Confesso que sou grande fã da franquia Call of Duty, e conheço as “pisadas na bola” que a Activision já deu, com alguns lançamentos anuais questionáveis. Entretanto, o mais recente título da série, Call of Duty: Black Ops Cold War (site oficial) é, sem sombra de dúvidas, um dos melhores já lançados.

O novo FPS, lançado em 13 de Novembro de 2020, entrega gráficos lindíssimos, um multiplayer divertido, variadíssimo e que também conta com algumas novidades, e em minha opinião, o melhor de tudo: uma campanha sensacional, forte, marcante e com alguns personagens que já são nossos velhos conhecidos.

Call of Duty: Black Ops Cold War

O novo jogo é, aliás, segundo a própria Activision, a “sequência definitiva do Black Ops original“. Jogo este, aliás, jogado e analisado por mim mesmo, também, aqui mesmo no XboxPlus (em 2010).

Devo estar, aliás, na contramão de muita gente por aí. Para mim, a campanha é o principal elemento em Call of Duty: Black Ops Cold War. Isto não me impede, por outro lado, de considerar seu excelente multiplayer e o famoso modo Zombies (Zumbis); mas vamos por partes.

Sobre Call of Duty: Black Ops Cold War

O novo COD é ambientado durante a Guerra Fria. Grande parte da ação acontece no início dos anos 80, entretanto, temos alguns flashbacks jogáveis que vão até os anos 60. Mais precisamente, em 1968.

Call of Duty: Black Ops Cold War

Temos alguns personagens conhecidos por quem acompanha o “arco” Black Ops, tais como, por exemplo, Alex Mason e Jason Hudson, ambos da CIA. Isto sem falar, é claro, em Frank Woods.

Aliás, por falar em agentes da CIA, vale destacar aqui a atuação marcante de Russell Adler, protagonista de momentos verdadeiramente surpreendentes, sem contar que, dependendo das escolhas feitas pelo jogador, a coisa pode degringolar bem rapidamente.

Call of Duty: Black Ops Cold War

Sim, em Call of Duty Cold War podemos dialogar, em alguns momentos-chave, com alguns personagens. Escolhas podem por nós serem feitas, e dependendo do rumo que as coisas tomam à partir das mesmas, podemos então ser direcionados a um dos 3 finais diferentes para a campanha.

Posso dizer que gostei bem mais deste novo Call of Duty do que de seu “antecessor”, lançado em Outubro de 2019 (Call of Duty: Modern Warfare – análise). E veja que gostei bastante deste último, também; o fato é que tanto a Infinity Ward quanto a Treyarch estão criando títulos muito bacanas, nos últimos anos.

Aliás, não podemos nos esquecer também que o desenvolvimento, aqui em Call of Duty: Black Ops Cold War, ficou à cargo principalmente da Treyarch e da Raven Software (porém o trabalho também contou, ainda que em menor grau, com a participação da High Moon Studios, da Sledgehammer Games e da Beenox).

Call of Duty: Black Ops Cold War

Uma história com grande tensão

De qualquer forma, vamos ao que interessa. O jogo se passa em meio a um período de grande tensão para a humanidade. Durante a Guerra Fria, quando Estados Unidos e União Soviética, principalmente, eram capazes de deixar o mundo todo com grande medo.

Call of Duty: Black Ops Cold War

Principalmente, é necessário lembrar, devido à ameaça representada pelas armas nucleares em posse de ambos os grupos/países. E a trama de COD: Black Ops Cold War se passa em meio a tal período, sendo que o jogador pode, através dela, vivenciar também momentos de extrema tensão, violência e sustos. E reviravoltas.

Call of Duty: Black Ops Cold War

Até Ronald Reagan, que governou os EUA de 1981 a 1989, marca presença em vários momentos no jogo, sempre de maneira bem interessante e enriquecedora, digamos (dentro do contexto da narrativa).

Há um agente soviético, no título, que roubou uma bomba nuclear norte-americana. Trata-se de Perseus, o qual é, de certa forma, então, o grande antagonista da narrativa.

Call of Duty: Black Ops Cold War

À partir daí, o próprio Presidente Reagan autoriza uma série de operações clandestinas (como já é de praxe em Black Ops), as quais têm então por objetivo localizar o inimigo e recuperar o artefato perdido.

Vários locais – Ação incessante

A história então é contada através de vários locais do mundo, em uma série de missões que pode levar algo em torno de 6 a 8 horas para ser concluída. Passamos por (além do solo norte-americano) Cuba, Alemanha Oriental, Turquia, e também pela própria URSS (dentre outros).

Call of Duty: Black Ops Cold War

Ação furtiva dentro do Edifício Lubianka

Em relação a esta última localidade (URSS), é importante destacar a missão durante a qual  “visitamos” o Edifício Lubianka, sede da KGB. É neste momento que uma das peculiaridades mais interessantes de Call of Duty: Black Ops Cold War vem à tona: o elemento furtivo.

Sim, estou falando de ação furtiva, de ação stealth, dentro de um título pertencente à série Call of Duty. É tudo muito divertido, além de tenso, principalmente porque temos que agir com extrema cautela, sob pena de sermos descobertos e colocarmos tudo à perder.

Edifício Lubianka

Ainda dentro do Edifício Lubianka

O novo Call of Duty introduz também, aqui na fase ambientada em Lubianka, uma novidade muito interessante. Trata-se de uma espécie de mapa tático, o qual permite que o jogador escolha uma dentre várias linhas de ação possíveis, sendo inclusive possível envenenar um certo personagem chave.

De qualquer forma, a ação não cessa, jamais. Podemos inclusive visualizar, através das paredes e objetos, indicadores sobre as cabeças dos “inimigos” a respeito de nosso grau de notoriedade – dependendo de nossas ações, obviamente, podemos ser descobertos e isto pode inclusive representar o final da missão em questão.

Hora de sujar as mãos” em Call of Duty: Black Ops Cold War

A frase acima, supostamente dita por Frank Woods (sinceramente, não me atentei a este detalhe), deixa bem claro o quão intensos, obscuros e “sujos” são os eventos vividos pelo jogador no novo FPS da Activision.

Call of Duty: Black Ops Cold War

Básica e geralmente, encarnamos agentes da CIA em missões clandestinas e em solo estrangeiro. Isto quase sempre na companhia de um ou outro membro da equipe, a qual inclui até mesmo a agente Park, do MI6.

Call of Duty: Black Ops Cold War

Há um novo agente, também, o qual é protagonista de uma novidade muito bem vinda. Trata-se, na verdade, de um sistema bastante simples de criação de personagem. Na verdade, escolhemos seu primeiro e seu último nome.

No meu caso, ficou assim: Nyhone “Bell” Maulerant – sendo que Bell é na verdade o codinome do novo operador. Bem, escolhidos alguns detalhes bastante básicos para Bell, partimos então para a escolha de dois elementos que ajudarão a compor sua personalidade.

Call of Duty: Black Ops Cold War

Perfis Psicológicos, anos 80, etc…

Podemos, por exemplo, definir que Bell é “paranoico”, sendo que isto dobrará a velocidade com a qual ele poderá mirar, porém reduzirá seu tempo de mira, e podemos também, por exemplo, optar por “tendências violentas”, o que nos garantirá 25% de aumento no que tange ao dano de nossos projéteis.

Temos também uma série de outros perfis psicológicos, tais como, por exemplo, “lobo solitário”, “profissional”, “sem medo”, “atormentado”, “comportamento agressivo”, “sobrevivente”, etc: são 15 no total, sempre com algumas vantagens e desvantagens.

Tudo isto, em paralelo às já supracitadas altas qualidades do jogo, incluindo aquelas pertinentes à ação furtiva (algo que se faz necessário não apenas enquanto dentro da sede da KGB), torna o novo COD algo extremamente divertido e variado.

Call of Duty: Black Ops Cold War

Vale também dizer que, no título da Treyarch, assassinatos não são um tabu (claro), e que o clima de Guerra Fria, de tensão e de anos 80 são constantes que devem ser apreciadas com enorme deleite por parte do jogador.

Você irá se deparar por diversas vezes com todo aquele “velho” aparato da época, incluindo antigos computadores e mainframes, disquetes, armamento, etc. É muito bacana, e o jogo encontra-se, verdadeiramente, muitíssimo bem “localizado”.

Multiplayer e Zumbis em Call of Duty: Black Ops Cold War

Obviamente, muitos jogadores irão adquirir Call of Duty: Black Ops Cold War com foco em seu componente multiplayer. E eu não posso deixar de atestar que ele é, verdadeiramente, divertidíssimo.

Call of Duty: Black Ops Cold War

Temos os já tradicionais modos de jogo e estilos, tais como, por exemplo, Dominação, Mata-Mata, etc. Porém, temos 3 novidades: “Bomba Suja”, “Armas Combinadas” e “Escolta Vip”, para 32 – 40 jogadores, 16 – 24 jogadores e 10 – 12 jogadores, respectivamente.

Em “Bomba Suja”, 10 equipes diferentes devem se enfrentar visando coletar e transportar urânio. Dependendo da situação, e em meio à matança de inimigos, obviamente, é possível até mesmo ativarmos e detonarmos bombas. Tudo isto enquanto outras equipe tentam roubar nossos recursos e até mesmo as tais bombas.

Call of Duty: Black Ops Cold War

Já “Armas Combinadas” possui duas variantes: “Dominação” e “Armas Combinadas – Assalto”. Os mapas aqui são muito, muito maiores, e os participantes se enfrentam em grupos que podem conter de 1 a 6 pessoas.

Temos também o “Escolta Vip”, no qual a cada rodada equipes rivais tentam extrair jogadores VIP umas das outras. Vale lembrar que o tal VIP é designado pelo próprio jogo, de forma automática, e que ele deve ser protegido por sua própria equipe. Claro, não é difícil chegarmos à conclusão de que os VIPS rivais devem ser extraídos ou neutralizados, tudo com vistas à vitória.

O famoso e sensacional modo Zumbi está de volta, e agora inclusive com uma história própria. No modo Zumbi de Call of Duty: Black Ops Cold War temos 3 modos de jogo diferentes, os quais suportam até 4 jogadores, de forma cooperativa.

Call of Duty: Black Ops Cold War

E temos também um novo modo de jogo extremamente interessante, o “Dead Ops Arcade 3: Rise of the Mamaback”, um game muito bacana com visão superior, também parte do modo Zombies, e no qual devemos tentar sobreviver o máximo possível em arenas diferentes, além de outras áreas, incluindo masmorras geradas de forma procedural.

Algumas considerações finais

Call of Duty: Black Ops Cold War me surpreendeu muito, muito mesmo. E de forma extremamente positiva. Seu multiplayer extenso e bastante variado (sem esquecer aqui do modo Zombies), além de sua campanha sensacional e seus gráficos lindíssimos, o tornam algo verdadeiramente imperdível.

Aliás, não poderia deixar aqui de citar alguns velhos fliperamas que encontramos ao longo da campanha, os quais permitem que joguemos alguns títulos da própria Activision, tais como, por exemplo, River Raid e Enduro (nostalgia pura!).

No mais, se você é fã da franquia e/ou se está em busca de partidas multiplayer divertidíssimas e muito variadas, vá sem medo. Agora, se você pretende adquirir apenas tendo em vista a campanha do jogo (e levando em consideração que ele custa à partir de R$ 230,00), eu até recomendo bastante cautela.

Não que se trate de algo ruim – muito pelo contrário! Porém, é importante frisar que a campanha dura algo em torno de 6 a 8 horas, quando muito, e apesar de excelente, bem, temos de levar em consideração o cenário atual.

O shooter é sensacional, disto não restam dúvidas. Me diverti (e continuo me divertindo) muito com ele. Trata-se também, aliás, do COD mais personalizável na história da Activision: temos mais de 200 opções e configurações disponíveis, em amplos menus.

Vale também destacar a ótima trilha sonora, além do excelente trabalho de dublagem em português do Brasil. Eis aqui um dos melhores títulos já lançados nesta que é uma das mais famosas franquias de jogos eletrônicos do mundo.

Ficha técnica

Título: Call of Duty: Black Ops Cold War

Gênero: FPS, Ação, Multiplayer, Singleplayer

Desenvolvedora: Treyarch, Raven Software, High Moon Studios, Sledgehammer Games, Beenox

Publisher: Activision

Data de lançamento: 13 de Novembro de 2020

Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X/S

Versão analisada: PC

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