Confesso que sempre me mantive distante de jogos Souls-like (desde que joguei Dark Souls pela primeira vez). Remnant: From the Ashes, entretanto, jogo a princípio classificado como um Souls-like por muitos, conseguiu me prender.

Desenvolvido pelo estúdio texano Gunfire Games (Darksiders III), o qual também trabalhou em Darksiders II : Deathinitive Edition (aliás, a maioria do pessoal da Gunfire é originária da saudosa Vigil Games), e publicado pela Perfect World Entertainment, o jogo é bastante interessante, embora bastante desafiador, verdade seja dita.

Remnant: From the Ashes

Mais acessibilidade para quem foge de Dark Souls e Cia. Ltda

Digamos que eu fujo de Souls-likes, de Dark Souls, por exemplo, como o Diabo foge da cruz. Sinceramente, não tenho a paciência necessária para dominar todas as mecânicas, esquemas, firulas e técnicas necessárias para enfrentar inimigos em muitos destes jogos, como o próprio DS, por exemplo.

Remnant: From the Ashes

Mas em Remnant: From the Ashes, posso dizer que encontrei uma certa acessibilidade, a começar pelo fato de que temos aqui um jogo que mistura RPG com tiro em terceira pessoa.

Sim, apesar de você poder utilizar armas brancas, o grande foco de Remnant: From the Ashes são as armas de fogo, que existem aos montes e que também podem ser aprimoradas.

Remnant: From the Ashes

Além disso, todas as fases do jogo são geradas de forma procedural, ou seja, você pode morrer, tentar novamente e encontrar quantidades e tipos de inimigos diferentes, incluindo alguns, digamos, mais “parrudos”.

Eu mesmo morri diversas vezes em determinadas fases do jogo (devo estar com 8 – 9 horas de gameplay), e ao reiniciar as mesmas, me deparei com inimigos diferentes, com posicionamentos diferentes, e também com alguns mais poderosos que ora eram “trocados” por tipos diferentes, ora apareciam em locais diferentes.

Jogar Remnant: From the Ashes, ou melhor, dominar as mecânicas do jogo, é algo bastante simples: você terá “apenas” que se preocupar com os desafios que virão pela frente.

Remnant: From the Ashes

Cada jogador carrega três armas: uma de curto alcance, uma de longo alcance e uma para combate melee, corpo a corpo (um grande facão, por exemplo).

Remnant: From the Ashes

Além disso, o personagem pode ser equipado com armaduras, as quais podem ser aprimoradas com elementos que “dropam” dos inimigos caídos, ou então através de caixas que podemos destruir nos cenários, por exemplo.

O jogo também conta com muitos pontos de controle, espalhados ao longo das fases, os quais também permitem retornar ao Setor 13, local onde vivem outros sobreviventes e que funciona como uma espécie de “hub” (é aí que aprimoramos armaduras, armas, etc).

Remnant: From the Ashes

O progresso no jogo se dá através da aplicação de pontos de experiência em 3 cards diferentes, ou “características: “Vitalidade”, “Constituição” e “Vaga-sombras”. Vale ressaltar que “Constituição” está ligada ao vigor do protagonista sem nome (estamina). E assim por diante.

Remnant: From the Ashes também aposta na progressão dos inimigos, para o bem ou para o mal. Os inimigos vão ficando mais fortes, conforme você progride no game: daí a importância de retornar sempre que possível ao Setor 13 e falar com o Rigs, para aprimorar armamento e armaduras.

Remnant: From the Ashes

Eu mesmo já percebi que minha atual arma de longo alcance, uma espécie de carabina, a qual antes dava cabo dos inimigos mais simples do jogo com um único headshot, agora não mais é capaz disso, exigindo então que eu dê mais de um tiro para eliminar os tais inimigos (é, chegou mais um momento para upgrade).

Também existe aí, no Setor 13, uma garota que vende armas e mods para as mesmas: é sempre bom dar uma passadinha em seu estande, apesar do fato do humor dela ser um tanto quanto ruim. Péssimo, eu diria.

Remnant: From the Ashes

Algo também muito bacana no título da Gunfire Games, aliás, é o fato de que não perdemos nossos itens ao morrermos: perdemos, isto sim, todo o progresso que já realizamos naquela determinada fase (inimigos e/ou chefões mortos, e assim por diante).

Apesar do jogo contar com uma certa linearidade, vez ou outra nos deparamos com alguns atalhos muitíssimo bem vindos, os quais permitem inclusive que fujamos temporariamente de inimigos mais poderosos, até sermos capazes, com os devidos upgrades (lembre-se de que também é possível adquirir equipamento novo em nossa base), de enfrentá-los.

Remnant: From the Ashes

Em Remnant: From the Ashes, ao iniciar um jogo, você cria um mundo próprio. Único. Gerado de forma procedural. Com oportunidades diferentes, com bosses diferentes, com quests diferentes. Isto garante um alto fator replay ao jogo, o que também é algo muito bem vindo, diga-se de passagem.

É possível também entrar nas partidas de outros jogadores, ou então abrir o nosso jogo para que outros adentrem nosso mundo e participem de nossa jornada. O modo cooperativo de Remnant: From the Ashes suporta até 3 jogadores simultaneamente, vale destacar.

Remnant: From the Ashes

A história de Remnant: From the Ashes

No jogo, temos um mundo em caos. Um mundo pós-apocalíptico (como adoro jogos deste tipo!). O protagonista é um dos poucos que restaram da humanidade, dividindo agora a Terra com criaturas pertencentes a uma outra dimensão.

Existem menções a algo chamado “A Raiz”, e os inimigos mais comuns do game até mesmo lembram, mesmo, criaturas meio humanoides com algo de planta mesclado. É muito interessante.

Remnant: From the Ashes

Bem, neste mundo pós-apocalíptico, você deve empreender sua jornada a fim de tentar descobrir como barrar a entrada das criaturas em nosso mundo, e, bem, deve também tentar ajudar a reerguer a civilização. Tudo o que foi perdido. Tudo o que a “Raiz” levou embora.

Finalizando

Confesso que a princípio fiquei com bastante medo de jogar Remnant: From the Ashes. O elemento Sous-like está ali, isto não podemos negar.

Entretanto, o que temos em mãos é um jogo dotado de uma certa acessibilidade, bastante apropriado à todos aqueles que fogem de Dark Souls, e que além disso permite que o jogador se especialize em 3 arquétipos diferentes: curta distância, média distância e longa distância.

Remnant: From the Ashes

Isto implicará nas armas disponíveis para nosso uso ao longo do gameplay; a título de curiosidade, optei pelo arquétipo de longa distância, o “Caçador”: tudo para contar com elementos capazes de fazer com que eu fosse capaz de dar cabo dos inimigos à distância, pelo menos em grande parte das vezes.

O jogo é bem divertido, também, e com seu elemento shooter, é capaz de atrair uma grande gama de jogadores que apreciam o estilo: basta ter um pouco de paciência e não ter medo de tentar uma, duas, três, quatro vezes (ou mais) para passar por cima de determinado boss.

Remnant: From the Ashes

De qualquer forma, minha jornada neste belo e triste mundo pós-apocalíptico, o qual possui também algumas semelhanças com Darksiders, está apenas começando. Vamos ver como ela terminará.

Obs: Remnant: From the Ashes tem suporte ao sistema Razer Chroma, ou seja, seu teclado e mouse com suporte à função irá assumir cores diferentes de acordo com uma variedade de situações, como por exemplo pouca vida, descanso, etc.

Ficha técnica

Título: Remnant: From the Ashes

Gênero: Souls-like, ação, RPG

Desenvolvedora: Gunfire Games

Publisher: Perfect World Entertainment

Data de lançamento: 20 de Agosto de 2019

Plataformas: PC, PlayStation 4, Xbox One

Versão analisada: PC

Enquanto isso, fique com o trailer de lançamento de Remnant: From the Ashes:

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