De antemão, quero deixar bem claro que não joguei Tom Clancy’s Ghost Recon Wildlands. Mas estou jogando o último título da famosa franquia da Ubisoft, Ghost Recon: Breakpoint, e creio que cheguei a um ponto em que já me sinto confortável em escrever um review do mesmo.

Ghost Recon: Breakpoint foi desenvolvido pela Ubisoft Paris, estúdio que também trabalhou em Wildlands, e conta com um mundo aberto bastante interessante e repleto de coisas bacanas de se ver.

Ghost Recon: Breakpoint

A história é um tanto quanto clichê, mas tudo bem. Ghost Recon: Breakpoint é um shooter de ação tática com perspectiva em terceira pessoa. Na trama, temos a ilha de Auroa, um local fictício e autossuficiente mantido pela organização Skell Technology, cujo CEO, Jace Skell, é uma espécie de visionário.

Ghost Recon: Breakpoint

O cara comprou a ilha, na verdade, e a transformou em um local verdadeiramente bonito e que prima (ou primava) pela ecologia, repleto de prédios futuristas e drones voando por todos os lados. A intenção de Skell era manter um local capaz de abrigar as mentes mais brilhantes de sua época. Algo um tanto quanto parecido com aquilo que vimos em Close to the Sun, diga-se de passagem.

Acontece que um mercenário chamado Cole Walker acaba assumindo o controle de Auroa, e passa a oprimir seus habitantes. Existe até mesmo uma espécie de resistência no local, formada pelos Colonos, os verdadeiros “donos do local”, a qual passa a ajudar o protagonista, Nomad, em várias missões.

Ghost Recon: Breakpoint

Na verdade, em Tom Clancy’s Ghost Recon: Breakpoint, o principal antagonista foi outrora companheiro do personagem principal. Tudo começa, aliás, com você chegando a Auroa de helicóptero e sendo então derrubado.

Grande caos se sucede, e você acaba sozinho na ilha, equipado apenas com uma pistola. À partir daqui, qualquer coisa que eu mencionar a respeito do enredo incorrerá no risco de spoilers, portanto, paremos por aqui.

Ghost Recon: Breakpoint conta com uma ferramenta para customização de personagens muito bacana: acredite, é capaz de você perder algumas boas horinhas ali, personalizando cabelos, barba, bigode, olhos, cabeça, tronco, tatuagens, diversos itens cosméticos, etc.

Ghost Recon: Breakpoint

Você faz parte de um grupo de operações especiais, os Ghosts, e vale lembrar que no título da Ubisoft, os inimigos se autodenominam Wolves, os quais são comandados pelo Walker.

O mapa de Ghost Recon: Breakpoint é um dos mais interessantes, variados e bonitos já criados pela Ubisoft. Talvez eu deva mencionar aqui também Assassin’s Creed Odyssey, outro título da gigante francesa que se destaca neste quesito.

Ghost Recon: Breakpoint

Temos diversos biomas diferentes, temos gelo, temos neve, temos chuvas torrenciais, temos florestas luxuriantes e pântanos, e temos também ciclos de dia e noite dinâmicos.

No jogo, você pode optar por uma dentre 4 classes, cada uma delas com suas habilidades e vantagens distintas: “Médico de Campo”, “Assalto”, “Pantera” e “Atirador de Precisão”. É possível evoluir cada uma destas classes até o nível 10, assim como é possível desbloquear e alternar entre várias classes, a fim de nos adaptarmos aos desafios que temos pela frente.

Vale lembrar que para tanto, é necessário ir até um Bivaque, elemento que também funciona para viagens rápidas no grande mundo de Auroa. Além disso, existe em Auroa uma enorme caverna chamada Erewhon, a qual funciona como uma espécie de base para a resistência (veja acima).

Ghost Recon: Breakpoint

Além da missão principal em Ghost Recon: Breakpoint, temos diversas missões secundárias e também missões de facção, as quais estão ligadas aos Colonos e oferecem a Nomad uma oportunidade de ajudá-los, de alguma forma. Missões de facção, aliás, fornecem pontos de batalha que são úteis no desbloqueio de diversas recompensas.

Em relação ao armamento, Nomad pode carregar consigo até 3 armas, e eu optei por uma pistola, uma metralhadora e um rifle de precisão. Agir furtivamente também é possível, no jogo, e você pode inclusive se agachar e se camuflar, com a lama, com a grama, com o gelo, etc: tudo depende do terreno no qual você está.

Ghost Recon: Breakpoint

Vale ressaltar que Nomad acaba encontrando outros Ghosts, em Ghost Recon: Breakpoint, como por exemplo Josiah Hill. Bem, a trama aqui é um tanto quanto complicada, e eu não quero correr o risco de deixar escapar nenhum spoiler por aqui.

O fato é que é possível utilizar mais de um modo de tiro, dependendo da arma, e praticamente todas podem ser equipadas com um silenciador. É divertidíssimo, devo dizer, eliminar inimigos sorrateiramente, à distância, com um rifle sniper.

Ghost Recon: Breakpoint

Justamente por isso, aliás, não entendo o porquê do jogo contar com um sistema de “níveis” para o armamento. Armas as mais diversas são sempre divididas em níveis (1, 2, 3, 4, 10, 15, e assim por diante). À princípio, isto deveria ser um fator indicativo em relação ao poder de fogo das mesmas e ao nível dos inimigos que estamos enfrentando.

No entanto, tal sistema pouco faz diferença no momento do combate direto, pois podemos, por exemplo, eliminar inimigos com um único e rápido tiro na cabeça (salvo exceções, quando temos Wolves grandões, verdadeiros “encouraçados humanos”, com várias camadas de proteção, inclusive na cabeça).

Ghost Recon: Breakpoint

Existem claramente, em Ghost Recon: Breakpoint, tentativas de introduzir uma espécie de sistema de sobrevivência. Nomad pode beber água, por exemplo, quando fica exausto (quando escalamos algum paredão por algum tempo, por exemplo, ou após corrermos por vários segundos seguidos).

Ghost Recon: Breakpoint

Ele também pode se curar de ferimentos sofridos durante as batalhas, através de seringas (limitadas), ou de bandagens (ilimitadas): o problema em relação a estas últimas é que o processo demora bastante, portanto, é muito provável que sejamos pegos “de calças curtas”, caso estejamos no meio de um confronto.

O jogo também nos apresenta a algumas investigações, as quais se resumem a simples apertar de botões, e conta com um sistema de diálogos bastante simples, o qual não influencia em nada o desenrolar da trama: ele é capaz, no máximo, de direcionar o protagonista em direção a um local ou a uma nova missão.

Ghost Recon: Breakpoint

Planejado para ser um shooter cooperativo, Breakpoint funciona muito bem também no modo solo. Na verdade, joguei durante a maior parte do tempo sozinho. É óbvio que um amigo (ou até mesmo um desconhecido) pode ser bastante útil no momento de determinadas missões onde a ação furtiva é essencial: podemos coordenar o momento de cada disparo, por exemplo, de forma tal a minimizar as chances de sermos descobertos (cadáveres chamam atenção, como sabemos).

Ghost Recon: Breakpoint também conta com um modo multiplayer competitivo, chamado Ghost War, no qual os jogadores podem se enfrentar e testar suas habilidades de combate. Confesso que não cheguei a testar este modo por falta de tempo e devido a problemas que enfrentei em minha máquina principal nas últimas semanas.

Sei, porém, que como se trata de um jogo da franquia Tom Clancy, o trabalho em equipe é essencial em Ghost War. Devo testar este modo PvP em breve e aí trarei a vocês minhas impressões a respeito do mesmo.

Ghost Recon: Breakpoint

Os gráficos de Ghost Recon: Breakpoint são muito bonitos. Temos aqui realmente um título AAA, o qual conta inclusive com um modo fotografia, repleto de opções e filtros.

O título da Ubisoft também permite a utilização de diversos tipos de veículos, incluindo veículos aéreos, terrestres e aquáticos, o que torna a jogatina mais diversificada e divertida. Afinal de contas, muitas vezes pode acontecer de você não desejar utilizar a viagem rápida, e sim se locomover até o local de início da missão à bordo de um helicóptero, por exemplo, ao mesmo tempo em que observa os belíssimos visuais de Auroa.

O game também sofre com alguns problemas. Eu diria até que isto é uma espécie de “marca registrada”, digamos (infelizmente), da Ubisoft. Espere, por exemplo, por longos minutos de espera em telas de loading.

E por falar em loading, alguns cenários nos apresentam texturas que demoram um bocado até serem completamente carregadas. E o comando ALT + TAB, por exemplo, simplesmente não funciona: não é possível alternar entre o jogo e outro aplicativo aberto no seu PC. Infelizmente.

Ghost Recon: Breakpoint

Além disso, quase sempre, ao iniciar o jogo, me deparo com Nomad empunhando uma “arma invisível”: o personagem está com suas mãos corretamente posicionadas, como se estivesse carregando uma metralhadora, por exemplo. No entanto, não há nada lá. É preciso caminhar um pouco e/ou dar alguns disparos até que a arma em questão resolva aparecer.

O jogo também apresenta pequenos lags, de vez em quando, dependendo do cenário, e isto mesmo sendo jogado em uma máquina que atende aos requisitos recomendados.

Mas, enfim, Ghost Recon: Breakpoint é um título que eu recomendo. Se você aprecia shooters táticos, com um enredo bacana e com grande abertura para customização de armas, além de espaço para partidas PvP e ação furtiva, pode adquirir sem medo, pois você irá se divertir bastante.

Ghost Recon: Breakpoint

A própria campanha do jogo é muito bacana, cheia de momentos de ação e com diversas aberturas para experimentarmos táticas diversas na abordagem das mais variadas missões. Em relação à trama, há até mesmo ligações com acontecimentos no Oriente Médio, o que ajuda a deixar tudo mais interessante ainda.

Ficha técnica

Título: Ghost Recon: Breakpoint

Gênero: tiro, terceira pessoa, cooperativo, multiplayer

Desenvolvedora: Ubisoft Paris

Publisher: Ubisoft

Data de lançamento: 04 de Outubro de 2019

Plataformas: PC, Xbox One, PlayStation 4

Versão analisada: PC

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