A publisher Raw Fury me surpreende bastante, diversas vezes. Desta vez, foi com Atomicrops (site oficial), jogo do estúdio independente Bird Bath Games.

A Raw Fury o descreve como um “action-packed roguelite farming simulator”, mas o jogo é muito mais do que isso. Ele é engraçado, também, a começar por sua hilária trilha sonora.

Isto sem falar, obviamente, na cômica e muito bem vinda tradução em português do Brasil, a qual coloca alguém que supostamente é nosso primo, em Atomicrops, para falar conosco no melhor estilo caipira Chico Bento!

Atomicrops

Sobre Atomicrops

Atomicrops foi lançado no último dia 28 de Maio, para PC (via Epic Games Store), Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Switch. O jogo coloca o jogador, bem, a princípio, como aprendiz de fazendeiro.

Ao chegarmos na fazenda de nosso falecido tio, a qual recebemos como herança, somos logo postos para trabalhar na roça, mesmo. Isto à mando de alguém que, creio eu, seja nosso primo.

Atomicrops

Tal cômico personagem nos introduz ao manejo da picareta, da enxada e de outros utensílios comuns à vida no campo. Tudo ía indo muito bem, estávamos lá plantando e colhendo nossas batatas, quando algo acontece!

Sim, algo acontece, e algo bastante inusitado! Uma explosão nuclear! O fim (quase) chegou. Na verdade, trata-se de uma espécie de apocalipse nuclear, e à partir daí nossa vida fica bastante difícil.

Isto porque Atomicrops é um roguelike, além de ser um shooter e um simulador de fazendas: temos um número limitado de vidas, e caso as esgotemos, bem, aí é game over. Temos de iniciar a aventura desde o início.

Atomicrops

Confesso que geralmente torço o nariz para jogos com gráficos pixelados (salvo raras exceções), e Atomicrops conseguiu ser introduzido nesta seleta lista.

Ora, temos aqui um jogo onde ao mesmo tempo temos de cultivar hortaliças mutantes, devido à radiação, e também atirar com nossa arma de ervilhas contra diversas “ameaças” mutantes.

O jogo é bastante engraçado, apenas não é nem um pouco hilário quando você morre e perde todo o seu progresso.

Jogando Atomicrops

Em muitos momentos, Atomicrops se assemelha a um bullet-hell, tamanha é a quantidade de projéteis que temos em tela, ao mesmo tempo.

Aliás, isto tudo acontece ao mesmo tempo em que tentamos plantar, regar nossas queridas plantas mutantes e até mesmo colhê-las. O game não poupa o jogador de forma alguma, que fique bem claro.

Atomicrops

E foi justamente aqui que cheguei a um visualizar um certo problema: sou uma negação total em jogos pertencentes ao gênero roguelike. Parece até mesmo que o próprio “termo” me causa calafrios.

A hipótese de ver todo o meu trabalho árduo perdido em questão de segundos, a necessidade de ter de recomeçar tudo novamente, do zero: tudo isto me soa simplesmente apavorante.

É justamente devido a este motivo que quase sempre me afasto deste tipo de jogo, e não sei bem ao certo porque encarei o desafio de jogar Atomicrops.

Bem, mas o fato é que o jogo é uma verdadeira pérola, e pode muito bem proporcionar boas risadas e muitas e muitas horas de diversão aos amantes do gênero.

Atomicrops, aliás, conta com uma mistura de mecânicas. Uma mistura, aliás, que parece dar muito certo; nenhuma delas se sobrepõe, nada fica de lado, tudo funciona redondinho.

Claro, após o tal apocalipse nuclear acima citado, coisas estranhas passam a ocorrer. Coelhos mutantes atacam nossas plantações, em busca de nossa preciosa colheita.

O “Chico Bento” de Atomicrops

Lagartas rastejantes também são um dos “problemas” com os quais temos de lidar, no jogo da Bird Bath Games, e todo este conjunto de animais modificados nos ataca até mesmo enquanto estamos cuidando de nossas plantações.

Um jogo frenético

O jogo é frenético. Você muitas vezes tem de plantar, atirar contra inimigos, regar mais um pouco algumas plantas, voltar a plantar, atirar mais um pouco, colher algo que porventura já esteja pronto, e assim por diante.

É uma loucura, e uma loucura (não fossem meus “problemas” com este tipo de gênero) deliciosa, eu diria até. Só não é delicioso toparmos com a “bela” tela de game over e termos de reiniciar a partida.

Durante o dia, menos inimigos aparecem. Agora, durante a noite, bem, aí é que somos realmente testados, pois inimigos aos montes, e famintos, aparecem de todos os lados, atirando contra nós.

Não apenas atirando contra nós, mas também tendo como alvo nossa preciosa plantação, a qual devemos manter à salvo à qualquer custo.

Atomicrops

Vale também ressaltar que além dos dias e das noites, temos estações do ano que se sucedem a cada 3 níveis, as quais são sempre finalizadas através da luta contra um chefão.

Algumas considerações finais

Em Atomicrops, também podemos, pasme, casar com alguns NPCs, algo que sempre é capaz de render atualizações importantes.

E de qualquer forma, Atomicrops é um jogo divertido, frenético, absurdo, bastante hilário e repleto de personagens carismáticos. Ele também conta com uma série de mecânicas interessantes que funcionam muito bem em conjunto.

Apenas para mim, digamos, não se trata de um jogo “apropriado” para o dia a dia, afinal de contas, costumo fugir de títulos do gênero. Mas gostei do que vi. Parabéns mais uma vez à Raw Fury. E à Bird Bath Games também!

Ficha técnica

Título: Atomicrops

Gênero: Ação, Roguelike, Simulação

Desenvolvedora: Bird Bath Games

Publisher: Raw Fury

Lançado em: 28 de Maio de 2020

Plataformas: PC, Xbox One, PlayStation 4, Nintendo Switch

Versão analisada: PC

Enquanto isso, fique com o trailer de lançamento do jogo:

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