Desde meu último artigo a respeito de Conan Exiles, deixei o jogo um pouco de lado devido a diversos outros títulos que acabaram, devido a “forças maiores”, ocupando meu tempo.

Conan Exiles

Aliás, dê uma lida nos outros artigos que já publiquei a respeito do fantástico jogo de sobrevivência da Funcom, narrando minhas aventuras nas Terras do Exílio:

Curas, fantasmas e deleite

Bem, retornei ao jogo. E desde que resolvi deixar meu humilde e primeiro lar na belíssima Era Hiboriana criada pela Funcom, me deparei com uma série de elementos que me causaram sentimentos os mais diversos.

Conan Exiles

Pude me encontrar, frente a frente, mesmo, com o próprio Conan. O Cimério falou diversas coisas, e algumas delas me deixaram um tanto quanto inquieto, devo dizer.

Também passei pela experiência de, doente, ter de sair em busca da cura para uma tal mácula que me castigava removendo “pedaços” de minha estamina e de meu sangue (me curei, devo lembrar).

Conan Exiles

O “prazer” de caminhar em terras geladas

Se Conan Exiles é um jogo de sobrevivência, um survival, digamos, ele obviamente é capaz de deixar o jogador extremamente desconfortável em diversas situações, como por exemplo o interessante e, porém, misterioso encontro com o fantasma do velho Arquivista, na Cidade sem Nome.

Tal local, aliás, é capaz de provocar grandes arrepios em qualquer um, principalmente à noite e mais ainda se nos deparamos com seus terríveis e temíveis “guardiões”: esqueletos armados que nos atacam tão logo nos avistam.

Partindo da Cidade sem Nome, me dirigi então para o norte das Terras do Exílio, sendo também capaz de observar como a paisagem ia mudando conforme mais eu avançava.

Conan Exiles

Pude testemunhar a aparição de novos tipos de fauna e flora. Um novo bioma, digamos, a mim se apresentou, e me deixou maravilhado, principalmente quando me deparei com a chuva, pela primeira vez.

Mais motivos para continuar avançando

Em Conan Exiles, agora tenho mais motivos para avançar. Já me deparei com lindíssimas paisagens e também com uma enorme represa circundada por altíssimas rochas negras.

Em tal represa, a “Grande Represa“, pude abastecer meu cantil e beber um pouco d’água, ao mesmo tempo em que apreciava todas as novidades ao meu redor.

Conan Exiles

O sangue de um inimigo do norte que “despachei” penhasco abaixo…

Árvores diferentes, algumas se assemelhando a grandes ciprestes, ajudavam a compor um quadro belíssimo, tudo isto enquanto novas faixas da bela trilha sonora do jogo, composta por Knut Avenstroup Haugen, faziam com que meu coração se acelerasse ainda mais.

Conan Exiles

A chuva, aliás, a qual mencionei em meu artigo anterior, me deixou boquiaberto. Isto mesmo, a mim, que já vi tal elemento em dezenas ou centenas de outros jogos, dos mais diferentes gêneros.

Talvez seja o lado “fã da obra de Robert E. Howard” que esteja ajudando nisto tudo, não sei bem ainda ao certo. Mas o fato é que cheguei a me emocionar, em vários momentos, durante esta minha caminhada em direção ao norte, em Conan Exiles.

Conan Exiles

As montanhas geladas, ao longe…

O frio mortal do norte, em Conan Exiles

Descobri também que o frio mata. Esta afirmação pode até mesmo soar engraçada, mas o fato é que eu havia totalmente me esquecido deste “pequeno” detalhe, enquanto me dirigia ao norte, no jogo.

Minha atual armadura é apropriada para áreas mais quentes, como aquela onde se encontra minha humilde e inicial residência. Lá, no norte gelado, posso morrer em pouquíssimos minutos caso não tome as medicas necessárias.

Obviamente, posso comer (tenho grande estoque de comida – bifes suculentos e picadinho, além de insetos) para recuperar meu “sangue”, mas isto é um tanto quanto contraprodutivo.

Assim sendo, fui levado a crer, pelas próprias circunstâncias, que o melhor mesmo é fabricar uma nova armadura, capaz de resistir à todo aquele frio (cheguei até mesmo a me deparar com flocos de neve caindo).

Uma nova morada em Conan Exiles?

Lá no norte, em Conan Exiles, acabei descobrindo uma pequena brecha bem no meio da rocha negra que circunda e ajuda a dar forma à Grande Represa.

Conan Exiles

Um refúgio temporário

Tal brecha fornece acesso a uma espécie de câmara que me protege do frio, de animais perigosos e também de inimigos. E acredite: diversos guerreiros nordheimitas, desde arqueiros até espadachins, me atacaram.

Morri algumas vezes, lá em cima, seja devido ao frio (na verdade devido a grandes bobeadas), seja devido a estar sobrecarregado e não contar com a estamina necessária para encarar um bom combate.

Mas também tive a chance de dar cabo de diversos nordheimitas, ali “em cima”, próximo a meu novo “refúgio” (já posicionei devidamente um saco de dormir, em tal local), assim como percebi que a região parece contar com uma certa escassez de alguns recursos.

Os arbustos, aqui, são bem diferentes daqueles encontrados nas terras mais baixas, e fornecem uma quantidade muitíssimo menor de fibra vegetal, elemento necessário para a criação, por exemplo, de barbantes, os quais entram na fabricação de diversos itens, por sua vez.

Além disso, encontrei poucos animais para matar, e os nortistas que matei forneceram parco loot.

O jogo parece estar lutando contra mim

Conan Exiles conta com algo chamado “talentos”: você deve desbloquear, pouco a pouco, talentos para a fabricação de quase tudo o que é permitido no jogo, desde simples portas até bancadas para a fabricação de armaduras e armamento.

Pois bem, acontece que tenho pontos suficientes, tenho todos os pré-requisitos (nível de personagem adequado), tudo aparece como liberado, e mesmo assim sou incapaz, até o momento, de fabricar armaduras apropriadas ao frio das terras altas.

Conan Exiles

A Grande Represa

Não sei bem ao certo o que está acontecendo, no entanto, é um tanto quanto estranho que algo assim aconteça. Se bem que não duvido nada de que seja algo resultante de alguma coisa que esqueci, no meio do caminho, ou de algum bug (sim, eu sou ímã para bugs).

Continuar a jornada

Sei, porém, que quero continuar minha jornada em Conan Exiles. Quero “grindar” o que for preciso para obter os itens necessários para a continuidade da mesma.

As altíssimas e geladas montanhas me atraem, assim como tenho quase certeza de que elas iriam atrair também a Conan, o Bárbaro.

Quero chegar até elas, atravessar desfiladeiros perigosos, encarar tempestades de neve e lutar em meio ao gelo inclemente. Sei que Conan Exiles é um jogo de sobrevivência, e sei, portanto, que a tarefa será árdua.

Conan Exiles

No entanto, tenho ainda muito a aprender. No pequeno refúgio que descobri, aliás, “dentro” da Grande Represa, cheguei até a construir uma bancada do armeiro, bem ao lado do meu saco de dormir (para respawn).

No entanto, ainda estou preso ao elemento problemático que citei acima (“O jogo parece estar lutando contra mim“). Vamos ver até que ponto esta “luta” vai, e quem sairá dela vencedor.

Finalizando

Conan Exiles é grandioso. Monumental. Fantástico. Fãs do Cimério, então, encontrarão nele grandes motivos para deixarem um pouco de lado suas vidas sociais.

O jogo conta com um mapa imenso, e me parece que um DLC vem vindo por aí, o qual expandirá ainda mais as Terras Hiborianas do título. Tal DLC será lançado, pelo que tudo indica, ainda em 2020.

Vamos aguardar. E enquanto isso, onde estou, os trovões ribombam. Os relâmpagos riscam o céu em grande fúria. E eu continuo.

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