Endzone – A World Apart foi lançado para PC através do Steam e do GOG, em Early Access (Acesso Antecipado), no dia 02 de Abril de 2020.

Trata-se, também, de um título com temática pós-apocalíptica, uma vez que, no mesmo, o mundo todo foi devastado por uma grande catástrofe nuclear.

O jogo encontra-se em desenvolvimento pela Gentlymad Studios, e sua publicação está à cargo da Assemble Entertainment.

Sobre Endzone – A World Apart

Temos aqui um jogo pós-apocalíptico. No título da Gentlymad Studios, uma grande catástrofe nuclear devastou o mundo todo. No ano de 2021, terroristas explodiram bombas atômicas ao redor do mundo todo, devastando tudo e levando a civilização a enorme caos.

Endzone - A World Apart

Não é explicado muito bem quais as motivações de tal grupo, nem tampouco quem eram eles. O título lança o jogador diretamente nas “terras desoladas”, após uma breve CGI sem legendas.

O fato, de qualquer forma, é que as explosões nucleares devastaram a Terra, e apenas um pequeno grupo de pessoas foi capaz de se manter à salvo, fugindo para instalações subterrâneas conhecidas como “Endzones”.

Passaram-se 150 anos até que os sobreviventes, ou melhor, seus descendentes, pudessem retornar à superfície. Eles encontraram, então, ambientes extremamente nocivos, muita radiação e mudanças climáticas devastadoras.

É aí que entra o jogador, no papel de gerenciador e cuidador de um grupo de sobreviventes e de um assentamento.

Jogando

Em Endzone – A World Apart, é preciso lidar com ambientes extremamente hostis. Trata-se de um jogo bastante difícil, dificuldade esta que está presente até mesmo em seu tutorial.

Endzone - A World Apart

Este é um ponto bastante negativo, em minha opinião: creio que tutoriais devam meio que “pegar o jogador pela mão” e conduzi-lo até um ponto onde ele entenda pelo menos as mecânicas básicas do jogo.

Bem, o título mistura gerenciamento de recursos com simulação. Podemos até mesmo nos lembramos de Frostpunk, ao jogá-lo. Porém, aqui, o inimigo não é o frio. Dentre os inimigos, podemos citar os efeitos da radiação e as mudanças pelas quais passou o planeta.

Endzone - A World Apart

O objetivo do game é construir e gerenciar, digamos, uma cidade. Ou, quem sabe, um assentamento. Um local onde seu grupo possa sobreviver. Como em qualquer jogo do tipo, obter os recursos necessários para as mais diversas construções é algo imperativo.

Água, comida, madeira, sucata, metais, etc: tudo isto deve ser procurado e obtido, tanto para a sobrevivência em si da população de sua “cidade” quanto para a construção de novas instalações necessárias para a sobrevivência.

A radiação é um “fantasma” sempre presente: ela está presente em praticamente todos os momentos, e até mesmo durante cada construção.

A cada novo “edifício”, construção, maquinário, etc, os sobreviventes têm de remover a radiação do local, para somente então prosseguir com a construção.

O usuário pode também determinar quantas pessoas irão trabalhar na construção em questão, o que pode, obviamente, acelerar o processo como um todo.

Além disso, vale ressaltar que cada novo jogo em Endzone – A World Apart começa com duas necessidades básicas: comida e água. Sem isto, nada mais pode ser feito.

E justamente aí o jogador já encontra enormes dificuldades, uma vez que a interface do jogo não ajuda muito, é um tanto quanto confusa, e o tutorial não cobre nem 10%, digamos, do que seria necessário.

Endzone - A World Apart

Gerenciando o assentamento

Bem rapidamente, você começa a perceber que a vida nesta espécie de “Sim City pós-apocalíptico” não é nada fácil. Muito pelo contrário.

Tudo começa pelo básico, digamos, mas rapidamente você precisará até mesmo de fábricas, as quais exigirão energia elétrica, sendo então necessária a construção de instalações capazes de fornecer eletricidade. E assim por diante.

Vale ressaltar mais uma vez que o jogo se encontra em Early Access, e a Gentlymad Studios pretende deixá-lo assim por mais ou menos 6 meses. Problemas e bugs diversos são naturalmente esperados (como eu mesmo pude experimentar).

Entretanto, fica mais do que óbvio, ao começarmos a jogar, que as coisas são bastante difíceis. É um verdadeiro tormento, por exemplo, encontrar determinados profissionais adequados para a construção de algumas instalações.

Trata-se de um sistema um tanto quanto complicado, pois nem sempre existem residentes especializados no assentamento, no momento em que você deseja empreender alguma coisa: construtores, fazendeiros e pessoal especializado no transporte de água, por exemplo.

Endzone - A World Apart

O sistema de profissões é bacana, confesso. Entretanto, não entendi bem a lógica através da qual membros ligados às profissões aparecem. E, por outro lado, é certo dizer que pessoal especializado acelera a construção de qualquer tipo de elemento em Endzone – A World Apart.

Muito rapidamente, também, se faz necessária a construção de cabanas para os sobreviventes, afinal de contas, não é certo deixá-los ao relento em meio aos perigos que cercam o ambiente.

Com cabanas construídas, os colonos começarão a se reproduzir, e aí as necessidades do assentamento aumentarão: energia, água, comida, mais cabanas, etc.

Algumas considerações finais

Tive diversos problemas para rodar Endzone – A World Apart em uma máquina equipada com um processador Intel Core i7 7770, 16GB de memória RAM e placa de vídeo Nvidia GeForce GTX 1070Ti 8Gb, máquina esta com configuração claramente superior aos requisitos recomendados para o game.

Crash após crash, logo após a animação de abertura, me impediam de jogar o título. Mesmo após a atualização dos drivers da Nvidia, o jogo continuou com o mesmo problema.

Endzone - A World Apart

Somente consegui rodá-lo em um notebook equipado com uma GTX 1060 (máquina também com requisitos superiores aos recomendados), porém, com um desempenho verdadeiramente sofrível, incluindo várias e inexplicáveis quedas na taxa de quadros por segundo.

Além disso, com todos os problemas acima mencionados, fica aqui minha recomendação: espere até o jogo ser lançado oficialmente, para então adquiri-lo, caso você tenha se interessado.

Endzone – A World Apart possui uma premissa excelente, gráficos muito bacanas e uma trilha sonora sensacional, de qualquer forma.

Enquanto isso, fique com um trailer do game:

Obs: o overlay do Steam (e até o F12), pelo menos comigo, não funcionou no jogo. Por este motivo, as screenshots constantes neste preview foram retiradas de um dos press releases que recebi.

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