Death Stranding, primeiro jogo do criador da franquia Metal Gear Solid através de seu novo estúdio, a Kojima Productions, é talvez um jogo para poucos. Para aqueles, entretanto, que se dedicarem à sua grande campanha, ele reserva ótimas e profundas surpresas.

Death Stranding

Trata-se, aliás, de um jogo com um enredo bastante complexo. Uma narrativa capaz de dar um “nó nas sinapses” dos cérebros de muita gente. Pelo menos, daqueles que se descuidarem e não prestarem atenção aos detalhes, aos inúmeros diálogos, às muitas cutscenes, aos diversos e variados emails, documentos e outros tipos de conteúdo em texto.

O novo jogo de Hideo Kojima foi lançado inicialmente para PlayStation 4, em 08 de Novembro de 2019. Ele chegou ao PC cerca de 2 semanas atrás, em 14 de Julho de 2020, e comecei a jogá-lo no último dia 20 de Julho.

Death Stranding

Bem, a primeira impressão que tive ao encarar o mundo pós-apocalíptico de Death Stranding foi de estranheza: e isto é excelente! Afinal de contas, estamos adentrando em um universo bastante único.

Em um universo onde a civilização, pelo menos a civilização como conhecemos, entrou em colapso. Em ruína, quem sabe. E onde os Portadores, como o protagonista, Sam Porter Bridges, possuem papel fundamental para a manutenção das coisas.

Digamos que pessoas como o protagonista do jogo, interpretado por Norman Reedus (o Daryl do seriado The Walking Dead), levam uma vida muito difícil, porém é através de todas as dificuldades que ultrapassam (caso o jogador obtenha sucesso, obviamente), que a civilização vai pouco a pouco se reconectando.

Death Stranding

Um evento apocalíptico conhecido como Death Stranding matou grande parte da população da Terra, e os poucos que sobreviveram agora vivem em comunidades isoladas.

Organizações como a Bridge, entretanto, à qual Sam pertence, servem para mantê-los “unidos”. Pelo menos, é o que deseja a empresa: reconectar toda a América, através da “Rede Quiral”.

Death Stranding

Ou, pelo menos, este é o objetivo do título, uma vez que o jogador deverá percorrer distâncias enorme na pele de Sam, às vezes usando veículos, às vezes à pé, ao mesmo tempo em que vai descobrindo mais e mais a respeito daquele universo enorme no qual está inserido.

Death Stranding

Um universo, aliás, fantasticamente criado pelo genial Hideo Kojima. Death Stranding possui uma narrativa, entretanto, um tanto quanto lenta, e devido a isto, é muito provável que ele acabe afastando muitos jogadores. Pelo menos os mais afoitos. Uma pena.

Mas veja: encarar cerca de 50 – 60 horas de gameplay, em um jogo cujo enredo vai meio que “pingando”, à conta-gotas, não é para todos os gostos e jogadores. Eu, entretanto, confesso que estou adorando, mas vou frear um pouco minha empolgação neste artigo, porque, afinal de contas, estas são apenas minhas primeiras impressões do jogo.

Um pouco de Death Stranding e seus detalhes

O jogo é lindo, falando agora no quesito “gráficos”. Aliás, ele não conta com requisitos recomendados lá muito assustadores, e mesmo alguém com um PC equipado com uma GeForce GTX 1060 e um Intel Core i5-3470, por exemplo, será capaz de rodá-lo.

Death Stranding

Fazendo uso da engine Decima, da Guerrilla Games, a qual foi, aliás, aprimorada pela Kojima Productions, Death Stranding entrega, no PC, gráficos lindíssimos. Na plataforma, o game conta com suporte a resolução 4K e também a Nvidia DLSS 2.0.

Death Stranding

Estou rodando o novo rebento de Kojima em uma máquina equipada com um Intel Core i7 7770, 16GB de RAM e uma placa de vídeo Nvidia GeForce 1070Ti 8Gb. Estou obtendo uma experiência fantástica – 60 quadros por segundo, sem lags, sem qualquer tipo de problema, e com tudo “no máximo”.

Aliás, fantástica também é a experiência proporcionada por Death Stranding. Por sua narrativa complexa e seus personagens extremamente profundos. Complexo, também, é aquele mundo pós-apocalíptico no qual Sam Bridges perambula por terrenos muitas vezes bastante perigosos.

Death Stranding

Aliás, talvez muitas pessoas achem estranho, ou quem sabe indesejável, se aventurar por um jogo do tipo, em um momento em que o mundo todo sofre sob o jugo do Coronavírus. É algo realmente a se pensar, e se você tem qualquer problema com o tema, por qualquer motivo que seja, também não é um problema se manter afastado do jogo por um tempo.

Finanizando

De qualquer forma, vale ressaltar que em Death Stranding não temos nenhum tipo de vírus, e sim eventos sobrenaturais. Temos EPs, entidades oriundas do mundo dos mortos, e temos um enredo de ficção científica de primeiríssima qualidade.

Death Stranding

Na presença das EPs…

Tudo é muitíssimo bem construído, desde os personagens até a narrativa, passando pelas mecânicas, as quais, aliás, de tão complexas, mesmo com quase 18 horas de jogo, ainda me confundem de vez em quando.

Dentro da narrativa de Death Stranding, o homem acabou tendo provas definitivas de que há um “outro lado”. De que existe um tal “mundo dos mortos”, e que muitas vezes, quando alguém morre e ambos os mundos, de alguma forma, “colidem”, acontece algo chamado obliteração, e largas porções do mapa são devastadas.

Death Stranding

Sam, o protagonista, carrega consigo algo muito importante. Um ser vivo, digamos, o qual é capaz de detectar as tais EPs: trata-se de momentos extremamente tensos, durante os quais temos de agir furtivamente, e aqui me lembrei bastante de Metal Gear Solid, como não poderia deixar de ser.

Sam é um “cargueiro humano”, e muitas vezes, com isto em mente, é muito melhor dispensar a utilização de veículos, pois ele terá de ultrapassar terrenos acidentados e até mesmo se aventurar através de montanhas bastante altas.

Death Stranding é um dos grandes lançamentos de 2020, no PC, pelo menos em minha opinião. Estou adorando cada minuto, cada carga transportada, cada trabalho, e embora alguns tentem denegrir o jogo, dizendo que trata-se apenas de uma espécie de Euro Truck Simulator sem veículos, gostaria de dizer que há muito mais ali a ser explorado.

Death Stranding

Vale também a pena lembrar que a campanha pode chegar a quase 100 horas (ou mais), dependendo do jogador. Pois existe o multiplayer (mas não é da forma que você imagina – trata-se de algo, digamos, assimétrico), existem cargas perdidas, existe a possibilidade de colaborarmos com outros jogadores, existem missões secundárias, etc.

Death Stranding é um jogo e tanto, e é uma pena que ele tenha sido lançado, pelo menos no Brasil, por um preço tão alto (R$ 239,00).

Culpa, obviamente, do Dólar nas alturas e da atual pandemia que atravessamos. De qualquer forma, ainda assim, acredito que ele vale o investimento, e se você quiser um desconto, basta utilizar nosso código de afiliado com a Nuuvem, e adquirir na loja sua Steam key.

E aguarde por meu review do jogo!

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