Creio que ainda terei de jogar algumas boas horas até que finalmente me sinta à vontade para publicar um review completo de Ancestors: The Humankind Odyssey, jogo lançado em 27 de Agosto de 2019 para PC, através da Epic Games Store (o jogo chega ao Steam em 2020).

Para quem não sabe, trata-se de um título de sobrevivência em terceira pessoa, desenvolvido pelo estúdio Panache Digital Games, estúdio este fundado por Patrice Désilets, cocriador da franquia Assassin’s Creed, da Ubisoft.

Ancestors: The Humankind Odyssey

Apaixonado por história, Désilets quis, em Ancestors: The Humankind Odyssey, mostrar a evolução da humanidade, começando lá atrás, há 10 milhões de anos, com os primeiros hominídeos que viviam na África.

O jogo é extremamente complexo: trata-se de um survival, realmente, com diversas mecânicas até mesmo difíceis de serem explicadas, além de complicadas, e com gráficos, infelizmente, que estão um pouco aquém daquilo que eu esperava.

Ancestors: The Humankind Odyssey

Mas mesmo assim, ainda temos a impressão de estarmos em um “velho mundo novo”, com muito a explorar, com muitas coisas para serem feitas, e com diversos elementos que devem ser evoluídos. Para começar, é preciso ressaltar que o hominídeo que controlamos é capaz de acasalar, além de explorar, evoluir e interagir com diversos elementos e criaturas ao seu redor.

Ancestors: The Humankind Odyssey

Para dificultar um pouco as coisas, não há um tutorial completo, e a própria Panache Digital Games nos avisa logo de início que “não pretende ajudar muito” o jogador (o game conta com interface em português do Brasil, é importante frisar).

Nosso pequeno hominídeo (pelo menos inicialmente) deverá se relacionar com seu clã e também explorar os arredores de seu assentamento, tudo isto enquanto o jogador observa, em tela, menções ao desenvolvimento neural da raça.

Ancestors: The Humankind Odyssey

A África de 10 milhões de anos atrás não está mal retratada em Ancestors: The Humankind Odyssey: eu apenas gostaria que o jogo contasse com gráficos mais bonitos, com mais efeitos de pós-processamento, com texturas melhores, etc. Mas tudo bem, temos de nos contentar com aquilo que temos em mãos.

O mundo, há 10 milhões de anos atrás, era perigoso, sim, e isto é fantasticamente retratado no jogo de Patrice Désilets. Nosso hominídeo pode descobrir novas espécies, sendo que algumas delas são perigosíssimas: aventure-se em um pântano e você poderá se ver em maus lençóis ao cair nas garras de um crocodilo gigantesco. A descoberta de novas espécies, aliás, também faz parte do jogo.

Ancestors: The Humankind Odyssey

O jogador deve agir tendo em vista alcançar o “status” de Homo Sapiens: é, será uma longa jornada. A inteligência do primata primevo vai-se desenvolvendo aos poucos, com base em suas interações com o mundo ao seu redor. Não faltam ameaças, é claro, e inclusive existem muitas delas, sempre famintas, à espreita, observando, prontas para nos atacar.

Nossos antepassados, conforme vistos em Ancestors: The Humankind Odyssey, contam com algumas “vantagens”, digamos, próprias, obviamente, de um jogo eletrônico: eles podem marcar objetivos de maneira tal a alcançá-los mais facilmente, e também podem utilizar o olfato e a audição para detectar elementos úteis, ameaças e similares, nas redondezas.

Ancestors: The Humankind Odyssey

Como primatas, e em um mundo antiquíssimo que reserva muitas surpresas, o melhor e mais seguro modo de nos locomovermos é entre as gigantescas árvores, estas sim belamente retratadas, apesar de contarem com folhagem um tanto quanto “sem vida”.

Nosso hominídeo, além disso, precisa comer, beber água e dormir, de tempos em tempos, tudo para que sua saúde se mantenha em dia e ele possa evoluir. Existe no jogo, aliás, um processo/sistema evolutivo através do qual “mudamos de geração”.

Tal mecânica, entretanto, é bastante estranha: temos de utilizar certas habilidades (com frequência) para que pontos sejam a nós distribuídos e então possamos evoluir. O esquisito, aqui, é que várias coisas deverão ser aprendidas novamente, ao passarmos de uma geração para outra.

O protagonista de Ancestors: The Humankind Odyssey também pode se ferir: caia de uma árvore alta, por exemplo, e você poderá quebrar sua perna, prejudicando sua movimentação. Isto sem falar em plantas venenosas as quais, caso ingeridas, causam intoxicação, o que resulta até mesmo em um efeito característico nos gráficos do game.

Ancestors: The Humankind Odyssey

É um fato que nós somos o líder de um clã de hominídeos, com a missão de fazer com que todos se adaptem à região, descobrindo novas fontes de alimentos, novos abrigos, destravando novas habilidades e aprendendo com nossos próprios erros.

Vários fatores genéticos estão envolvidos no desenvolvimento dos personagens, incluindo nutrientes ingeridos que, com o decorrer do tempo. podem tornar o metabolismo dos mesmos adaptável.

Neurônios vão sendo amadurecidos com o tempo, incluindo aqueles ligados à comunicação, à motricidade e aos sentidos como um todo, sendo que tudo isto contribui para melhorar a vida do primata protagonista.

Ancestors: The Humankind Odyssey

É uma tarefa árdua sobreviver nesta Terra de 10 milhões de anos atrás, e eu confesso que já me surpreendi mais de uma vez com resultados nefastos de minhas ações (ou falta delas). Ainda estou tentando entender melhor as mecânicas do jogo, suas nuances, seus sistemas, como funciona realmente o sistema de progressão, etc.

Ancestors: The Humankind Odyssey

O hominídeo que controlamos, bem como nossos companheiros, também sente medo: afinal de contas, quem não sentiria medo ao se deparar com um enorme crocodilo, ou com uma serpente gigantesca, ambos sedentos pelo nosso sangue?

Ancestors: The Humankind Odyssey

Pântanos perigosos

Já mudei de geração, em Ancestors: The Humankind Odyssey, mas ainda não dei o próximo passo, o qual é o salto evolucionário. Espero fazer isto em breve, e continuar progredindo no game, até que possa publicar, finalmente, uma análise completa.

Enquanto isso, fique com o trailer de lançamento do título:

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