Desenvolvido pela V1 Interactive, um estúdio composto por 30 pessoas e fundado por Marcus Lehto, co-criador de Halo, Disintegration (site oficial) é um jogo que mistura elementos de tiro em primeira pessoa e estratégia em tempo real.

Se você busca por um FPS e/ou por um RTS mais profundo e complexo, entretanto, existem alternativas melhores por aí. Entretanto, o jogo da V1 Interactive mescla os dois gêneros de forma espetacular, juntamente com um enredo bastante instigante.

Disintegration - Game

Disintegration, aliás, evoca sentimentos de diversos outros jogos com temática sci-fi, como por exemplo Mass Effect, Destiny e, obviamente, o próprio Halo. A desenvolvedora soube muito bem aproveitar o know-how de Marcus Lehto no projeto.

O primeiro título do estúdio é muito divertido, além de contar com um enredo bastante interessante, pelo menos para todos aqueles que apreciam jogos com temáticas futuristas e pilotagem de veículos, digamos, “diferentes” e poderosos.

Disintegration - Game

O jogo será lançado amanhã, 16 de Junho de 2020, para PC (versão que joguei), PlayStation 4 e Xbox One, apenas em formato digital. Além disso, vale ressaltar que ele também conta com um modo multiplayer, além da ótima campanha singleplayer.

Sobre Disintegration

Vale sempre a pena lembrar que Marcus Lehto foi o criador da série Halo e também diretor criativo em Halo: Reach, jogo que funciona como uma prequel, digamos, para Halo: Combat Evolved.

Sendo assim, é natural encontrarmos em Disintegration elementos que remetem à famosa franquia da Microsoft, desde o design dos veículos e personagens, até a trilha sonora, passando por naves espaciais, ambientação e narrativa.

O jogo é, eu diria, um verdadeiro must-have para todos os fãs de um bom FPS, contando com “pitadas” de estratégia em tempo real e uma história que pode até mesmo surpreender (positivamente), em vários momentos.

Disintegration - Game

Combinar o melhor de ambos os “mundos”, aliás (RTS e FPS), poderia até parecer loucura, em primeira instância. Mas a V1 Interactive conseguiu fazê-lo de forma magistral, sem sacrificar nem um nem outro elemento.

Obviamente, é preciso que entendamos que o jogo tem um lado primário de “tiro em primeira pessoa”, e em segunda instância temos então o elemento “estratégia em tempo real”.

Ou seja, você pode partir como um “atirador maluco”, mirando e disparando contra tudo o que vê pela frente, e deixar que a (ótima) inteligência artificial do jogo controle suas unidades.

Este é um dos modos de jogarmos Disintegration, vale ressaltar. Mas não é, nem de longe, o mais interessante nem o mais inteligente: divertido, mesmo, é controlarmos nossas unidades ao mesmo tempo em que pilotamos nosso “veículo voador”.

Disintegration - Game

Você também pode jogar à distância (quando o momento em questão não exige sua atuação), enviando suas unidades em direção aos inimigos, utilizando suas habilidades especiais, etc.

RTS, FPS ou ambos?

O fato é que este primeiro jogo da V1 Interactive pode satisfazer a uma ampla gama de jogadores, com exigências, digamos, as mais distintas no tocante à abordagem do gameplay.

Disintegration - Game

O grande vilão, Black Shuck

E isto é muito bom, valendo sempre a pena lembrar que o game faz com que suas unidades, sua equipe, acompanhe você para tudo quanto é canto, a não ser que você indique o contrário.

Além disso, é possível utilizar habilidades únicas de cada uma delas, as quais são muitíssimo bem vindas no campo de batalha, tornando, digamos, o gameplay bastante diversificado e estratégico.

Desde que, é claro, você opte por tal abordagem, ou seja, desde que você opte por comandar suas unidades diretamente, com maior frequência, ao invés de relegar o controle das mesmas à IA do jogo, pela maior parte do tempo.

Disintegration - Game

História

A história do jogo acontece em um futuro distante, no qual grande parte da humanidade se submeteu (de forma voluntária ou não, dependendo do caso) a um processo chamado Integração.

Tal processo consiste no “transplante”, digamos, de cérebros humanos para corpos robóticos, a fim de garantir uma maior longevidade e também uma maior chance de sobrevivência, em um planeta onde todos os recursos já beiravam a escassez.

Como protagonista, temos alguém chamado Romer Shoal, o qual, segundo o jogo dá a entender, era uma espécie de lenda viva em corridas de Graviciclos.

Disintegration - Game

O Graviciclo, aliás, é o sensacional veículo que pilotamos durante o gameplay inteiro (salvo quando dentro da garagem ou da nave espacial que funciona como nossa base). Pilotá-lo não é difícil, e eu confesso que adorei a experiência – é algo bastante divertido.

Disintegration - Game

Bem, mas voltando à história de Disintegration, temos como principal antagonista alguém chamado Black Shuck, um Integrado (assim como Romer e sua equipe), o qual tem como “pauta principal” em sua agenda destruir o que sobrou da humanidade.

Black Shuck, aliás, é o líder da organização Rayonne, a qual combatemos, então, no jogo. Ao lado de nossas unidades, tais como, por exemplo, Tufão, Agnes, Coqui, Doyle, 602, etc, lutamos então contra as forças da Rayonne, combatendo tanto robôs (alguns deles enormes), quanto outros Integrados.

Disintegration - Game

A Rayonne, aliás, possui uma enorme fortaleza flutuante, conhecida como Iron Cloud (ou Nuvem Férrea, conforme foi traduzido para o português do Brasil), a qual funciona também como prisão e câmara de tortura.

Tal fortaleza voadora, aliás, possui papel crucial nos planos da Rayonne e de Black Shuck, e posso dizer que ela também faz parte de uma missão bastante especial na qual Romer, o personagem principal, participa de forma sensacional.

Graviciclos

Se você gosta de jogos com Mechs, tais como, por exemplo MechWarrior 5 Mercenaries, certamente irá gostar bastante do gameplay, aqui em Disintegration.

Pilotar um Graviciclo é algo bastante parecido. O protagonista meio que se deita, no mesmo, e o jogador tem então em suas mãos um veículo que se assemelha bastante a um Mech.

Temos armas principais que variam conforme cada missão, e somos capazes de planar a até cerca de 14 metros de altura – podemos também planar de forma bem rente ao chão, vale ressaltar.

É importante destacar, aliás, que os Graviciclos precisam de terra firme abaixo de si, para poderem planar: portanto, evitar penhascos, desfiladeiros, rios, mares e elementos similares, é essencial.

Do alto podemos, dependendo do armamento equipado no momento, fazer “chover destruição” sobre os inimigos. Isto é um fato: em Disintegration, nos sentimos bastante poderosos no controle de nossos “veículos voadores”.

Disintegration - Game

O próprio Romer Shoal é tratado com bastante respeito por seus companheiros, Proscritos, como ele, pertencentes a uma Resistência que luta com todas as forças contra a organização  Rayonne e Black Shuck.

Temos também a ajuda de alguns Orgânicos, ou seja, de alguns seres humanos ainda em suas formas originais (que não passaram pelo processo de Integração), com grande ênfase para a organização HCL e seus soldados.

Estratégia em tempo real

Ao mesmo tempo em que pilotamos nosso veículo voador, nosso poderoso Graviciclo, também podemos dar ordens às nossas unidades, todas elas Integradas, valendo lembrar que algumas delas são verdadeiros gigantes, como por exemplo Doyle e o Agente 602.

Podemos fazer com que o foco de nossos soldados se dirija a determinado elemento ou inimigo, por exemplo, e podemos, remotamente, à partir da “comodidade” de nosso assento, fazer com que elas utilizem diversas habilidades especiais.

Disintegration - Game

O protagonista, Romer Shoal

Habilidades especiais, vale ressaltar, que muitas vezes são capazes de “salvar o dia”, uma vez que também lidamos com robôs gigantescos, os quais funcionam como chefões, em algumas missões (são 12 no total).

É o caso, por exemplo, do Cabeça de Trovão, ou Thunder Head, o qual pode ser até mesmo colocado em “câmera lenta”, mediante o uso de uma habilidade especial de uma de nossas unidades, para que possamos à partir daí agir com maior liberdade.

Disintegration - Game

Observe, entretanto, que todas as habilidades possuem seus respectivos tempos de cooldown, portanto, tome os devidos cuidados.

É uma pena, entretanto, não sermos capazes de escolher quais unidades desejamos levar conosco durante cada uma das missões: o jogo faz esta escolha automaticamente.

Felizmente, a inteligência artificial de nossas unidades, bem como dos inimigos, é muito bem desenvolvida, e se você deixar que elas apenas te sigam, livremente, elas irão dar conta do recado perfeitamente, atacando alvos próximos conforme vamos nos movimentando.

Disintegration - Game

A gigantesca Nuvem Férrea

Já no tocante aos inimigos, existem diversos tipos, incluindo robôs e Integrados. Existem até mesmo atiradores de elite, sem falar em outros Graviciclos, pilotados por agentes da Rayonne, os quais são verdadeiramente um “osso duro de roer”.

Disintegration - Game

Comandos podem ser dados para nossas unidades de forma bastante simples, através de cliques com o botão direito do mouse e também através das teclas numéricas do teclado (recomendo que você jogue com teclado + mouse, caso opte pela versão PC do jogo).

Algumas considerações finais

Disintegration é uma bela mistura entre FPS e RTS, além de apresentar ao jogador uma experiência bastante intensa. Quem é fã de Halo, Mass Effect, Destiny e similares, certamente apreciará o jogo.

Além disso, o jogo da V1 Interactive, publicado pela Private Division (The Outer Worlds, Ancestors: The Humankind Odyssey, dentre outros), proporciona uma ótima experiência no que tange à pilotagem de um veículo de alta tecnologia (o Graviciclo).

Se você procura por elementos como os supracitados, pode ir sem medo: Disintegration é uma ótima pedida. Seus gráficos, além disso (o jogo faz uso da Unreal Engine), são muito bonitos, e a visão que temos, nos momentos finais, da Nuvem Férrea, é de tirar o fôlego.

A trilha sonora do game é bastante apropriada a uma obra de ficção científica, e eu diria que a experiência como um todo é bastante apelativa para fãs de jogos com temática sci-fi e/ou que permitem a pilotagem de veículos voadores que funcionam, de certa forma, como uma “roupa”.

Recomendadíssimo!

Obs: o título conta também com um modo multiplayer, com diversos modos de jogo. Porém, infelizmente, não fui capaz de encontrar nenhuma partida disponível – acredito que isto mude após seu lançamento.

Ficha técnica

Título: Disintegration

Gênero: Aventura, Ação, FPS, RTS, Ficção Científica

Desenvolvedora: V1 Interactive

Publisher: Private Division

Lançado em: 16 de Junho de 2020

Plataformas: PlayStation 4, PC, Xbox One

Versão analisada: PC

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