Zumbis “estão entre nós há muito tempo”. E em Into the Dead 2, jogo do estúdio neozelandês PikPok, esta frase é levada bem a sério. Temos aqui um rail shooter inicialmente disponível para dispositivos iOS e Android (com compras dentro do aplicativo), e finalmente lançado para Nintendo Switch, no último dia 25 de Outubro.

 

História

 

Em Into the Dead 2 temos de lidar com um apocalipse zumbi. O mundo está tomado pelos comedores de cérebro, e o cenário no qual somos inseridos lembra até um pouco aquele de The Walking Dead, com mortos vivos vagando a esmo e correndo como loucos de encontro ao protagonista tão logo sintam sua presença.

No jogo da PikPok, temos zumbis de vários tipos, cada um deles exigindo uma determinada técnica, munição ou arma para serem eliminados: conteúdo e mortos-vivos é o que não falta.

Temos 60 missões, distribuídas em 7 capítulos, cada um deles com seus próprios objetivos e desafios, além de 3 finais diferentes, os quais são desbloqueados conforme nosso modo de jogo.

Into the Dead 2

Isto sem falar nas missões secundárias, as quais sempre acabam adicionando mais diversão ao conjunto como um todo, principalmente se levarmos em consideração que Into the Dead 2, apesar de sua temática, conta com jogabilidade extremamente amigável, simples e intuitiva.

Como protagonista, temos James, um homem que teve a infelicidade de sofrer um acidente com seu caminhão, em uma estrada, enquanto ia de encontro a sua irmã, Helen, e sua sobrinha, Maggie (além de seu próprio pai).

 

Gameplay

 

James, assim, acaba tendo de fugir de uma horda enorme de zumbis, e a ação então começa. Into the Dead 2 é um rail shooter, ou talvez uma mescla deste último gênero com o estilo “endless runner”: controlamos o personagem principal de forma bastante limitada, no jogo.

Tudo o que fazemos é atirar, com duas armas sempre à disposição (uma principal e uma secundária) e nos movermos constantemente, lateralmente. Até os saltos sobre obstáculos são automáticos, vale a pena destacar. O personagem, por sua vez, corre automaticamente, sempre adiante.

Into the Dead 2

A corrida nunca acaba (até o final do jogo), e ao longo do gameplay podemos até mesmo ganhar alguns companions, como por exemplo um cão fiel que ataca e dá cabo de todos os zumbis que vê pela frente.

Durante estas tais “corridas”, aliás, temos um determinado percurso obrigatório a percorrer (sempre em quilômetros), sendo que a dificuldade e as distâncias vão aumentando conforme progredimos no jogo.

No título com zumbis, também ganhamos, a cada missão concluída, uma série de itens consumíveis, como por exemplo munição penetrante (útil contra zumbis equipados com roupas especiais – lembre-se, o apocalipse zumbi, aqui, atingiu a tudo e a todos, incluindo membros da polícia, do exército, e de diversas outras forças de segurança), ouro (para realizarmos upgrades em nossas armas), etc.

 

Armas

 

Aliás, em relação às armas, vale lembrar que existem diversas, as quais podem ser adquiridas ao longo do gameplay e equipadas antes do início de cada missão. Antes de cada missão, aliás, podemos alterar o nosso loadout, de maneira tal a melhor nos equiparmos para os desafios vindouros.

Into the Dead 2

Existem vários tipos de armas, e é possível espalhar sangue e tripas para todos os lados, com escopetas, pistolas, metralhadoras, fuzis, facas e até mesmo motosserras. Temos, por exemplo, granadas, o rifle de caça “Ação Selvagem”, o revólver “Tubarão Martelo 357”, e por aí vai.

Há uma seleção enorme de armas que podemos adquirir, e nosso loadout pode ser plenamente editado antes do início de cada “corrida”/missão.

Durante tais momentos de pausa, aliás, devemos, sempre que possível, alterar nosso armamento tendo em vista as ameaças vindouras e também equipar os eventuais consumíveis nas armas, como por exemplo a munição penetrante.

 

Diversão e outros elementos

 

Into the Dead 2 é um jogo divertidíssimo e bastante bonito. Os cenários, aliás, são bem variados, e temos desde florestas até instalações militares, passando por acampamentos, fazendas, trechos de rodovias, etc.

O game, aliás, no Nintendo Switch (sim, este é o primeiro título para Nintendo Switch analisado no XboxPlus), conta com a possibilidade de armazenamento de saves na nuvem, além de suportar os modos “TV”, “Tabletop” e “Handheld”: ou seja, você pode jogar conforme melhor lhe convir.

É bastante divertido, em Into the Dead 2,  estourar miolos de zumbis em nossa louca corrida ao encontro de Helen, a irmã do protagonista, e de sua sobrinha, Maggie.

Into the Dead 2

Durante o caminho, ao nos movermos lateralmente, também encontramos vários elementos no cenário que podem ser bastante úteis, como por exemplo barris de combustível que podem ser explodidos com um único tiro e mandar dezenas de zumbis pelos ares, ou então caixas com munição.

Vale lembrar que o jogo fornece consumíveis e melhores pontuações de acordo com o número de zumbis que matamos (e como os matamos). Porém, isto também representa um contrassenso, pois a munição sempre é escassa, e temos sempre de ficar de olho em nosso estoque de balas.

Cada missão na verdade é uma corrida, conforme já dito acima. Temos um determinado número X de quilômetros que deve ser percorrido, e completamos a missão sempre que chegamos ilesos ao final da corrida.

Correr sem munição é um risco e tanto, pois podemos ser pegos em meio a hordas enormes de zumbis, momentos nos quais podemos ser agarrados por algum deles.

Into the Dead 2

Quanto isto acontece, temos uma faca equipada, a qual pode ser utilizada para dar cabo do infeliz. Mas há um detalhe: temos apenas uma faca em nossa cintura. Se formos pegos novamente na mesma corrida, é “game over”: teremos de reiniciar a missão/corrida em questão.

Durante grande parte do tempo, ou melhor, ao final de cada missão, entramos em contato com nossa irmã, Helen, pelo rádio: as notícias que ela vai nos passando são um tanto quanto desesperadoras, nossa sobrinha está bastante amedrontada e nosso pai… bem, vou deixar que você descubra por si mesmo.

 

Finalizando

 

Into the Dead 2 é um excelente shooter. Um jogo bem arcade, mesmo, descompromissado, com belos gráficos e um trabalho sonoro extremamente competente. No Nintendo Switch, ele permite que você jogue de vários modos, e inclui, também, suporte a vibração, nos joy cons.

Estão também disponíveis para Into the Dead 2 alguns DLCs bastante interessantes. Um deles diz respeito a “A Noite dos Mortos Vivos”, de George Romero, e o outro à franquia Ghostbusters. Ambos contam com suas próprias missões e enredo. Ambos ficarão para uma próxima análise, aliás.

Ficha técnica

Título: Into the Dead 2

Gênero: ação, shooter

Desenvolvedora: PikPok

Publisher: Versus Evil

Data de lançamento: 25 de Outubro de 2019

Plataformas: iOS, Android, Nintendo Switch

Versão analisada: Nintendo Switch

Fique agora com o trailer de lançamento do jogo:

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