Dreadlands foi lançado em Early Access (Acesso Antecipado) no Steam no último dia 10 de Março. Desenvolvido pela Blackfox Studios e publicado pela Fatshark (ambas empresas suecas), o título é, acima de tudo, uma mistura de estratégia e tática em turnos, ambientado em um mundo pós-apocalíptico.

Jogar Dreadlands pode ser algo bastante fácil, até, para os fãs/jogadores da franquia XCOM, uma vez que contamos, no jogo da Blackfox Studios, com diversas mecânicas e sistemas similares.

O jogador controla uma gangue, uma equipe, composta por mercenários e bandidos da pior espécie. Desajustados, mesmo. Durante o período de Early Access, apenas dois times estão disponíveis, aliás.

E vale também ressaltar que como em qualquer bom representante do gênero, diferentes unidades, ou membros da equipe podem entrar em pânico e assim fazer com que corramos grandes riscos.

Dreadlands

Em relação às gangues, ou equipes, digamos, estamos falando dos “Scrappers”, bastante conhecidos por suas habilidades em transformar qualquer tipo de sucata em armas, e dos “Tribe-kin”, capazes de dominar e utilizar várias feras e também possuidores de poderes que se assemelham a “mágica”.

É até um tanto “perturbador”, digamos, escrever a respeito de um jogo com temática pós-apocalíptica em meio à pandemia do Coronavírus. Mas a vida tem que seguir, portanto, eis aqui meu preview de Dreadlands, jogo verdadeiramente promissor.

Jogando Dreadlands

O título da Blackfox Studios pode ser até mesmo confundido, a princípio, com algum “XCOM-like da vida”. Ou por exemplo com XCOM: Enemy Unknown.

Mas claro: os sistemas diferem. As mecânicas são únicas, apesar de uma ou outra semelhança. Os gráficos não têm nada a ver um com o outro. E assim por diante.

Dreadlands

Dreadlands é bastante cativante, a começar por um interessante e inovador sistema de “cards”, através do qual podemos selecionar até 4 cartas durante uma partida.

Cada carta conta com uma habilidade em específico, tais como, por exemplo, ativar um totem de cura que poderá ser utilizado por todos os membros do time, plantar bombas no território, para que sejam detonadas quando os inimigos sobre elas passar, e assim por diante.

Dreadlands

Tais “cards”, é importante destacar, podem ser utilizados apenas uma vez durante cada combate, portanto, é bom sempre fazer uso de grande cautela durante sua escolha e posterior utilização.

Um mundo pós-apocalíptico

O mundo de Dreadlands é claramente devastado. Algo aconteceu, embora ainda não tenhamos muitas informações a respeito, e este “algo” levou a civilização ao colapso.

O título encontra-se em desenvolvimento há 3 anos, e os desenvolvedores pretendem deixá-lo em Early Acess por mais ou menos 6 meses, ainda.

Dreadlands

O mundo do jogo é até que bonito, embora os gráficos não sejam nada surpreendentes, é importante destacar. A versão atual conta com 9 zonas, e o mundo do jogo, além disso, é compartilhado.

Ou seja, você poderá se deparar com outros jogadores, online, e participar de divertidos porém perigosos embates. Estou falando de PvP, mesmo.

A Blackfox Studios, entretanto, lançou uma atualização para Dreadlands, a qual permite que os jogadores joguem apenas em modo solo, caso assim desejem, sem o compartilhamento do mundo do jogo.

Dreadlands

Além disso, cada facção, ou gangue, no mundo de Dreadlands, possui sua própria história, sendo que mais detalhes a respeito serão revelados ao longo do tempo. Cada uma delas, além disso, contará com sua própria campanha.

Estratégia e tática em turnos

Se você jogou algum XCOM mais recente, não terá qualquer dificuldade no manejo dos personagens e na maneira como podemos lidar com seus armamentos e habilidades, além da movimentação.

Dreadlands

Cada membro da equipe possui limitações no tocante à quantidade de passos que pode dar, e tudo isto é ditado pelo número de “action points” que possuímos, os quais influenciam até mesmo nos ataques e no uso de habilidades de cura.

Lembre-se: tudo acontece em turnos, e cada turno é encerrado tão logo todos os pontos de ação sejam gastos, seja por suas unidades, seja pelas unidades inimigas (ou então caso você clique no botão para encerramento de turnos).

O jogo, além disso, permite que os membros de sua gangue utilizem tanto armas para combate próximo, como porretes e facões, por exemplo, quanto armas de fogo.

Isto pode ser bastante útil quando lidamos com diferentes tipos de inimigos e gangues, sem falar que caso sejamos atingidos e determinado inimigo esteja muito próximo de uma de nossas unidades, certas armas “melee” vêm muito bem a calhar.

Dreadlands

Várias habilidades passivas também podem ser utilizadas, como a já conhecidíssima “overwatch”, a qual coloca uma unidade de sobreaviso, cobrindo um determinado espaço e entrando em ação tão logo um inimigo atravesse o mesmo.

Esconderijos em Dreadlands

Em Dreadlands, nossa equipe pode, ou melhor, deve, encontrar um esconderijo, o qual funcionará como uma espécie de “base”, à partir da qual todas as missões então partirão.

Cada hideout permite que sua gangue sobreviva melhor às mazelas do mundo em que vive, sendo inclusive possível, dentro dos mesmos, a contratação de mais mercenários/bandidos.

Tudo isto, é importante ressaltar, leva em consideração a quantidade de dinheiro que você possui, o qual pode ser ganho de diferentes formas.

Dreadlands

É importante também focar bastante no looting, durante suas perambulações pelo mapa do mundo (ou fora dele), pois você poderá encontrar, eventualmente, muitas coisas interessantes, incluindo sucata, sempre valiosíssima e também uma espécie de moeda de troca.

Algumas considerações finais

Dreadlands é um jogo promissor. Interessante, desafiador na medida certa, e com mecânicas capazes de agradar aos fãs mais exigentes no que diz respeito a estratégia em turnos; isto sem falar em XCOM, é claro.

O jogo possui lá seus problemas, ainda, como é natural a qualquer projeto em Early Access. Convivi com alguns crashes inexplicáveis, por exemplo, bem como com um problema que fazia com que a câmera se afastasse para a extrema direita do mapa, sem qualquer interação da minha parte, e bem rapidamente.

Dreadlands

Isto complicava bastante as coisas, pois eu perdia o foco na ação e tinha de fazer com que a câmera retornasse ao seu estado normal, natural.

De qualquer forma, o jogo é extremamente promissor, e custa R$ 37,99 no Steam (link para a página do game no primeiro parágrafo). Quando sair do programa Early Access, segundo os desenvolvedores, seu preço deverá aumentar.

Portanto, se você aprecia títulos do gênero e gostou do que leu acima, não deixe de dar uma conferida. Enquanto isso, fique com um trailer de Dreadlands:

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