Segundo uma pesquisa conduzida por um reumatologista e seu filho, onde cerca de 170 crianças com idades entre 7 e 12 anos preencheram um questionário reportando seus hábitos enquanto “gamers”, jogar vídeo-games faz mal (ai, ai, e lá vamos nós, novamente). Segundo a pesquisa, quanto mais jovem o jogador maior é a dor em suas mãos, e quem joga mais de uma hora por dia sofre de mais dores. Os detalhes da pesquisa estão sendo apresentados em um encontro anual de uma entidade de reumatologia norte americana.

Bom, é claro que qualquer atividade repetitiva pode causar as tais “LER’s”, ou “Lesão por esforço repetitivo”, e isto se aplica tanto à utilização de vídeo-games quanto à de computadores, com o uso excessivo do mouse e o esforço causado pela digitação em excesso. Podemos encontrar, aliás, inúmeras atividades causadoras de LER.

Mas entra aqui o necessário e sempre obrigatório (mas nem sempre presente) controle exercido pelos pais, que devem controlar a utilização de qualquer aparelho eletrônico por seus filhos. Por que será que isto quase nunca é mencionado quando surgem pesquisas “bombásticas” sobre o assunto?

Exageros, sim, são nocivos

Acredito, entretanto, que existe um pouco de exagero aqui. Danos são possíveis, ainda mais em se tratando de indivíduos com idades tão reduzidas? Sim, é claro. Os pais podem (e devem) exercer controle sobre o tempo de utilização dos vídeo-games por seus filhos, como já mencionei acima, entretanto.

Mas é óbvio o final disto tudo. É claro que o hábito de jogar vídeo-game sempre foi mau visto, e ainda o vai ser por um bom tempo. Daí o fato de atribuirem assassinatos, massacres e tantas outras coisas a um simples passatempo eletrônico. A índole do indivíduo, seu histórico de vida, seus traumas, etc, isto tudo quase nunca é levado em conta.

A novidade agora é que jogar vídeo-games causa dores nas mãos (engraçado, as minhas também doíam, principalmente quando jogava Decathlon em meu Atari 2600 😉 ). Bom, pelo menos desta vez ninguém morreu. 🙂

Via Destructoid

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