Esta análise de Cyberpunk 2077 talvez seja uma das mais difíceis que já escrevi e publiquei aqui no XboxPlus. E antes de clicar no botão “publicar”, no WordPress, eu relutei bastante.

Relutei por diversos motivos. O jogo me provocou (e continua provocando, mesmo após finalizar sua campanha principal) diversos sentimentos. Raiva, perplexidade, embevecimento, tristeza, e por aí vai.

Cyberpunk 2077

Acontece que desde o anúncio do RPG por parte da CD Projekt RED, lá em meados de 2012, meu hype vinha crescendo bastante. Eu adoro RPGs. Adoro jogos de mundo aberto. Adoro temáticas cyberpunk.

Cyberpunk 2077

E o tal RPG Cyberpunk baseado na obra de Mike Pondsmith, anunciado há mais de 8 anos, conseguiu me “fisgar”, digamos, com bastante força. Ele tinha (ou tem, quem sabe?) tudo para “dar certo comigo”.

Um lançamento problemático

Como todos já sabem, Cyberpunk 2077 chegou ao mercado em um estado verdadeiramente lastimável. Pelo menos, nos consoles da antiga geração (PlayStation 4 e Xbox One).

Problemas de performance, além de inúmeros bugs, tornaram o título praticamente “injogável” em tais aparelhos. Vou me abster, entretanto, de comentar a respeito de CP2077 nos consoles, uma vez que tenho em mãos apenas sua versão para PC.

Aliás, trata-se da única versão, pelo menos até onde sei, plenamente “jogável” (com várias ressalvas, porém). Da versão escolhida pelo estúdio, também até onde sei, para o devido envio aos veículos de imprensa, para os respectivos reviews.

Cyberpunk 2077

O fato é que Cyberpunk 2077 teve, sim, um lançamento problemático, apesar de ter vendido “horrores”, inclusive durante o período de pré-venda. O jogo chegou a ser inclusive motivo de uma reunião bastante tensa entre a CD Projekt RED e um grupo de investidores.

As ações da desenvolvedora também sofreram uma grande queda, logo após o lançamento, e os bugs, glitches e outros problemas (sem contar com os vários adiamentos – os quais não vêm agora ao caso), além de relatos de pressão exagerada dobre os desenvolvedores, transformaram aquele que, sem sombra de dúvidas, era o jogo mais aguardado de 2020 (e quem sabe, da geração), em um verdadeiro “motor para tempestades”.

Cyberpunk 2077

Tempestades estas que continuam em pauta, em diversos veículos mundo afora, apesar do estúdio responsável já ter se manifestado em prol de um comprometimento visando a qualidade do produto, além do lançamento de correções a patches relacionados.

Aliás, vale também a pena ressaltar que os tais DLCs gratuitos prometidos pela desenvolvedora foram também adiados: agora, para o segundo semestre de 2021. Ao que tudo indica, ela deseja se focar o máximo possível nas necessárias correções do jogo.

Cyberpunk 2077

Me absterei, entretanto, de agora em diante, de comentar a respeito do lançamento do título, e me focarei no review propriamente dito, deste que, ainda assim, é um RPG que estou gostando bastante (apesar de ainda não recomendar sua aquisição).

Sobre Cyberpunk 2077

Pois bem. Um dos jogos mais aguardados dos últimos anos, pelo menos para este que vos escreve. Um hype exagerado (também por parte deste que vos escreve).

Cyberpunk 2077

Sei que caí na mesma velha armadilha em que muitos jogadores por aí também caem: colocar expectativas altas demais em alguma coisa. Mais precisamente, em um jogo eletrônico anunciado há bastante tempo.

Cyberpunk 2077

Sei que não deveria ter exagerado tanto, não deveria ter confiado tanto na empresa, mesmo levando em consideração seu excelente trabalho em jogos passados (vide The Witcher 3, por exemplo), bem como seu respeito (até então) para com os fãs e jogadores.

Cyberpunk 2077

De qualquer forma, errei. E muito. E Cyberpunk 2077 foi lançado em 10 de Dezembro de 2020, para o bem ou para o mal.

Trata-se de um jogo ambientado em uma sensacional cidade futurista, chamada Night City, a qual possui lá seus “altos” e “baixos”, conforme veremos.

Como protagonista, temos V, um mercenário que deseja crescer, “fazer seu nome”, na violenta e impactante cidade. V também acaba recebendo meio que “sem querer” um chip chamado Relic (implantado em sua cabeça), o qual conta com um constructo, como parte do interessante “pacote”.

Cyberpunk 2077

Tal constructo é na verdade o “fantasma” de um roqueiro terrorista chamado Johnny Silverhand (interpretado pelo ator Keanu Reeves), morto há 50 anos.

Silverhand acaba por representar um papel crucial durante a trama de Cyberpunk 2077, pois aparece e dialoga com V em diversos momentos, momentos estes que incluem diálogos os mais distintos, como por exemplo brigas, conselhos, tiradas sarcásticas, etc.

Cyberpunk 2077

O “velho” roqueiro acaba sendo um dos personagens mais interessantes de CP2077, e a atuação de Keanu Reeves é verdadeiramente sensacional (vale a pena mencionar também que joguei com o áudio em inglês).

V, por sua vez, acaba também sendo um personagem e tanto, e o jogo oferece inclusive diversas oportunidades para diálogos com múltiplas escolhas, escolhas estas capazes muitas vezes de alterarem o desenrolar dos acontecimentos.

Na verdade, aliás, Cyberpunk 2077 possui cerca de 5 ou 6 finais diferentes, e o final que será a nós apresentado dependerá do modo como lidamos com várias situações e personagens durante a campanha.

Cyberpunk 2077

No meu caso, por exemplo, experimentei 3 finais diferentes, incluindo um MUITO ruim. Funesto, na verdade, e também o mais fácil de ser alcançado, por incrível que pareça e dependendo também das escolhas feitas pelo jogador.

Dito isto, é importante ressaltar novamente que a campanha principal do jogo é interessantíssima. Eu levei, por exemplo, 40 horas cravadas (de acordo com o Steam), para finalizá-la.

Mas é importante mencionar que fiz também diversas missões secundárias, além de ter “perdido” algum tempo explorando a belíssima Night City do game. Isto sem contar com algumas outras atividades extras propostas, tais como, por exemplo, caça a recompensas.

Cyberpunk 2077

Tome seu rumo!

Logo no início do RPG, o jogador pode escolher que “rumo de vida” deseja para seu personagem: “Nômade”, “Marginal”, ou “Corporativo”.

Cada uma destas opções / escolhas / rumos trás consigo diferentes detalhes que alterarão a experiência para os jogadores, incluindo opções durante os diálogos e eventos durante o gameplay.

Cyberpunk 2077

É possível também escolher o sexo de V, bem como utilizar um completíssimo customizador de personagens, com direito inclusive a aplicação de tatuagens e algumas “modificações” na genitália. Interessante.

Cyberpunk 2077 - V

A aparência do “meu” V, no jogo…

Claro, você pode simplesmente “passar batido” por tudo isto, e escolher uma das predefinições disponíveis. Mas como em quase todo RPG, eu, pelo menos, prezo bastante pela aparência do meu personagem. De qualquer forma, a opção é sempre do jogador.

Cyberpunk 2077: um jogo muito “quebrado”

A lista de problemas do novo RPG da desenvolvedora polonesa, mesmo no PC, pode ser bastante extensa. Vale ressaltar que joguei a maior parte do tempo em uma máquina com configurações superiores às recomendadas pela empresa (a saber: GPU Nvidia GTX 1080ti, processador i9 9900k e 16GB de memória RAM).

O estúdio já lançou algumas atualizações para o jogo, e se não me engano, neste exato momento, estamos na versão 1.06. Percebi, ao longo do tempo, notáveis melhorias na taxa de quadros por segundo, embora atingir os 60 FPS ainda seja algo um tanto quanto difícil (a desativação do V-Sync, como sabemos, sempre ajuda neste quesito, apesar dos problemas daí resultantes).

Cyberpunk 2077

Ainda falando a respeito de problemas técnicos, e desconsiderando os MUITOS momentos em que nos deparamos com personagens e objetos deslizantes e/ou flutuantes (incluindo aqui, em alguns momentos, o próprio Johnny Silverhand), vale citar, por exemplo, determinados elementos da UI e também legendas que se encontram em polonês (mesmo tendo sido feita a opção pela interface e legendas em pt-BR).

Cyberpunk 2077

Optei, neste título, apesar da perspectiva em primeira pessoa, por jogar com um controle. E mesmo após a opção de trava de mira (como acontece em GTA V, por exemplo) ter sido ativada, esta funciona em pouquíssimos momentos, independentemente da arma em uso.

Além disso, foram poucas as vezes em que abri o jogo e não me deparei com texturas “estouradas” ou então sendo carregadas lentamente. Meus veículos, aliás, algumas vezes deram “spawn” literalmente enterrados no chão. O que é um problema e tanto, venhamos e convenhamos.

E continuando a lista de problemas técnicos, sou obrigado a relatar, também, diversos crashes, durante o gameplay. Aparentemente, sem motivo algum.

Cyberpunk 2077

O jogo também nos “brinda” com inúmeras missões que “nunca” são finalizadas. Vez ou outra, fui obrigado a literalmente encerrar o processo do jogo, no Windows, e então abri-lo novamente, tendo então de reiniciar a tal missão. Todinha. Desde o início.

Existem também inúmeros problemas relacionados ao tráfego de veículos em Night City. A inteligência artificial falha miseravelmente, aqui. Por exemplo: certa vez chamei um de meus veículos, e ele foi posicionado em determinado local, no meio de uma avenida.

Carros controlados por NPCs, então, começaram a formar uma fila enorme, logo atrás, isto ao mesmo tempo em que havia espaço mais do que suficiente para que eles desviassem e seguissem adiante. Tal fila enorme foi crescendo, paulatinamente, e somente começou a perder veículos quando entrei em meu carro e saí com o mesmo dali.

O mesmo acontece em outras ocasiões, incluindo situações sem a interferência do jogador, infelizmente. É algo risível, infelizmente (no mínimo).

A Night City de Cyberpunk 2077, além disso, conta com alguns bairros e distritos que, apesar de serem notoriamente urbanos, carecem de NPCs pelas ruas. É meio que um “mundo vazio”, digamos, e aqui, também, senti falta da Los Santos de GTA V.

Aliás, falando em GTA V, um jogo lançado em 2013, não foram poucas as vezes em que me vi em maus lençóis no mesmo simplesmente por dar um ou dois tirinhos a esmo.

Cyberpunk 2077

Em Cyberpunk 2077, por outro lado, cheguei a apontar minha arma (e também minha katana) bem na fuça de vários NPCs, em diversas ocasiões, e eles simplesmente continuaram andando. Obs: isto não é uma constante.

A resposta da NCPD, a polícia de Night City, inclusive, é bem tosca, na maioria das vezes, e o jogador consegue se evadir muito rápida e facilmente. Isto não era algo tão simplório assim, em GTA V. Pelo contrário, aliás.

Aliás, voltando a falar em GTA V, não foram poucas as vezes em que tive de lidar com gangues e assaltantes em situações emergentes oriundas de um simples tiro em local público.

Já em Night City, mesmo em regiões “controladas” por mais de uma gangue, e mesmo com diversos tiros disparados, os criminosos nada fazem: o máximo que conseguimos é chamar a atenção da NCPD – após muita insistência, dependendo do caso.

O que temos em Cyberpunk 2077, muitas vezes, é um mundo aberto inconsistente. Um mundo aberto, aliás, que apesar de algumas falas da desenvolvedora, não é lá muito verticalizado – pude constatar tal verticalização em poucos momentos, na verdade. Um deles através de uma das últimas (e sensacionais) missões da campanha principal.

Infelizmente, os problemas não param por aí. Voltando a falar de problemas técnicos, temos também momentos em que os personagens “falam” porém não somos capazes de observar suas bocas se mexendo.

Sem falar que algumas vezes, temos o áudio mas não temos a legenda – e vice-versa: aliás, o último caso aconteceu com muito mais frequência, e até mesmo em missões da campanha.

E existe também aquele bug “bizarro e horripilante”, onde ao optarmos pela visão em primeira pessoa, ao dirigirmos um carro, podemos meio que “enxergar através do crânio do personagem”. Confira abaixo:

Cyberpunk 2077 - Bug

Um bug muito bizarro…

Obs: o bug acima, aliás (e infelizmente), acontece com muita frequência quando opto pela visão interna, do carro.

Há também itens de loot cujas descrições não desaparecem da tela, a menos que o jogador encerre o jogo e o reabra. Por exemplo, ao posicionar o cursor sobre determinado item “dropado” por algum inimigo, você é capaz de observar um pequeno retângulo com suas descrições.

O problema é quando tal quadro descritivo não desaparece. Isto é chato, e quebra, certamente, a imersão: a solução, na maioria das vezes, como já dito acima, é fechar e reabrir o jogo (correndo o risco de ter de refazer passos já dados).

Cyberpunk 2077

Ambientação sensacional e uma trama espetacular

É como eu disse no início: foi muito difícil escrever este review de Cyberpunk 2077. O jogo possui bons e maus momentos. Ele é capaz de provocar boas e más sensações. Ele meio que me deixa “dividido”.

Agora falando a respeito de bons aspectos do RPG, temos, por exemplo, uma trama bastante profunda e que lida com temas que têm tudo a ver com universos e temáticas cyberpunk.

O lixo e a pobreza que imperam em diversos locais de Night City contrastam com os arranha-céus lindíssimos e com as presenças imponentes das grandes corporações, como a Arasaka, a Militech, a Trauma Team, etc.

Grandes corporações, aliás, que oprimem e ditam, muitas vezes, quem vive e quem morre, em Night City. O enredo de Cyberpunk 2077 também lida com temas bastante fortes, incluindo vida, morte e até mesmo pós-vida (sim); claro, tudo sempre dentro de um escopo fortemente tecnológico.

Podemos dialogar com vários NPCs, em vários momentos durante o gameplay, e em muitas situações, nossas escolhas moldam nosso caminho. Em várias ocasiões, aliás, podemos optar entre poupar ou não a vida de inimigos, e aqui também é importante ressaltar (eu mesmo experimentei este “detalhe”) que tais escolhas poderão, lá na frente, resultar em diferentes situações, para o bem ou para o mal.

Há grande profundidade, também, na construção de inúmeros personagens do enredo de CP2077, incluindo, além do próprio V, Jackie Welles, Takemura, Evelyn Parker, Judy, Panam, Yorinobu Arasaka, e até mesmo Johnny Silverhand, é claro.

Cyberpunk 2077

Aliás, o modo como o chip Relic vai parar na cabeça de V é sensacional, e a história à partir daí pode tomar rumos verdadeiramente sensacionais.

A primeira missão do jogo, falando nisso, em companhia de Jackie, é um verdadeiro suprassumo, e meio que lança no rosto do jogador a frieza, a tecnologia e o altíssimo foco no dinheiro daquela enorme e bela cidade.

Moldando o personagem

V conta com alguns implantes, e o jogador pode instalar inúmeros deles, desde que possua os pré-requisitos necessários (além do dinheiro em caixa).

“Medicânicos” estão espalhados por toda Night City, sempre prontos para instalar implantes em qualquer um que esteja disposto.

Podemos instalar melhorias cibernéticas em várias áreas e sistemas do corpo de V, incluindo circulação, visão, membros, e por aí vai. Além disso, em se tratando de um RPG, contamos com atributos e vantagens passíveis de receberem pontos, conforme os vamos recebendo.

Fiquei até bastante perplexo quando me dei conta do quão profundas são as possibilidades, aqui, tanto no que diz respeito às “augmentations” quanto no que diz respeito às vantagens e atributos.

Temos diversos atributos passíveis de serem evoluídos, tais como, por exemplo, corpo, reflexos, habilidades técnicas, inteligência, moral, etc.

Além disso, podemos optar por inúmeras vantagens dentro de cada um dos atributos, as quais podem, por exemplo, melhorar nossas habilidades furtivas, ou então o manuseio de determinada categoria de armamento.

A tela de vantagens, aliás, muitas vezes pode se subdividir em várias outras, como acontece, por exemplo, com as vantagens pertinentes ao atributo “corpo”, as quais são: “atletismo”, “aniquilação”e “briguento”. E sempre com inúmeras opções. Portanto, todo cuidado é pouco na hora de distribuir seus suados pontos.

Cyberpunk 2077

No meu caso, e até mesmo na urgência para produzir esta análise, acabei deixando quase que totalmente de lado habilidades e especializações voltadas à furtividade e ao hacking (sim, podemos hackear dispositivos e até mesmo implantes de inimigos), e optei por um V mais voltado à força bruta, digamos.

O fato é que é possível “brincar” bastante, aqui, e chegar ao ponto de termos em mãos uma build extremamente personalizada, focada, muito mais do que de acordo com nosso estilo de jogo e preferências. É algo simplesmente fantástico, e eu confesso que não esperava por algo tão abrangente, neste RPG.

Crafting, credibilidade e cacos em Cyberpunk 2077

Conforme jogamos, é natural que “tralhas” sejam acumuladas em nossos inventários. Ou, então, podemos adquirir matéria-prima para crafting (comum, rara, épica, etc) em lojas espalhadas por toda Night City.

Cyberpunk 2077

Com os elementos certos, e nas quantidades certas, podemos criar de tudo, desde armas até munições, passando por kits médicos, roupas, modificações, e até hacks rápidos.

A credibilidade é outro fator importantíssimo no RPG. Basicamente, é uma espécie de reputação. É o modo como V é visto pelos outros personagens. Quanto mais alta sua credibilidade, mais abrangente será o acesso a serviços, armamentos, implantes e outros elementos pertinentes no jogo.

Já em relação aos cacos, bem, temos aqui espécies de pendrives contendo informações. Informações, histórias, relatos diversos, tudo na forma de texto puro.

Encontramos cacos por todos os lados, e eles ajudam bastante a entender o panorama de muitas situações, bem como do dia a dia de Night City.

Cyberpunk 2077

Ou seja, como em muitos outros RPGs por aí, há muito material disponível para leitura (em português do Brasil, é sempre importante lembrar). Você pode também simplesmente desconsiderar todos os cacos, obviamente, caso desejar.

Algumas considerações finais

Cyberpunk 2077 figuraria bem melhor como um jogo em Early Access (Acesso Antecipado). Pelo menos no PC. O jogo, de qualquer forma, apresenta uma história profunda e interessantíssima, além de excelentes personagens e mecânicas (isto quando tudo resolve funcionar bem).

Não posso deixar de dizer também o quão bonito é o jogo. Trata-se de um RPG lindíssimo, e Night City é verdadeiramente extremamente convidativa.

Entretanto, para aquele que foi, talvez, o jogo mais aguardado da última década, digamos que as coisas estão, pelo menos por enquanto, um tanto quanto aquém do necessário.

Problemas técnicos a perder de vista e um notório desrespeito por parte do estúdio responsável, apesar dos pedidos de desculpas e promessas de melhorias, não podem passar incólumes.

E sim: pelo menos por enquanto, eu recomendo que você não compre o jogo, independentemente de sua plataforma de escolha.

Isto apesar de todos os bons motivos e qualidades descritos acima. Você pode acabar (como aconteceu comigo, em outro computador) com algo praticamente “injogável” em mãos.

Ficha técnica

Título: Cyberpunk 2077

Gênero: RPG, Mundo Aberto, Futurista, Cyberpunk

Desenvolvedora: CD Projekt RED

Publisher: CD Projekt RED

Data de lançamento: 10 de Dezembro de 2020

Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series S/X, Google Stadia

Versão analisada: PC

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