Ainda sem data de lançamento definida, Fringe Planet é um jogo que parece bastante promissor. Em desenvolvimento por uma única pessoa, Nic Rutherford, trata-se de um título ambientado em um universo inspirado por H. P. Lovecraft e que busca também beber de fontes como Rimworld, Dwarf Fortress e Factorio.

Apenas com o parágrafo anterior já dá para ficar bastante interessado no projeto, não é? Eu, pelo menos, confesso que fiquei. Bastante. Fringe Planet contará com gráficos estilo Minecraft, ou seja, aguarde por voxels aos montes.

Desenvolvedor solo

Mas comecemos pelo princípio. Nic Rutherford, o desenvolvedor do jogo, afirma ter trabalhado por muitos anos na indústria, e em seu tempo livre foi pouco a pouco construindo elementos que fizeram com que ele decidisse que era chegada a hora de viver de sua paixão, e assim nasceu Fringe Planet. Ou melhor, assim começou o desenvolvimento do título.

Fringe Planet

Lovecraft, simulações e biomas

Ambientado em um universo inspirado em Lovecraft, teremos um mundo no qual a magia e a ciência coexistirão, e caberá ao jogador decidir o que usar nas mais variadas circunstâncias. Além disso, teremos mundos gerados de forma procedural, além de peões controlados por inteligência artificial que contarão com suas próprias histórias e traços de personalidade.

Tais peões, aliás, fazem parte da “classe” à qual pertencerão os jogadores, os quais também acordarão no mundo do jogo sofrendo de amnésia. O game também contará com inúmeras simulações, de forma tal a manter tudo em seus devidos eixos.

Fringe Planet

Haverá plantas, biomas diversos e ambientes que serão alterados de forma totalmente dinâmica, sendo que, por exemplo, determinadas plantas preferirão a escuridão, enquanto outras preferirão a luz.

O jogador deverá então organizar suas plantações, por exemplo, de acordo com os mais diversos ambientes, valendo também ressaltar que o título de Nic Rutherford contará com “contadores de histórias” que fornecerão missões/quests ao jogador.

Narrativa e construção

A narrativa será um dos cernes do game, segundo o desenvolvedor, e eu vejo também no título inúmeras semelhanças com Minecraft: afinal de contas, além dos gráficos, também será possível construir inúmeras estruturas e até mesmo máquinas.

Como já dito acima, a ciência e a magia coexistirão no jogo, cabendo ao jogador optar por uma ou outra (ou por ambas). Máquinas complexas também poderão ser construídas para a realização de inúmeras tarefas, ou então poderemos colocar os peões controlados pela IA do jogo para fazer o trabalho duro.

É importante destacar que os tais contadores de história acima mencionados à tudo irão observar, e serão capazes inclusive de alterar o desenrolar da narrativa de diversas formas, tudo dependendo de como o jogador interage com o mundo à sua volta. Interessante, não?

Fringe Planet

Suporte total a modding

Além disso tudo, Fringe Planet também contará com suporte total a modding: os jogadores serão capazes de modificar, segundo Nic Rutherford, cada elemento do jogo, e isto inclui a importação de modelos do MagicaVoxel e a edição de arquivos XML.

Aliás, se você quer outro belíssimo exemplo de jogo desenvolvido por uma única pessoa, dê uma olhada em minha análise de Supraland, publicada ontem, 17/04/2019.

Enquanto isso, fique com um pequeno teaser trailer deste interessante trabalho em desenvolvimento:

 

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