Conan Exiles tem conseguido me entreter de uma maneira fantástica. Chega a ser inacreditável a forma como tenho me dedicado ao jogo. Também, temos que levar em consideração que, por menor que seja, há um certo “elemento Conan, o bárbaro”, inserido ali no meio de tudo. E eu sou um grande fã do Cimério.

Assim sendo, como fã, não deixo de notar quando me deparo com inimigos Zíngaros, Hirkanianos, Kushitas, etc. Também não deixo de notar a semelhança daquele mundo construido pela Funcom com o mundo imaginado por Robert E. Howard e impresso nas páginas da saudosa “Espada Selvagem de Conan” (ESC).

Bem, mas existem problemas. Problemas causados pelo próprio jogador. Erros. Erros mortais, muitas vezes, que são cometidos logo no início do gameplay e que só mostram sua faceta mortal quando atingimos determinado ponto no jogo.

O crocodilo gigante é capaz de chegar até meu lar

É isto mesmo. Quando me deparei com esta fera gigantesca pela primeira vez, no lago localizado logo abaixo do lar que construí para mim, próximo à ponte partida, percebi que ele seria osso duro de roer.

Enorme. Poderosíssimo. Capaz de me matar (atualmente estou no nível 31) em pouquíssimos segundos. A fera enorme é trabalho para depois. Para quando eu tiver mais experiência, melhores equipamentos e feras poderosas do meu lado.

O grande problema é que tal crocodilo começou a ficar, digamos, mais ousado. Ele agora sai das terras baixas onde fica o lago, sobe a pequena estrada de terra e chega até meu lar. Sem cerimônias.

Conan Exiles

Um lacaio morto e o gigante batendo na minha porta…

Agora há pouco, mesmo, ele matou um de meus lacaios, na frente do meu refúgio. A pobre coitada mal teve tempo de disparar algumas poucas flechas contra o gigante, e foi logo para o beleléu.

Eu até cheguei a subir no telhado e disparar algumas flechas feitas de osso contra o bicho, mas elas não tiraram nem 5%, creio, de sua vida, tão forte é a criatura. É, este é um “trabalho” que deve ser deixado para depois.

Trabalho árduo em Conan Exiles

E mais uma vez chego à conclusão de que construí minha casa em um local, digamos, inadequado. A começar pela dificuldade em construir coisas ali em cima, pois estou em um terreno inclinado.

Antes de qualquer construção, tenho de, digamos, “nivelar” o terreno com pilares de arenito, o que me causa grande problema, pois tenho de sair à caça de materiais como pedra, madeira e outros elementos, para construir tudo o que é necessário. Tudo em grandes quantidades.

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A fera ficou ousada demais

Isto ainda causa um grande problema ao meu personagem, ligado à sua locomoção. Acontece que nosso inventário possui um certo limite (algo natural), digamos, e se você ultrapassar tal limite, entra então em um estado de “sobrecarga”: você fica mais lento, e sua estamina é gasta muito mais rapidamente.

Fui morto uma vez justamente em uma situação assim: estava sobrecarregado com madeira, rochas e ferro, retornando para casa, e o tal crocodilo gigante agora extremamente ousado resolveu subir a estradinha de terra atrás de mim. Resultado: mais uma morte horrível.

Erro mortal em Conan Exiles

Com tudo isto em mente, creio que foi um erro idiota e mortal construir, em Conan Exiles, minha casa naquele promontório. À princípio, pensei que estaria à salvo de qualquer problema, de qualquer inimigo, de qualquer criatura (crocodilos normais morrem rapidamente em minhas mãos, é importante frisar).

Mas agora, com as dificuldades de construção (e meu refúgio começou a ficar um tanto quanto grande, abrigando diversas bancadas para fabricação dos mais diversos itens), penso seriamente em uma mudança.

O trabalho será enorme, eu sei, e também preciso pensar direito no local da próxima residência, de maneira tal a evitar os problemas pelos quais estou passando. Tudo bem que um “logoff” seguido de um “login” podem tirar o crocodilo gigante da área, mas mesmo assim, agora sei que ele pode subir a pequena encosta, e pode inclusive me atacar na porta de minha residência.

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Trabalhando arduamente

E o trabalho árduo? Bem, agora eu quero ter meu primeiro pet. Devido às limitações do terreno onde estou (mesmo tentando nivelá-lo ao máximo), foi impossível construir o curral ao lado da minha casa. Resultado: tive de construí-lo nas terras abaixo, onde abundam os saltitantes veados (e onde o crocodilo gigante pode chegar).

Conan Exiles possui uma curva de aprendizado bastante grande, mas tenho comigo que vou perseverar e aprender ao máximo as mecânicas e os sistemas que regem esta fantástica Era Hiboriana digital.

Mais aventuras

Entre uma sessão de trabalho árduo e outra, a fim de coletar minério de ferro, pedras, madeira, fibra vegetal, galhos secos, cascas de árvores, insetos, e diversos outros itens para crafting em Conan Exiles, fiz algumas pequenas viagens à Cidade sem Nome.

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Meu recém criado curral, um pouco distante de meu lar

Em uma dessas viagens, ouvi o triste relato de Klael, sobrevivente de uma raça de gigantes. Lá, também aconteceram combates contra os esqueletos que parecem defender a cidade com “unhas e dentes”, e durante um destes embates, meu pobre lacaio morreu através de minha própria espada.

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O Refúgio do Pecador

Acontece que os lacaios possuem o infeliz costume de andarem muito próximos ao protagonista. Podemos entender este fato como “proteção”: mas quando nossa lâmina gira, eles são perigosa e muitas vezes fatalmente atingidos.

Durante outra jornada que empreendi, desta vez seguindo em direção ao deserto onde fui libertado, fui emboscado ao mesmo tempo por um grupo de hienas e por um grupo de exilados que viviam em uma caverna chamada “Refúgio do Pecador”. Matei a todos, obviamente, e então adentrei a tal caverna.

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Retornei logo, entretanto, ao observar ao longe a presença de um número bem grande de exilados: este é outro trabalho para o futuro, já devidamente anotado em minha agenda.

Finalizando

Conan Exiles é um daqueles jogos que você começa a jogar e não quer parar mais. Chega a virar um vício, e mesmo com todo o “trabalho de pedreiro” que somos obrigados a executar, tudo é bastante gratificante.

O jogo conta com uma bela trilha sonora, aliás, composta por Knut Avenstroup Haugen. A música introdutória de Conan Exiles, aliás, me lembra bastante do “main theme” do icônico filme de 1982, estrelado por Arnold Schwarzenegger (tal trilha sonora foi composta por Basil Poledouris).

Belíssimo jogo. Belíssima aventura. Belíssima Jornada: tudo isto você encontrará em Conan Exiles. E aguarde por mais artigos relacionados, porque eu ainda estou apenas no começo!

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