

Transparência: acima existem links de afiliados. Nada muda para você, os preços permanecem os mesmos, e o XboxPlus recebe uma pequena comissão.

Pin It on Pinterest