Review - Halo 3: ODST

Terminei ontem à noite (30/09/2009) este fantástico game. Foram 5 dias de uma experiência bem legal e envolvente. Já comentei algumas coisas a respeito de Halo 3: ODST por aqui: minhas primeiras impressões e alguns outros detalhes. Agora pretendo passar um pouco mais das  minhas impressões do jogo com mais este mini review, da mesma forma que fiz com Shadow Complex. 🙂

Sobre o lançamento

Halo 3: ODST era um dos games mais aguardados do ano. Existiu (e ainda existe) um enorme hype em torno do game, e isto se deve a diversos fatores, e dentre eles podemos citar o próprio “nome”, o fato de ser uma franquia de sucesso e o exclusivo mais conhecido e de maior sucesso do Xbox 360, e também o fato de que descreve acontecimentos anteriores ao game anterior da franquia, Halo 3.

Halo 3: ODST

Além disso, o jogo possui algumas diferenças em relação a seus predecessores, no tocante a enredo e jogabilidade, principalmente.

Sobre o desenvolvimento

Halo 3: ODST foi desenvolvido pela Bungie, a mesma desenvolvedora dos anteriores. Esta, como sempre, fez um excelente trabalho apesar de nenhuma melhoria significativa nos gráficos poder ser detectada. Trata-se, em suma, de mais um “Halo”, se você se deter apenas aos gráficos. Mas ele é muito mais do que isto, como vamos ver abaixo.

Gráficos e jogabilidade

Os gráficos estão bonitos. Ponto. Nada muito diferente daquilo que podemos ver em Halo 3, mas melhorias podem ser detectadas claramente. Estas melhorias podem ser verificadas na iluminação, principalmente, e também notei um melhor carregamento das texturas em ambientes grandes. Nada muito significativo, entretanto. Como já disse antes, temos de olhar para o “conjunto”, e aí sim, enxergaremos a beleza de Halo 3: ODST.

Quanto à jogabilidade, quem já jogou algum Halo na vida não terá nenhuma dificuldade. A única excessão fica por conta do botão X, que ativa um recurso chamado VISR no capacete do personagem, que além de funcionar como uma espécie de iluminação também fornece contornos a todos os objetos e indivíduos no cenário, identificando os inimigos com um contorno vermelho e os amigos com um contorno verde.

Halo 3: ODST

É claro que sendo um ODST e não mais o Master Chief, você é muito mais, digamos, vulnerável, e terá de se esconder mais, e evitar ao máximo um confronto direto com os inimigos, utilizando objetos para se esconder no meio dos tiroteios, etc. Ainda acho a falta de um modo de cobertura como o existente em Gears of War ou Dark Sector uma falha muito grande em um game deste porte, mas o que se pode fazer, não é? Espero que isto mude com a chegada de Halo Reach.

Voltando à vulnerabilidade, você não pode mais pular impunemente de grandes alturas, sua armadura é pouco resistente a tiros, e tudo isto é indicado por um tom avermelhado que vai tomando conta de sua visão, além de sua respiração se tornar visivelmente cansada. Neste momento, é hora de procurar abrigo e aguardar pelo suspiro de alívio de seu personagem. Mas continua sendo muito legal partir pra cima de um Brute na base da coronhada, apesar deles estarem agora mais resistentes. 🙂

Enredo

Esta foi a parte que mais gostei, e a principal no conjunto que torna Halo 3: ODST uma experiência muito legal. Você é, principalmente, o “novato” (ou rookie). Não é de falar muito, está sempre recebendo ordens ou conselhos de seus colegas de pelotão, e caminha bastante pela Nova Mombasa abandonada. Aliás, você começa e termina o jogo como o novato.

Mas a grande sacada em ODST é o fato de você, em determinados momentos, “assumir a identidade” de outros soldados do pelotão. Funciona mais ou menos assim: como o novato, você anda por Nova Mombasa em busca de objetos deixados pelos seus colegas. Ao encontrá-los, rolam “flashbacks jogáveis”, e é neste momento então que a história muda, avançando ou retrocedendo no tempo, e você passa a controlar então outros personagens. Isto se repete algumas vezes, até o momento em que você se reune com o Buck e a Verônica, para serem então… Bom, não vou estragar a surpresa. 🙂

Halo 3: ODST

Esta troca constante de “personagens controláveis”, além da possibilidade de controlar alguns veículos como tanques, ghosts, etc, torna a experiência muito rica. Aliás, vale ressaltar que os ghosts, pequenos veículos Covenant que você pode assumir o controle matando seu “proprietário” ou então achando-o, se possível, abandonado, estão muito mais bonitos do que em Halo 3; o painel, principalmente, achei muito mais detalhado.

Jogando Halo 3: ODST

Acredito que não exista muito mais a ser dito aqui após tudo o que disse acima. Vale ressaltar que o jogo é curto, entretanto. Terminei-o em 5 dias, e acredito que o tempo total de duração da campanha deva ficar entre 6 a 8 horas de duração. Alguns podem perguntar se vale o investimento, e eu digo com todas as letras: vale!

Além das novidades, da história contada de maneira bem diferente, de ser, de certa forma, um antecessor a Halo 3 (pois relata eventos antes deste), você ainda recebe um segundo disco contendo todos os mapas multiplayer já lançados para Halo 3, além de 3 mapas adicionais.

Ah, e se você é daqueles que, ao finalizar um game, não assiste os créditos até o final, não faça isso com Halo 3: ODST, pois após os mesmos rola uma surpresa muito legal. 🙂

Finalizando

Este mini review talvez tenha ficado curto, pois no espaço de tempo em que iniciei e terminei o game (5 dias) escrevi dois artigos a respeito. Mas espero que estes três textos tenham sido do agrado de todos, e que ajudem aos indecisos pela compra ou não deste game que, em minha opinião, está entre os melhores de minha coleção, e só fez aumentar minha ansiedade por Halo Reach. 🙂

Abraços, pessoal!

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