Logo de início, devo confessar que não joguei o Destroy All Humans! original, lançado em 2005 para PlayStation 2 e Xbox, e desenvolvido pela Pandemic Studios.

De qualquer forma, me diverti imensamente com o remake (site oficial) lançado no último dia 28 de Julho. O jogo conta com inúmeras referências (todas hilárias) à Guerra Fria, e também com um humor extremamente ácido.

Destroy All Humans!

O remake, desenvolvido pelo estúdio alemão Black Forest Games, o qual também é responsável por Fade to Silence (review), dentre outros trabalhos, é uma excelente prova de que Destroy All Humans! continua bastante atual.

Aliás, encontrei o vídeo abaixo, comparando o jogo de 2005 e o jogo lançado em 2020, através do qual podemos comparar as gritantes diferenças gráficas, por exemplo, entre ambas as versões:

Sem sombra de dúvidas, trata-se de um trabalho de primeiríssima qualidade, e acredito até que alguns modelos, com uma aparência facial um tanto quanto “plástica”, foram assim desenvolvidos de forma proposital, de maneira tal a não deixar a essência do título se perder.

Destroy All Humans!

Afinal de contas, estamos falando a respeito de um remake. De um remake, aliás, de um jogo que se transformou também em um verdadeiro cult, o qual conta com um protagonista, diga-se de passagem, extremamente engraçado quando em sua sanha de destruição.

Destroy All Humans!

O novo Destroy All Humans! é um jogo magnífico, e permite que o jogador jogue tanto na pele de um alienígena raivoso quanto pilotando um disco voador. Sim, um OVNI. Um UFO. Bem, chame do que quiser, mas a coisa toda é muitíssimo engraçada.

Trata-se de um daqueles títulos que você começa a jogar e solta gargalhadas a cada minuto. De um daqueles jogos que é capaz de fazer rir até o mais sisudo ser humano.

Sobre Destroy All Humans!

Um jogo de “mundo aberto com limites”? Um sandbox? Um título de aventura com grandes doses de humor de alta qualidade? Talvez a resposta para todas estas perguntas seja: “sim!”.

Destroy All Humans!

Destroy All Humans! conta com diversos elementos que muitos jogadores adorarão, incluindo a possibilidade de revisitar fases já jogadas em busca de coletáveis e realização de sidequests.

O novo título da Black Forest Games é uma verdadeira festa, mas não se engane: não temos aqui algo descerebrado. Muito pelo contrário: em muitos momentos, é preciso agir com grande estratégia a fim de atingir os objetivos propostos pelo game. Até mesmo agir furtivamente é necessário, em muitas situações!

Vale também a pena lembrar que este remake de Destroy All Humans! conta com gráficos de ponta, ou seja, trata-se de algo que pode muito bem passar “batido”, como um jogo atual.

Aliás, um jogo bastante atual, tanto no quesito “gráficos” quanto no quesito “enredo”. Isto sem falar em outras de suas qualidades, tais como, por exemplo, humor, referências a períodos de nossa história recente, etc.

Destroy All Humans!

História

Descabida? Quem sabe. Mas muito engraçada, além de interessantíssima. Como protagonista temos Cryptosporidium-137 ou, simplesmente, Crypto, para os íntimos. Trata-se de um soldado do Império Furon.

Crypto trabalha em conjunto com Orthopox, ou simplesmente Pox. É tal personagem quem, digamos, comanda as ações de Crypto quando em solo terrestre. Obviamente, muitas vezes o raivoso personagem principal meio que “sai dos  trilhos”.

Destroy All Humans!

Tais “escapadas”, apesar de representarem momentos extremamente hilários, podem resultar em grande perigo. Pox não deixa de criticar o mau desempenho do protagonista, aliás, além de deixar bem claro que sua enorme ânsia de destruição é prejudicial aos planos do Império Furon.

Claro, a invasão começou, e não faltam referências ao Caso Roswell, no jogo tratado como Rockwell. Há até uma referência a uma tal área 42, a qual dispensa explicações.

Destroy All Humans!

O jogo é ambientado nos anos 50, nos Estados Unidos, e Crypto e Pox protagonizam momentos extremamente hilários, seja à bordo da nave-mãe, seja durante os momentos em que Crypto está em solo terrestre (ou à bordo de seu disco voador).

O objetivo dos dois personagens é coletar DNA humano, aprender mais sobre eles e, é claro, destruí-los. Derrubar o governo norte-americano talvez seja só o princípio, quem pode dizer ao certo?

O fato é que tudo é cercado por um ar de mistério cafona e por um humor extremamente ácido. Tudo muito bem vindo, é claro, e você começa a dar risada logo no início, quando Pox lamenta o fato dos Furons não possuírem genitálias e, devido a isto, estarem… bem, não vou incorrer em spoilers aqui, ok?

Destroy All Humans!

O jogo também possui inúmeras referências aos “Comunas”, e toda e qualquer ação destruidora de Crypto é logo anunciada nos jornais de formas extremamente absurdas e hilárias. Formas, obviamente, que tentam eliminar a presença extraterrestre e apresentar “evidências normais”.

Jogando Destroy All Humans!

Os Furons são, digamos, “velhos conhecidos” da humanidade, dentro do contexto do game, e dito isto, sua busca por DNA é em partes explicada. Além disso, a imensa vontade que o protagonista possui de destruir tudo o que vê pela frente pode transformar muitas sessões de gameplay em um verdadeiro caos.

Um caos, veja bem, muitíssimo bem vindo. Existem várias armas que Crypto pode utilizar, e com a devida coleta de DNA, ele pode desbloquear mais armamento e mais upgrades, na nave-mãe, incluindo a hilária sonda anal.

Destroy All Humans!

Isto sem falar que o personagem principal é capaz de ler a mente dos humanos dos anos 50, e tais leituras geralmente resultam em linhas de diálogo sensacionais. Aliás, parabéns para a equipe de localização do jogo em português do Brasil: até agora não me esqueço do tal “planeta xexelento”.

Destroy All Humans!

Crypto também pode se disfarçar como um humano, através de um dispositivo chamado Holozé, e é também capaz de fazer com que humanos se tornem seus escravos, escravos estes que passam inclusive a atirar em qualquer um que representar ameaça ao jogador.

Destroy All Humans!

Não poderia deixar de citar também o raio desintegrador, capaz de deixar só o “pó” dos pobre coitados por ele atingidos. O jogo é sensacional. Humanos podem ser abduzidos através de um raio específico do disco voador, e Cryptosporidium-137 também pode, digamos, obter munição para determinados armamentos através da desintegração de vários elementos terrestres, como cadeiras, por exemplo.

Fases já finalizadas podem ser perfeitamente revisitadas pelo jogador, em busca de colecionáveis ou então para a realização de missões secundárias. Além disso, revisitando tais fases, é possível deixar que a sanha destruidora de Crypto seja libertada. Podemos, então, desencadear grande destruição, mas tomando sempre o cuidado com o exército e com os agentes da Majestic (os tais Homens de Preto do jogo).

Destroy All Humans!

Finalizando

O jogo conta com inúmeros clichês, como todos sabemos. Mas quem se importa? Não se trata de um jogo politicamente correto, digamos. Não se trata nem mesmo de um jogo sério, no sentido de que tudo é inusitado, tudo é absurdo, tudo é exagerado, em Destroy All Humans! E isto é muito bom!

Destroy All Humans! é um remake e tanto. Um jogo para ser jogado com a mente aberta (no bom sentido), e com grande atenção a seus detalhes. O título da Black Forest Games é um dos grandes lançamentos de 2020, certamente.

Além disso, sua temática alienígena, de invasão extraterrestre, etc, é extremamente bem vinda, apesar de já muito batida. Mas lembre-se: estamos aqui falando a respeito de um remake de um jogo lançado há 15 anos.

Jogue, se puder. Você não vai se arrepender!

Ficha técnica

Título: Destroy All Humans!

Gênero: Ação, Aventura

Desenvolvedora: Black Forest Games, Pandemic Studios

Publisher: THQ Nordic

Lançado em: 28 de Julho de 2020

Plataformas: PC, Xbox One, PlayStation 4

Versão analisada: PC

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