Minha relação com a franquia Assassin’s Creed tem bastante tempo. Tudo começou em 2007, com o lançamento do primeiro título da franquia, no qual tínhamos o já icônico Altair como protagonista. A série teve lá seus altos e baixos, mas posso dizer que de alguns anos para cá, tudo tem melhorado. E bastante.

Assassin's Creed Valhalla

Nas terras geladas da Noruega

Aliás, neste artigo, quero fornecer a você, caro leitor, minhas primeiras impressões a respeito de Assassin’s Creed Valhalla, jogo lançado no último dia 10 de Novembro, para PC e consoles. Valhalla é a 12ª grande iteração na famosa franquia.

Sei que isto pode soar um tanto quanto clichê, e/ou algo que você provavelmente já leu em algum outro local por aí, mas estamos falando a respeito de um game que, sem sombra de dúvidas, é o melhor AC já lançado.

Assassin's Creed Valhalla

E a Ubisoft vem se superando bastante, nos últimos anos, com Assassin’s Creed Origins (análise), em 2017, e Assassin’s Creed Odyssey (análise), em 2018. Temos aqui um jogo melhor que o outro, e posso dizer seguramente, já, que Assassin’s Creed Valhalla é melhor que ambos.

Sendo assim, devo te dizer já de antemão que o novo RPG de mundo aberto da Ubisoft é o melhor AC já lançado. Valhalla é lindo, vasto, profundo, e para os amantes de jogos de mundo aberto, que adoram explorar bastante, por exemplo, é interessante destacar que seu mapa é bem maior que o de Odyssey (o qual já era gigante).

Obs: estamos falando aqui a respeito de um mapa com cerca de 140 km².

Assassin's Creed Valhalla

Aliás, isto foi até mesmo confirmado por Julien Laferrière, produtor do jogo, em entrevista ao site GamesRadar. Bem, introduções feitas, vamos às primeiras impressões a respeito do jogo.

Assassin's Creed Valhalla

Sobre Assassin’s Creed Valhalla

No jogo, encarnamos um viking da Noruega. Eivor, para ser mais preciso, sendo que o jogador decide, logo no início do jogo, se deseja um protagonista masculino ou um feminino (assim como aconteceu em Odyssey).

É importante também frisar que, infelizmente, Eivor não é tão carismático quanto a maravilhosa Kassandra de Assassin’s Creed: Odyssey, por exemplo. No entanto, creio que o conjunto de todos os elementos que compõem Assassin’s Creed Valhalla ajuda a reduzir um pouco a carga negativa imposta por tal “problema”.

Desenvolvido principalmente pela Ubisoft Montreal, estúdio que é o principal responsável pela franquia desde seu início, 13 anos atrás, Valhalla é um jogo e tanto. Um verdadeiro petardo, principalmente para os amantes de RPG e open-world games.

Assassin's Creed Valhalla

Aliás, a migração paulatina da franquia para o gênero RPG, a qual foi iniciada em Origins, é bastante interessante. Mais: eu diria que ela é responsável por revitalizar a série, a qual já dava alguns sinais de cansaço, principalmente após o lançamento de Assassin’s Creed Syndicate.

Assassin's Creed Valhalla

Bem, após alguns acontecimentos fatídicos na Noruega, a respeito dos quais comentarei muito em breve, em minha análise do novo jogo da Ubisoft, Eivor e seu grupo, incluindo seu irmão adotivo, Sigurd Styrbjornson, partem em direção à Inglaterra.

Eles buscam expansão, segurança, alianças, terras férteis e um lugar onde possam criar seus filhos, digamos, em “paz”. É óbvio que tal paz somente virá após muita guerra, após muita matança.

Assassin's Creed Valhalla

Assassin’s Creed é sempre Assassin’s Creed…

Um pouco da história do jogo

As incursões vikings na Inglaterra aconteceram verdadeiramente, e Assassin’s Creed Valhalla pega carona nestes eventos históricos para criar em torno deles uma narrativa intensa, profunda e cheia de nuances carismáticas.

A história começa no ano de 872. Eivor, juntamente com seu grupo de guerreiros, parte em direção à Inglaterra, à bordo de um Drakkar. A viagem é longa, e ao longo dela, o jogador pode inclusive ouvir as conversas dos homens à bordo, muitas delas envolvendo bravatas e brincadeiras diversas, além de várias histórias.

Assassin's Creed Valhalla

Trata-se de um evento verdadeiramente emblemático dentro do escopo do jogo, e a chegada na Inglaterra é logo seguida por uma sensacional incursão, momento em que Eivor e seus guerreiros vikings invadem um monastério em busca de riquezas e, claro, de glória.

Tudo é bastante violento, em tais momentos, e embora o sistema de combate tenha sido um pouco simplificado, pelo menos em relação a Assassin’s Creed Odyssey, posso dizer que a experiência é bastante prazerosa.

O personagem principal visa se encontrar com os filhos de Ragnar Lodbrok na Inglaterra, os quais já estão de certa forma bem estabelecidos no novo país, controlando determinadas áreas e, é claro, ansiando por novas expansões, invasões e alianças.

Assassin's Creed Valhalla

A trama de Assassin’s Creed Valhalla é bastante intensa. Eivor, embora seja um protagonista inferior à Kassandra de AC: Odyssey, como já dito acima, tem seus ótimos momentos como personagem principal, e posso dizer até que controlá-lo é bastante divertido.

Assassin's Creed Valhalla

Valhalla conta com os já famosos sistemas de diálogos, através dos quais o jogador pode verdadeiramente conversar com vários personagens no jogo e até mesmo influenciar, mesmo que de forma mínima, pelo menos por enquanto, os rumos da narrativa.

O jogo também possui uma série de mini games, e dentre eles é interessante destacar o Orlog, um jogo de dados bastante complexo que pode ser jogado na companhia de vários NPCs espalhados pelo vasto mundo do game.

Assassin's Creed Valhalla

A belíssima Inglaterra de AC: Valhalla

Viajar à bordo de um Drakkar através dos rios da linda Inglaterra retratada em Assassin’s Creed Valhalla é algo verdadeiramente fabuloso. Vastas paragens verdejantes podem ser vistas em ambos os lados.

Monastérios podem ser visualizados até que em grande abundância, enquanto viajamos, mas aqui é bom ficar de olho no nível de Poder alcançado por Eivor, o qual é ditado pela quantidade de pontos que obtemos e distribuímos na enorme árvore de habilidades existente no menu específico.

Assassin's Creed Valhalla

A pé ou a cavalo, podemos “passear” por campos verdejantes e lindíssimos, nos quais existem diversos pontos de interesse. Espere também por muitos, muitos locais para executar o famoso “Salto de Fé” (Leap of Faith), e também pela presença de verdadeiros Assassinos, aqui representados na forma de membros de uma Ordem autointitulada como “Os Ocultos”.

Vários acampamentos também prosperam nas margens dos rios através dos quais viajamos, e praticamente todos eles são passíveis de invasão. E nós mesmos possuímos nosso próprio assentamento (uma novidade na franquia), o qual pode e deve ser evoluído, através da construção e do upgrade de diversas instalações (incluindo uma especialmente destinada aos Assassinos).

Algumas considerações finais

Posso dizer que estou adorando Assassin’s Creed Valhalla. Com tudo o que vi até agora, já sinto (felizmente) que este é, provavelmente, o melhor e maior AC desenvolvido pela Ubisoft.

O título possui uma série de novidades bastante interessantes e muitíssimo bem vindas (a respeito das quais falarei em meu vindouro review do jogo), e seu enorme mundo aberto é extremamente convidativo, além de belíssimo.

AC: Valhalla, sem sombra de dúvidas, é grandioso. Para os fãs da franquia, posso adiantar que trata-se de um must have. O game entrega uma experiência bastante diversificada, além de gráficos lindíssimos (estou jogando no PC).

Abaixo você pode conferir o trailer de lançamento do (espetacular) jogo. Meu review do mesmo será publicado em breve. Skál!

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