Desespero enquanto jogava (ou tentava jogar) Conan Exiles

Semana passada entrei em desespero. Com Conan Exiles. Quer dizer, não devido ao jogo em si, mas sim com o sistema de saves do título da Funcom.

Desde que comecei a jogar o survival, acreditava piamente que todos os meus saves eram armazenados na nuvem (que erro crasso de minha parte), e eles não o são. É triste, mas é verdade.

Conan Exiles

Pois bem, minha máquina principal resolveu apresentar alguns problemas, justamente no HD onde o jogo estava instalado. Com isto, fiquei temporariamente sem acesso ao game, mas estava até que de certa forma tranquilo, pois possuo um notebook plenamente capaz de rodar o jogo.

O que fiz então foi instalar o game em tal notebook e baixar o jogo de sobrevivência da Funcom no mesmo. Baixado o jogo, iniciei-o e fui como um louco clicar no botão para continuar meu jogo: foi aí que descobri que apenas existia a opção para iniciar um novo. Que desespero!

Conan Exiles

Uma terrível tempestade de areia chegando

Após vasculhar na internet, descobri que os saves do modo solo (sim, estou jogando sozinho, toda aquela vasta Era Hiboriana só para mim) ficam armazenados na máquina do jogador. Localmente.

Conan Exiles

Alguns dos horrores encontrados na Cidade sem Nome

Agradeço também bastante mais uma vez ao Carlos, do Retina Desgastada, pelas dicas que me deu. Bem, digamos que, sem entrar em detalhes técnicos, consegui recuperar a pasta onde ficam armazenados os saves de Conan Exiles, e agora possuo uma rotina de backup dedicada exclusivamente aos mesmos, utilizando o Google Drive.

Mas fica aqui a dica: os saves, caso você jogue no modo solo/co-op, ficam armazenados na seguinte pasta:

Diretorio\Pasta do Steam\steamapps\common\Conan Exiles\ConanSandbox\Saved

Por exemplo, no meu caso:

D:\Steam\steamapps\common\Conan Exiles\ConanSandbox\Saved

A pasta que você deve manter segura, em um local apropriado, de preferência mantendo mais de uma cópia, em lugares diferentes (em um HD externo e na nuvem, por exemplo), é a pasta “Saved“. Agora já estou tranquilo quanto a isso. Vamos prosseguir.

Preparativos para duas jornadas em Conan Exiles

O maldito Crocodilo Gigante continua me atormentando. Parece que tal criatura foi “agraciada” com algum feitiço lançado por algum mago esquecido da Cidade sem Nome, local perigosíssimo que visitei ontem mesmo.

Conan Exiles

Chegando em novas terras

Basta que eu ande durante alguns minutos na beira do lago logo abaixo de minha atual residência para que ela surja e se lance contra mim com fúria total, insanamente, como se eu tivesse perturbado algo que ela guarda com enorme zelo.

Ainda irei derrotá-la: tenho esta vontade guardada com firmeza em minha mente; o tempo, apenas, além de minha evolução no jogo, me impedem de o fazê-lo no presente momento.

Conan Exiles

Bem, mas meus objetivos, durante a sessão de gameplay de domingo (ontem – 09/02/2020), eram dois: empreender uma jornada até a Cidade sem Nome, a fim de encontrar o Arquivista e obter do mesmo, gratuitamente, o item “Sala do Mapa” (maproom), e visitar as terras ao norte de onde estou (highlands), nas quais, pelo que posso perceber através do mapa do jogo, o verde é abundante até se encontrar com terras mais acima, geladas (estas últimas serão objeto de uma próxima jornada).

Conan Exiles

Caminhando em direção a novas e inexploradas terras

Me preparei bastante, antes de empreender esta nova jornada até a Cidade sem Nome. Tenho um grande “problema”, em determinadas áreas de minha vida: posso ser um tanto quanto perfeccionista, algumas vezes. E acabei descobrindo que isto vem à tona em jogos de sobrevivência. Em Conan Exiles, por exemplo.

Fiz várias viagens ao deserto próximo e também às áreas próximas do lago, mais abaixo de minha casa, em busca de insetos (sim, eu não os desconsidero quando o assunto é “alimentação”), pedras, minério de ferro, madeira, fibra vegetal, água, carne, etc. Todos itens necessários nas diversas bancadas que possuo em minha casa em Conan Exiles, para a fabricação de elementos os mais diversos.

Sem falar, obviamente, que eu tinha que carregar muitos dos elementos acima mencionados em meu inventário, como por exemplo barras de ferro, couro, pedras e madeira para, por exemplo, consertar partes de minha armadura, quando necessário, e assim por diante.

Conan Exiles

Chegando à tenebrosa Cidade sem Nome

Aliás, vale ressaltar que eu tinha 3 filhotes de Lombos-Grossos, uma espécie de grande réptil, crescendo em meu curral, para me servirem de “companhia” em minha jornada. Eles acabaram crescendo e pude então tê-los diante de mim.

Acabei descobrindo, com tristeza, que é impossível ter mais de uma fera nos acompanhando durante nossas empreitadas. O mesmo se aplica aos lacaios, diga-se de passagem. Aliás, é possível ter apenas um seguidor, seja ele humano ou fera.

Conan Exiles

Até é possível burlar esta limitação com o uso de mods, como o Better Thralls, por exemplo, mas por enquanto quero apenas apreciar a versão vanilla de Conan Exiles. E vamos que vamos.

Corrupção/Mácula e um fantasma

Na minha jornada até a misteriosa, enorme e terrivelmente assustadora Cidade sem Nome, fui confrontado por fortes guerreiros de outrora. Por esqueletos que me atacavam com enorme ferocidade, tão logo eu os retirava de uma espécie de adoração a algum Deus ou entidade perdido nas brumas do tempo.

Conan Exiles

Eu já havia visitado a Cidade sem Nome antes. Não é um lugar que fica distante de meu atual refúgio, e por incrível que pareça, é um local extremamente atrativo. Porém, bastante assustador.

Altas colunas de pedra negra se erguem contra o horizonte, e em meio a tudo aquilo, com a ajuda dos tétricos toques da trilha sonora do jogo enquanto estamos em meio aos altos edifícios, nos sentimos perdidos, diminutos, reduzidos a meros humanos frente a mistérios que ultrapassam nossa compreensão.

Conan Exiles

Tudo isto após, no meio do caminho, ser “agraciado” com as risadas das hienas, as quais pareciam rir de minha fraqueza, de minha pobre humanidade que desejava ir de encontro a forças muito maiores do que meu pobre personagem Cimério.

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O misterioso Arquivista, na Cidade sem Nome

Na grande Cidade, eu queria encontrar o Arquivista. Eu não sabia bem “como” ou “quem” ele era (muito menos onde ele estava). Mas já havia visto um vídeo no Youtube, o qual me ajudou a me localizar melhor. Cheguei, então, aos seus domínios, enquanto fugia de um bando de esqueletos armados que me perseguiam.

Desci alguns lances de escada e percebi que o tal Arquivista era, na verdade, um fantasma. Um espírito, porém algo indelével, que me contou estranhas histórias de tempos antiquíssimos, logo após me fornecer o item por mim almejado, o MapRoom, ou “Sala do Mapa”.

Conan Exiles

Não posso esconder que aquele lugar me fez sentir um certo arrepio, e como Conan, o bárbaro, o Cimério que tanto admiro, o qual possui grande aversão a feitiçaria, ao sobrenatural, saí de lá com o sangue quase congelando nas veias. É, e estamos falando “apenas” de um jogo eletrônico, veja só.

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A mácula, ou “corrupção”

Ao sair de lá, cometi um enorme deslize: fugindo dos esqueletos guerreiros, passei bem próximo de uma espécie de obelisco ao redor do qual uma estranha névoa púrpura se aglomerava. Resultado: ganhei uma “mácula”, ou “corrupção”.

Tal elemento, quando recebido pelo personagem, remove/bloqueia um pouco do vigor e da saúde do mesmo. No meu caso, foi pouca coisa, acredito que devido à rápida exposição (fugi logo dali). Mas, creio que me foi removido cerca de 5% de “sangue” e de estamina. Uma pena.

Conan Exiles

Pelo que fiquei sabendo, a mácula é o resultado de magia negra, digamos, existente em muitos “locais escuros” na Terras Hiborianas de Conan Exiles. Mas havia uma cura. E eu fui atrás da mesma.

Curando a mácula

Após algumas pesquisas e perguntas, me dirigi então à cidade de Sepermeru, antes conhecida como a Cidade de Set. Lá, haviam dançarinas estígias, pertencentes ao culto do Deus das serpentes, que poderiam me ajudar.

Bastaria ficar por alguns segundos próximo a elas, enquanto elas dançavam. E foi o que fiz. Deu certo, e saí de lá curado da infeliz mácula/corrupção.

Porém, ali mesmo, na taverna onde eu me encontrava, tive um encontro com Conan, o Bárbaro. Sim, ele mesmo, o Cimério, que havia me libertado da cruz, no início do jogo.

Conan Exiles

Frente a frente com Conan

Pude conversar um pouco com ele, aliás, e ele ainda teve a “ousadia” de me dizer, direto e bruto como é, que ainda “não era tarde para retornar à cruz“. Mas foi um encontro muito interessante e enriquecedor, digamos. E eu que esperava jamais o encontrar no game novamente.

Conan Exiles

Vale ressaltar, aliás, que Sepermeru é uma cidade neutra, digamos. Nenhum NPC ali atacará você, a não ser que você o ataque. Foi um grande alívio, devo dizer, tão cansado eu estava de batalhas contra inimigos criados por força da inteligência artificial de Conan Exiles.

Conan Exiles

Sepermeru, antes conhecida como a Cidade de Set

Em direção a novas terras

Posso dizer que me encontro cansado das atuais vistas que obtenho enquanto próximo ao meu atual refúgio. Quero mais, de Conan Exiles. Quero novas terras. Novas criaturas. Novas aventuras.

E foi assim que, ao sair de Sepermeru, após o encontro com Conan, continuei me dirigindo para o norte, em direção às áreas que certamente são geladas, conforme exibidas no vasto mapa do jogo.

Conan Exiles

Atravessei rios e montes, me deparei com novas criaturas, incluindo tigres, lobos e elefantes, morri algumas vezes, e não foi uma nem duas vezes que fui obrigado a criar novos “sacos de dormir” (locais para novos pontos de “respawn”).

Muitas vezes, à noite, empunhando minha frágil tocha, pude ouvir o riso insano das hienas, como que prevendo uma suposta morte que se aproximava de meu personagem.

Descobri também, para minha tristeza, que meu “pobre” Lombo-Grosso, meu animal de “estimação”, não mais me acompanhava, após um novo renascimento.

Conan Exiles

Aguardando o anoitecer, algumas vezes, pude observar como as montanhas adiante se tingiam de vermelho, belamente, pouco antes de acender minha fogueira e colocar alguns pedaços de carne para assar, para “rechear” meu inventário (e posteriormente, meu estômago).

Tive também o enorme prazer de observar um gigantesco e antiquíssimo aqueduto, estando posicionado em um ponto através do qual era possível ver a água jorrando em uma enorme cascata, pois o mesmo encontrava-se estranhamente partido.

Encontrei também um estranho crocodilo de olhos azuis, maior do que aqueles que já sou capaz de encarar, porém menor que o Grande Crocodilo supracitado. Deixei-o de lado, entretanto, temeroso de perder a batalha.

Conan Exiles é um jogo grandioso. Agora, aliás, posso perceber belezas adicionais, uma vez que deixei para trás o conforto do meu lar. Até a chuva caiu sobre meus cabelos longos: e eu que achava que a Funcom havia se esquecido de inserir tal elemento climático em seu sensacional título.

Onde me encontro agora, a chuva é quase que uma constante, e a vegetação é verdejante ao extremo, além de ser possível topar aqui e ali com rios e riachos extremamente convidativos, onde posso beber e encher meu cantil.

Também me deparo, isto é verdade, com inimigos de várias raças, os quais partem para o ataque tão logo me avistam: shemitas, estígios, kushitas, zamorianos, zíngaros, etc.

Conan Exiles

Todos, como eu, prisioneiros, ali nas Terras do Exílio.  Aliás, pela primeira vez desde que comecei a jogar Conan Exiles, me deparei com a tal “muralha mágica”. Resolvi fazer um teste e me aproximei do “muro verde”: morri na hora, talvez, quem sabe, devido ao bracelete preso a meu braço. Mas eu desejava realizar este teste – apenas a oportunidade ainda não havia surgido.

Bosques lindíssimos abundam nesta área, como por exemplo o “Bosque da Coroa”, e até mesmo cavalos podem ser observados.  Aliás, até consegui introduzir um pequeno potro em meu inventário.

Mas desisti da empreitada quando percebi que estava com sobrecarga: porém, este fato me fez pensar em uma coisa. Começo a pensar seriamente em abandonar meu atual lar e me mudar para aquelas paragens ao norte.

Vale ressaltar que também descobri, em minhas perambulações, algumas velhas e desoladas cidades, como por exemplo a velha Nebthu, outrora habitada, segundo dizem, por Reis-Gigantes.

E em meio a tudo isto, temos a espetacular trilha sonora de Conan Exiles. Tétrica, quando necessário, misteriosa, quando preciso, majestosa, quando nos deparamos com algo de antiga beleza e magnitude, por exemplo.

Foi enquanto ouvia um trecho extremamente empolgante da trilha sonora do jogo que fui atacado por um tigre, aliás. O primeiro que vejo no game. Tudo ia bem, eu até que estava dando conta do recado, quando, do nada, um enorme elefante resolve se intrometer na “brincadeira”: morri e renasci alguns metros atrás, em meu saco de dormir.

Finalizando

Conan Exiles, como eu já disse em artigos anteriores, é o primeiro survival game que experimento de verdade. E posso dizer uma coisa, com toda segurança: ele me pegou de jeito.

Agora, então, que me encontro em terras distantes e bastante diferentes daquelas onde construí meu primeiro lar, tudo assumiu um ar extremamente renovado.

Penso até, seriamente, em construir nestas paragens uma nova residência, quem sabe pequena, a princípio, porém com chances de expansão futura. O local onde agora me encontro é sensacional. Belíssimo, porém cheio de perigos. Tive contato com lobos, pela primeira vez, além dos já acima mencionados elefantes e tigres.

Conan Exiles

Mais horrores noturnos

Enquanto caminho por tal local, além disso, um estranho sentimento me assalta. Me sinto um tanto quanto perdido, desassossegado, perturbado, amedrontado frente a tudo aquilo que ainda me aguarda. Mas continuarei a jornada, com certeza.

O jogo é sensacional, e se você puder dar a ele uma chance, posso garantir que não irá se arrepender.

Claro: se survival for a “sua praia”. Mas também, é aquilo que eu disse acima: eu nunca havia me dedicado tanto a um título de sobrevivência, e estou adorando este, da Funcom. Portanto, fica aqui a dica.

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