Assassin’s Creed Valhalla, assim como Conan Exiles, tem me proporcionado excelentes momentos no tocante a aventuras, sangue jorrando, belezas mil e, felizmente, alguns sustos (confira meu review do novo jogo da Ubisoft).

Aliás, graças à gentileza da assessoria de imprensa da Ubisoft, pude (e poderei) desfrutar de todo o conteúdo da edição Ultimate de AC: Valhalla, a qual inclui, também, a missão bônus “A Lenda de Beowulf”. Mas vamos por partes.

Assassin's Creed Valhalla

Observando a luz antes de imergir nas trevas…

Vale destacar que tal missão (a qual ainda não encarei) tem algumas “premissas”, digamos, e passei por uma delas sem me dar conta, a princípio (antes de descer uma certa estranha escada, a qual conduzia a misterioso subterrâneo).

Bem, acontece que, sem saber, acabei entrando nos Túmulos de Grime, localizados a sudoeste, na Ânglia Oriental. Ou, melhor dizendo, nos túmulos amaldiçoados de Grime, e ao entrar ali, meu viking, Eivor, meio que se perdeu. Eu me perdi. Para o bem ou para o mal.

Assassin's Creed Valhalla

Na verdade, logo que entrei, notei que alguns trechos dos tais túmulos eram bem escuros, e em Assassin’s Creed Valhalla não podemos, por exemplo, empunhar uma tocha. Sim, temos uma tocha no inventário, mas esta serve apenas para “fins de caos”: para atearmos fogo a vilarejos, por exemplo.

Calejado que sou no que diz respeito a jogos e situações deste tipo, com tais cenários e incursões, incluindo o já acima citado Conan Exiles, logo saquei meu machado. Foi algo automático, claro, e ele logo foi devolvido à sua bainha.

Mas é verdadeiramente fantástica a sugestão fantasmagórica que determinados jogos eletrônicos conseguem impor sobre nós. Aconteceu o mesmo em Conan Exiles, naquela tal Cidade sem Nome cheia de horrores, a qual visitei algumas vezes. E aconteceu aqui, em AC: Valhalla.

Em Assassin’s Creed Valhalla, os Túmulos de Grime representaram para mim o primeiro momento, digamos, assustador. O primeiro momento no qual me deparei com algo sobrenatural, no RPG. Com algo de gelar o sangue nas veias, principalmente após ler certas cartas escritas por uma certa mãe.

Uma mãe, aliás, citando sempre com veemência seu filho amado, Grendel. E para bom entendedor, meia palavra basta: eu percebi, logo após ler a primeira carta, com o que estava lidando. Antes mesmo do jogo me avisar a respeito do fato de que eu estava entrando em solo amaldiçoado.

Assassin's Creed Valhalla

Antes mesmo de me deparar com as primeiras velas. Antes mesmo de me deparar com os primeiros restos humanos. Antes mesmo de me deparar com um horrendo altar, à partir do qual uma caveira ominosa transmitia seu poder.

Eu sou bem calejado, como já disse acima, em jogos e momentos do tipo; porém, mesmo após jogar Amnesia: Rebirth, ainda me deixo levar pelo terror e pela visão de pavores noturnos, por exemplo, em diversos games. Claro: eu gosto de me deixar levar!

Uma aventura e tanto em Assassin’s Creed Valhalla

Assassin’s Creed Valhalla, por sua vez, já “chegou chegando”, digamos, e após completar a quest dos tais túmulos amaldiçoados supracitados, posso dizer que mal posso esperar para jogar a missão que finalmente me colocará, assim espero, cara a cara com o monstruoso Grendel, o personagem, digamos, principal, do poema épico originalmente escrito no idioma anglo-saxão.

Mas voltando ao assunto, os tais túmulos amaldiçoados, que podem ser visitados, acredito eu, por qualquer jogador de AC: Valhalla, representam um momento e tanto dentro do game. Para começar, você tem que descer uma escada bem assustadora, indo em direção a um poço bem escuro.

Lá embaixo, uma série de cavernas é o que nos é apresentado a princípio, com teias de aranha por todos os lados, velhas construções em madeira carcomida pelo tempo, e os tais diários da (quem sabe) atormentada mãe.

Assassin's Creed Valhalla

A fonte do Mal nos Túmulos de Grime…

Tais páginas, aliás, nos mostram alguém algumas vezes esperançoso. Confiante, quem sabe, em um hipotético futuro para seu (odioso) filho. O terror, naqueles momentos, se fazia ainda maior, devo dizer, devido à sensacional trilha sonora e aos sons emitidos dentro do conjunto de cavernas.

Grendel não estava lá, eu sabia, mas a caverna, o túmulo, aquele local, estava permeado de um Mal que eu deveria pôr fim. E eu em alguns momentos cheguei a me perder, e sonhei como nunca com a luz do sol que havia abandonado.

Assassin's Creed Valhalla

Enfim, voltando ao mundo dos vivos…

Felizmente, pude enfim encontrar a maldita origem da maldição, sem ser por ela tocado, e fui capaz então (com certa dificuldade, adianto) de encontrar o caminho para a superfície.

Ao sair dos túmulos amaldiçoados de Grime, eu mesmo parei um pouco. Respirei aliviado ao deixar aquele local claustrofóbico, eu que, aliás, sofro deste mal na vida real (daí, talvez, venha uma parcela de minha preocupação enquanto “lá embaixo”).

Mas afinal de contas, Assassin’s Creed Valhalla tem se mostrado um RPG e tanto, palco para aventuras sem igual e side quests interessantíssimas, além de encontros sensacionais com personagens os mais diversos na velha Inglaterra.

Assassin's Creed Valhalla

Indo embora…

Que venham mais aventuras, enquanto me preparo para encarar a missão bônus “A Lenda de Beowulf”.

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